<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648</id><updated>2011-10-30T23:08:16.825-07:00</updated><category term='natal'/><category term='CPMF'/><title type='text'>Sem cláusulas</title><subtitle type='html'>"Mamãe quando eu crescer
eu quero ser adolescente"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>62</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-4823223117533463559</id><published>2011-10-30T23:08:00.000-07:00</published><updated>2011-10-30T23:08:16.837-07:00</updated><title type='text'>Três</title><content type='html'>São 3h e a cidade é uma calmaria. Minha cabeça, ao contrário, é um caos só. Melancólico com suas variantes de caos ímpares, mas é, sim, uma desorganização total. Porque é muito estranho saber que uma rede é só uma rede e os tempos já são tão distantes, os bons momentos menos assíduos em sua chegada e o sorriso mais ligeiro em sua partida. Eu nem te conheço o bastante mais, para saber identificar voz, tato ou um mero conselho, contudo eu ainda paro e escrevo depois de meses penando por isso.&lt;br /&gt;São quase 3h, na verdade. Eu escuto uma canção que nada diz, só que as notas são aprazíveis aos meus ouvidos, é um samba altamente gostoso, contudo fica no vácuo a semântica mais profunda, e, pra mim, isso é necessariamente o que interessa, pelo menos, neste tão constante momento, entre idas e vindas de ais e pousos de mais rugas. A peleja caleja, amigos... Dá pra se entender o dito paterno do quanto os suor é significante, é resultado e não mera transpiração orgânica.&lt;br /&gt;Já se avizinha o nascer do sol, e eu insisto em não deitar. O sono pode até bater, mas a porta não se abre, porque já dizia eu mesmo, numa descoberta no carbureto, que dormir é ruim, bom é viver. Por isso, descansarei um pouco e acordarei já cedo. Ora, deve ter tapioca na mesa! A morte tanto é iminente como eminente angústia na vida das pessoas, não pelo fato, mas, como diz um amigo meu, pelo&lt;i&gt; modus operandi&lt;/i&gt;, logo viver é estar distante da morte.&lt;br /&gt;Isso foi muito bom: é um ponto de partida interessante para "uma ode ao mictório" e "ainda vou desmascarar o avião".&lt;br /&gt;E vão por mim: cobertura de chocolate só é bom sobre sorvete de morango. O inverso não é verdadeiro.&lt;br /&gt;São mais de 3h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L.&lt;br /&gt;João Pessoa, 31 de Outubro de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-4823223117533463559?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/4823223117533463559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=4823223117533463559' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/4823223117533463559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/4823223117533463559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2011/10/tres.html' title='Três'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-4810181001770974664</id><published>2011-06-01T13:23:00.000-07:00</published><updated>2011-06-01T13:23:30.923-07:00</updated><title type='text'>Tri</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;TRI&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por José de Paiva Gadelha Neto&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha relação com o Flamengo sempre foi meio louca mesmo. Me lembro&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;bem, quando criança, todos da minha idade sonhavam em conhecer a&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disneyworld, se empolgavam ao falar do desejo de brincar na montanha&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;russa, conhecer o Mickey Mouse, sei lá o que. Eu só queria saber de&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;conhecer o Maracanã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu pai, um rubro-negro apaixonado, achava isso o máximo e sempre me&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;apresentava aos amigos dizendo: “Esse é meu filho, Flamenguista, ano&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;que vem vou levá-lo para conhecer a Gávea e o Maracanã”. As passagens&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;de avião não eram baratas como hoje, e nós morávamos a quase 3 mil&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;quilômetros do Rio de Janeiro, além disso, meu pai temia a violência&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com internet, TV por assinatura, Pay-Per-View, as informações são&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;abundantes e é possível ter notícias em tempo real e assistir todos os&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;jogos do mais querido, mas quem tem mais de trinta sabe da dificuldade&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;que era acompanhar notícias e jogos naquela época. Sabia apenas do&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;horário dos jogos, então, quando faltavam 15 minutos para o início dos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;jogos, subia em cima do telhado da casa, acompanhado do meu velho&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;rádio. Passava aquelas 2 horas com o dedo no tuning do rádio, mexendo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;para cima e para baixo, sem sucesso. Existia uma lenda que dizia que as&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ondas da Rádio Globo caiam na cidade de Sousa, na Paraíba, onde eu&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;morava. Bom, chamo de lenda porque no período do jogo, eu escutava a&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;voz de José Carlos Araújo umas 3 vezes de 4 segundos cada, e claro, era&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;uma vibração: “Escutei, escutei”. Quando passavam as 2 horas, eu não&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;sabia patavinas do que tinha se passado no jogo, não tinha outra&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;alternativa a não ser telefonar para o Flamengo, saber o placar do jogo e&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;esperar o compacto na Bandeirantes. Também cansei de assistir esses&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;compactos e vibrar como se estivesse vendo o jogo ao vivo, afinal, não&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;tinha idéia do placar. Meu pai, claro, achava o máximo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo passou, fomos morar em João Pessoa em 1995. Agora já existia a&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Globosat, e a Sportv já mostrava alguns jogos do Flamengo. Um cara, dono&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;de um trailerzinho lá no centro da cidade, passou a exibir os jogos e&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;aquela novidade tomou conta da cidade inteira, o negócio tomou uma&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;proporção tão grande que na final da Taça Guanabara de 1996, fora&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;necessário fechar a rua e instalar um telão, para os milhares de rubronegros&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;que lá foram ver o show de Romário, Sávio e Cia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não demorou para os bares da cidade notarem o que mais tarde viraria&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;um bordão entre os empresários: “jogo do Flamengo lota”. Meu pai&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;adorou a idéia. Agora poderia ver todos os jogos, acompanhado de um&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;whiskyzinho, no conforto de um bar e ao meu lado. Só não posso mais&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;dizer que ele achava o máximo, porque agora ele tinha que conter os&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;meus excessos oriundos do fanatismo que, por sinal, tinha sido inserido&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;em mim por ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim ficou a rotina: Jogo do Flamengo, cachaça e promessa de que no&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;próximo ano vamos ao Maraca. Meu sonho ainda não tinha se realizado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veio a série do tri e na festa do Bi-campeonato, lá na calçadinha de&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Manaíra, local das festas do Mengão em João Pessoa, ele me disse: Ano&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;que vem a gente vai de todo jeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É... meu pai não chegou no “ano que vem”. Em novembro de 2000 ele foi&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;morar com papai do céu. Foi levar a alegria de ser rubro-negro aos céus,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;pois a alegria foi o que regeu a vida de Doca Gadelha inteira e eu me&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;recuso a falar dele com tristeza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu completaria 22 anos em março e só quem já passou por isso sabe o que&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;são os primeiros meses de uma perda dessa natureza. Foi então que o&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mengão cumpre sua rotina e se classifica para a final do Carioca de 2001 e&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ao serem divulgadas as datas dos jogos, surgiu uma promoção, que hoje&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;pode parecer bobagem, mas na época não era uma coisa comum, ela&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;dizia: “ Passagem ida e volta, hotel, traslado e ingresso por apenas R$&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;900,00, parcelado em 6 vezes”. Eu não podia acreditar, tinha chegado a&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;hora, eu ia conhecer o Maracanã, o sonho que eu tinha desde os 5, 6 anos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;de idade estava prestes a se realizar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imediatamente liguei para Guto, um amigo de infância tão louco pelo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Flamengo quanto eu, e quando dei notícia da promoção ele respondeu&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;perguntando: “qual o número da sua conta para eu depositar o&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;dinheiro?”. Saí correndo para a agência e fui o primeiro a comprar o&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;pacote. Fui o primeiro de sete pessoas. É, você leu certo, apenas sete&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;pessoas compraram o pacote, as sete pessoas que não suportaram a&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ansiedade e procuraram a agência antes do primeiro jogo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os caras ganharam o primeiro jogo, tínhamos que ganhar por dois gols de&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;diferença e a viagem estava paga. O que fazer? Vou ao Maracanã pela&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;primeira vez pra perder? O Flamengo vai ser vice depois de dois títulos em&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;cima do maior rival?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Liguei para Guto e perguntei a ele se ele queria desistir. Confesso que nós&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;dois não acreditávamos muito, mas como já estava pago, a viagem não&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;poderia deixar de ocorrer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproveitei que estava dentro do avião, portanto mais perto de Deus e fiz&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;uma promessa de passar seis meses sem tomar refrigerante se voltasse de&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;lá tri-campeão. Se estiveres perguntando porque não fiz pra passar esse&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;tempo sem cerveja, respondo dizendo que a promessa começaria a ser&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;cumprida logo após o jogo. Como eu iria comemorar? Sem cerveja? Sem&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;chance.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegando no Rio o grande grupo de sete pessoas foi fazer os passeios&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;tradicionais, Pão-de-açúcar, Corcovado, praias, e claro, a Gávea.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amigo, hoje tenho uma filha e vejo a reação dela quando chega em um&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;parque de diversões, corre de um lado para o outro, quer andar em todos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;os brinquedos de uma só vez. Eu estava igual. Queria estar na sala de&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;troféus, no campo de treino, no ginásio, na piscina e na Flaboutique ao&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;mesmo tempo. Claro que comprei a loja toda, né?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era sábado, estava anoitecendo e ainda não tinha conseguido tirar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;nenhuma foto com nenhum jogador e no local que eu estava aguardando&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;os jogadores saírem do vestiário só tinha um carrão que eu não tinha idéia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;de quem era, foi então que aparecem dois jogadores, o dono do carro era&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o melhor do time, o Pet e o carona era o pior, o Maurinho. Fiquei nervoso&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;na hora, quase derrubo a câmera, mas desnecessariamente, pois os dois&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;foram bastante solícitos e ao nos despedirmos, disse a ele que tinha vindo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;da Paraíba só assistir ao jogo e queria aquele título. Ele respondeu com o&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;sotaque carregado que lhe é peculiar: “Famo vê”, traduzindo, “Vamos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ver”. Aquela noite eu não dormi, passei a noite virando na cama do hotel e&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;dizer que estava ansioso é pouco, eu estava beirando a loucura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegou o dia, era época de apagão e o jogo começava ás 15h, chegamos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ao Maracanã ao meio-dia. Que coisa linda, aquela imensidão, que eu&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;achava que conhecia pela televisão, era mais lindo do que eu poderia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;imaginar. Totalmente vazio, eu cheguei a duvidar que todos os espaços&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;pudessem ser ocupados três horas depois. Nossos ingressos eram para as&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;cadeiras brancas, que ficava em uma posição onde se via o jogo de frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o dia era de perfeição, não podia faltar nada. Olhei de lado e Guto já&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;estava chorando, então lhe disse: “Vamos para a Raça!!!” O cara topou&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;sem pensar e lá fomos nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Raça é a maior torcida organizada do Flamengo e ficava reunida atrás do&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;gol nas cadeiras verdes. Lá estávamos. Medo da violência? Meu amigo, a&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;emoção que se sente ali só pode ser comparada ao nascimento de um&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;filho. Você não pensa em outra coisa. É o tipo da coisa que o cara não tem&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o direito de morrer antes de sentir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começa o jogo e a tensão que sentia naquele instante é algo inexplicável,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;me sentia meio que responsável em levar aquela taça para a Paraíba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Termina o primeiro tempo, no placar 1x1. No intervalo o clima na&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;magnética era de velório, galera cabisbaixa, triste. O time volta a campo e&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;com ele volta também o fervor da nação. Comparo aquela reação com a&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;de uma mãe que está triste por alguma coisa, mas quando vê um filho se&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;refaz para não deixar o filho preocupado e/ou entristecido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Edilson marca um gol de cabeça e aí as esperanças ressurgem, posso até&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;confessar que de forma tímida, apesar de acreditar, já passava dos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;quarenta minutos e naquele momento estava naquela de me autoconformar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensava mais ou menos assim: “Vamos ganhar o jogo, não vou&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;sair daqui com o título, mas já ganhei dois deles, tá bom”. Mas como já&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;disse, amigo, aquele era dia de perfeição. Edílson sofre uma falta e aquele&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;cara que eu tinha falado no dia anterior ajeita a bola para bater. Olho para&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;trás e pergunto a um cara que estava marcando o tempo em quanto&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;estava e ele responde, 42. Pensei: é agora! Estava quase atrás do gol e o&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;cara manda o chinelo... O curioso é o que ocorreu em uma fração de&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;segundo. Do local que eu estava não vi a bola entrar mas escutei a galera&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;gritar, e imediatamente, vi a bola cair dentro gol. Não sei se reparam, mas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;aquela bola não balançou muito a rede.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu irmão, foi a maior incidência de loucos por metro quadrado que eu já&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;vi na minha vida, gente chorando, passando mal, desmaiando. Se você que&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;esta lendo isso não é Flamengo jamais vai entender esse sentimento,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;quem é Flamengo sabe do que eu estou falando. Meu sonho estava&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;realizado de uma forma que nem eu sonhava, foi tudo perfeito, foi tudo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;além. Independente de religião, fica difícil acreditar que meu pai não tem&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;nada haver com isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje é dia 27/05/2011, ou seja, aniversário de dez anos do tri-campeonato&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e da minha estréia no Maracanã (fui mais três vezes depois). Também faz&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;dez anos que meu pai nos deixou e os dois acontecimentos me dão a&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;sensação de terem acontecido ontem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu pai me prometeu que estaria, DE QUALQUER FORMA, comigo em&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2001 no Maracanã, tenho certeza que ele estava. Meu pai morreu sem&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;saber que resolvi seguir a sua profissão, tenho certeza que ele sabe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;JOSÉ DE PAIVA GADELHA NETO&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-4810181001770974664?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/4810181001770974664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=4810181001770974664' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/4810181001770974664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/4810181001770974664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2011/06/tri.html' title='Tri'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-8271481229006949470</id><published>2011-04-12T18:26:00.000-07:00</published><updated>2011-04-12T18:43:50.187-07:00</updated><title type='text'>Virei palmeirense!</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Quando mamãe ficou grávida de Lafa, meu pai, com medo que eu meacometesse de um ciúme brabo que é praga forte na família, comprou um filme devídeo cassete e colocava todos os dias para eu ver e ouvir. Eu cantarolavafeliz os versinhos de “temos um novo irmãozinho, papai e mamãe dão muitocarinho, nada melhor podia ter acontecido”, e todos acharam que estava tudomuito resolvido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Nada feito. Nove meses depois chegou o meu irmãozinho, gordo como umabola, mais vesgo impossível, orelhas maiores do que sua cabeça. Não fosse tãogordo, daria a idéia de serem asas. Se tivessem escolhido o nome na hora, eudesconfiaria que a razão tinha sido o tamanho das orelhas do menino,iguaizinhas as de Vovô Lafayette. Achei tão feio, tão feio, que não compreendio estardalhaço de toda aquela gente em cima do bebê. Mas mamãe estava felizdemais, e acharam injustiça dizer que ele era horrendo. Até vovó e Tio Dalton,habitualmente muito sinceros, viraram juntos várias latinhas de cerveja antesde proferirem o veredicto: ele não é desse mundo, Aline! Parece Pirrita. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Demorou um tempo até notarem que eu, até então a dona do pedaço, linda eloira como uma boneca de porcelana no auge do meu um ano e meio de idade,estava ali estatelada e esquecida, e me convidarem para acariciar a coisa. Jáestava indignada. Afinal, papai nunca me deixava pra trás por nada no mundo.Dizia constantemente que eu era a mocinha mais bela do planeta, que, às vezes,virava os olhos de mim com medo de colocar olhado, de tão bonita que me achava.Ultrajada é que me dispus a chegar perto de Lafa. De mansinho, fui alisando acabecinha dele e balbuciando “ó, meu irmãozinho, fofinho...” e, de repente, semnotar, já tinha arrancado um tufo dos ralos cabelos loiros do neném naquelefalacioso gesto de carinho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Sabia que estava encrencada. A confusão foi grande, ele berrava alto eeu corri o mais longe que pude pelos corredores do hospital. Papai me alcançoue perguntou se eu não lembrava da musiquinha. Eu não sabia dizer, mas achavamesmo era que nada pior podia ter acontecido. Mal sabia que o pior ainda estavapor vir, quando voltamos pra Sousa (sabe lá porque cargas d’água Lafa foinascer em Campina). Muitos tufos de cabelo arrancados e muito choro de Vovó porcausa da minha maldade sem precedentes com aquela criatura ingênua, até euperceber que não tinha jeito. Precisava me aliar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Não importava se eu era bem mais bonita que ele, éramos igualmentetratados. Claro, eu continuei achando absurdo. Mas resolvi aproveitar oadmirável mundo novo. E, lentamente, descobri que um vesguinho gordo comorelhas de abano viria a ser o meu melhor amigo, desde a mais tenra idade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Ele se encantou comigo desde que se entendeu por gente. Logo quandoaprendeu a emitir os primeiros sons, sem saber falar Myriam direito, saíagritando pela casa: Iáá, Iáá. E até hoje me chama de Iaiá. Acho que ele já sabedizer Myriam, mas ainda chama Iaiá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;À tardinha, íamos à praça e eu brigava com quem o chamasse de zarolho,ainda que eu mesmo chamasse, dentro de casa, só entre nós dois. Ficava em casacom ele quando ele tinha que usar aquele tampão horrível em um olho só, que eununca entendi pra que servia. Brinquei de Jaspion, Power Rangers e Jiraya, enem achava um tédio. Tivemos um vizinho meio psicopata que o obrigava a ficar horasno sol quente se ele errasse um passe de futebol. Quando eu descobri, opsicopata, que hoje é nosso amigo, levou uma surra da qual nunca vai seesquecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Meus amigos eram amigos dele e vice-versa. Viemos morar em João Pessoa.Tínhamos uma gangue enorme que explorava as casas de veraneio abandonadasdurante o inverno em camboinha. Eu, Lu, Leo, Deló, Luquinhas, Bruninha e Lafa.À noite, mamãe e papai tomavam vinho na beira da praia enquanto nós doisesperávamos juntos as redes de pescadores aportarem na areia para pegarmos ospeixinhos menores, ou ficávamos correndo com nossas cadelas. A dele, Duda, aminha, Lara. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Eu gostava de tudo nele. Tudo era divertido, ainda que estivéssemosapenas os dois. Eu achava graça e me aproveitava de quando ele não queria ir aum lugar (e eu também não), tirava toda a roupa e corria gritando pela casa: sóvou se for nu! Ele ficava comigo quando eu adoecia, e não contava pra mamãe seeu fazia uma trela. Foi ele que escondeu meu primeiro beijo, com um primo, nafrente da antiga casa de Lindolfo Pires, encostada numa árvore. Não contou aninguém. Mas eu dedurei o primeiro seis que ele tirou em matemática. Foi eleque jogou trinta partidas de xadrez comigo, quando eu acabei o meu primeironamoro e só me distraía com aquilo. Foi ele que me ensinou a usar vírgulas emelhorar as minhas redações, já que Zarinha agraciava as dele, quase sempreexpostas na parede da recepção do cursinho, com um “Quase Perfeito”. Também foiele que me ensinou física do primeiro ano, quando eu já estava no terceiro. Eulhe ensinei a cantar o Hino Nacional, porque nós adorávamos cantar juntos e,quando ele largou a bateria e o rock, pelo violão e a igreja e virou um crentefanático, o Hino era a única música que podíamos cantar juntos - as outras erammundanas. Nem a religião foi um entrave entre nós. Ele tentava me converter, eeu também tentava convertê-lo. Acabou que ele mesmo deixou aquele fanatismo exacerbado,depois de ler a Bíblia duas vezes, saliente-se, e até começou a considerar queeu pudesse ir para o céu, mesmo dizendo “caralho”, de vez em quando. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Eu atualizei-o dos novos palavrões e das novas velhas músicas, e viramosnós dois fãs de Beatles, Belchior, Bob Dylan, Novos Baianos. Temos umrepertório imenso. Cultuamos a revolução e os comunistas. Hoje, nos decidimospelo capitalismo humanista. Mas ainda temos blusas com a fotografia de Che comos dizeres: ele está morto, faça sua revolução. E ainda acreditamos narevolução, ao nosso modo. Juntos fizemos esse pacto, de fazer a revolução, meioque bêbados, num barzinho na Lapa, quando descobrimos juntos o Rio de Janeiro. Evamos fazer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Até hoje, só houve um empecilho entre nós. Em 1995, o monstro verdechegou de súbito para abalar as estruturas de nossa linda amizade. Onze homens,todos vestidos de verde, em um gramado verde, com o nome Parmalat nas costascomeçaram a assombrar minhas quartas-feiras e meus domingos. Lafayette seapaixonou pela primeira vez. O nome dele era Palmeiras, e eu detestava tanto aqueletime que voltei a arrancar os cabelos do meu irmão de novo. Beliscava-o no meiodo jogo, desligava a televisão, e, como nada adiantou, tomei uma séria decisão:virei corinthiana. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Ele já não era mais tão menor que eu, então a tapa rolava solta. Tambémperdi cabelos, e um abajur de peninhas, que ele depenou, uma a uma, na final dalibertadores de 2000. Eu liguei o som nas alturas com o hino do timão e puleiserelepe pela sala. Ele trancou-se no meu quarto, usou um batom de mamãe paraescrever um gigantesco “gorda” no meu espelho e, feito isso, depenou o meulindo abajurzinho cor de rosa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Muitas brigas viriam. Papai, achando absurdo o meu comportamento, adotouo Palmeiras como seu primeiro time (antigamente, como não havia campeonatobrasileiro, era possível ter um time em cada estado, de modo que meu pai eraflamenguista no Rio e Palmeirense em São Paulo, mas, flamenguista, depois queveio o Brasileirão e similares). Lilice nasceu já palmeirense. Eu insistia nomeu Corinthians, porque, até a chegada do Palmeiras, nada havia me separadotanto do meu irmão. Não fui tão esperta como quando ele nasceu: em vez dealiar-me, resolvi bater chapa. Bobinha. Passei domingos em crise nervosa aoouvir os gritos de gol, abandonada no meu quarto, sem companhia. Não me veio aidéia de que poderia estar com ele, comendo uma pipoca e, anos mais tarde,tomando uma cervejinha, os dois vestidos de verde. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O tempo passou, o Palmeiras continua sendo o grande amor da vida deLafa, depois de Keoma, claro, sua namorada, de quem também me fiz aliada,grande amiga e até incluí-a nos nossos planos revolucionários. Ela topou sempestanejar. Hoje somos três. Aliás, quatro. Há o nosso fiel escudeiro Iarley Maia, também um sonhador. E, como bem disse John Lennon, espero que um diamais gente se junte a nós. Lafa ainda é o meu melhor amigo, e ninguém no mundome completa como ele. Completa, ama, agüenta. Ninguém me diverte como ele. E eunão admiro ninguém como admiro meu irmãozinho. Não porque ele deixou de servesgo (tá até voltando a ser, inclusive), emagreceu, não tem mais orelhas deabano e é um gato. Mas porque ele é companheiro, inteligente, engraçado, umexcelente cantor, futuro grande jurista e, sobretudo, porque é muito, muitosolidário. De um altruísmo inigualável. Dizem que puxou ao meu bisavô Tozinho,que chegou a dar de presente um cartório que tinha. Nem me atrevo a dizer quesou assim. Por isso, coloco Lafa em um pedestal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Não foi depois que meus pais morreram que aprendemos a tomar conta um dooutro. Foi sempre assim, já que, quando eu tinha 12 e ele 10, passamos a morarsozinhos em João Pessoa. Outro dia tive pneumonia. De novo, Lafa não saiu domeu lado, sabia direitinho a hora de dar o meu antibiótico e o xarope. Tomouuma xícara de sorvete da minha mão, enquanto eu tentava traçá-la escondido. Aíeu me dei conta de que um erro, mesmo que tenha sido cometido,ininterruptamente, por quase quinze anos, ainda pode ser consertado. Que oPalmeiras nunca poderia nos separar, nem antes, nem hoje. E já que ele saiu nafrente escolhendo seu time do peito, não tenho motivos para pedir para que eleseja corinthiano.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Faço, agora, o Palmeiras o time do meu coração. Escolho, dehoje em diante, domingos e quartas-feiras menos solitárias. Escolho um time queganhou a libertadores (um tanto oportunista, este argumento, ok). Acho quenunca fui corinthiana de verdade. Quando o Palmeiras perdia e Lafa ainda erapequeno, chorava muito. No fundo, bem, bem no fundo mesmo, eu ficava tristeporque ele estava triste. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Através desse texto deixo o comunicado. Virei a casaca. Tive que fazeruso de muita emoção,é verdade. Porque, mesmo sendo muito altruísta, Lafa nuncavai perder a oportunidade de, ao saber da novidade, dar uns petelecos na minhacabeça e dizer divertido: E aí, o verdão é ou não é o melhor? Dá-lhe porco,dá-lhe porco!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;M.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ARgMKgDWTj8/TaT6aEObtAI/AAAAAAAAAN0/z7SDi0MnCgw/s1600/DSC01414.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-ARgMKgDWTj8/TaT6aEObtAI/AAAAAAAAAN0/z7SDi0MnCgw/s320/DSC01414.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-A7e8njL4e9s/TaT7gk8fhoI/AAAAAAAAAOA/XEFCILAm0aI/s1600/lafa+e+iaia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-A7e8njL4e9s/TaT7gk8fhoI/AAAAAAAAAOA/XEFCILAm0aI/s320/lafa+e+iaia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uDPMZXxsL-o/TaT7kP8p6bI/AAAAAAAAAOE/psqc8sQGwhY/s1600/lafaeeu.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-uDPMZXxsL-o/TaT7kP8p6bI/AAAAAAAAAOE/psqc8sQGwhY/s320/lafaeeu.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-13RkQ00Uy5c/TaT61Ow3j2I/AAAAAAAAAN4/SYA_-uwHHL4/s1600/DSC01426.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-13RkQ00Uy5c/TaT61Ow3j2I/AAAAAAAAAN4/SYA_-uwHHL4/s320/DSC01426.JPG" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-8271481229006949470?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/8271481229006949470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=8271481229006949470' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/8271481229006949470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/8271481229006949470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2011/04/virei-palmeirense.html' title='Virei palmeirense!'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ARgMKgDWTj8/TaT6aEObtAI/AAAAAAAAAN0/z7SDi0MnCgw/s72-c/DSC01414.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-3981463679103483050</id><published>2011-03-12T19:02:00.000-08:00</published><updated>2011-03-12T19:02:12.301-08:00</updated><title type='text'>depoimento de Inaldo</title><content type='html'>Acabo de receber email de minha prima Fernanda, com um texto escrito pelo jurista Inaldo Rocha Leitão poucos dias após a morte de meu pai.&lt;br /&gt;Fiquei realmente emocionado com o fiel depoimento de uma pessoa que conviveu politicamente com meu pai, ora como aliado, ora como adversário. Devo dizer: na maioria das vezes, foram adversários, mas sempre se admiraram, fato raro na política quente e acirrada da Paraíba, notadamente de Sousa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu, Inaldo!&lt;br /&gt;Segue o belo texto abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 16.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 16.0pt;"&gt;Salomão, o dono da bola&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt;"&gt;Por Inaldo Leitão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt;"&gt;Uma penca de jogadores de futebol aguardava a chegadade alguém para o inicio da pelada, que ocorreria na rua sem calcamento nasimediações da Casa Grande do clã Gadelha, em Sousa. Devia ser meados dos anos60 – e eu estava lá. Eis que aparece um garoto paramentado (naquele tempo erarara a existência de terno de futebol) e com uma bola de couro novinhaacomodada sob o braço direito. Com pose de dono do pedaço, o dito cujo sedirigiu ao centro do campo e escalou os jogadores dos dois times, incluindo opróprio, como titular absoluto, e reservando-se o direito de fazer o rodíziocom os jogadores que sobraram. Esse garoto respondia pelo nome de Salomão e erao dono da bola – e do time, portanto. Melhor dizendo, dos dois times.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt;"&gt;Uma banda da cidade esperava as ordens de um certocidadão que escalaria o time de políticos que disputariam as eleições em Sousa,sejam as municipais ou estaduais. Reunião na Casa Grande, expectativa em todosos recantos da cidade. O Chefe sabia que jamais poderia fugir de uma regra: otime teria de ter um parente no principal lugar da chapa. De preferência umfilho. Não diria necessariamente pelo parentesco, mas o fato é que eram muitosos vocacionados para a arte da política. Principalmente os rebentos que, alémde inteligentes e com formação acadêmica, eram brilhantes oradores. Feita aescalação, não havia contestação. E o time seguia para o embate eleitoral àcata dos votos. Esse Chefe respondia pelo nome de José, o dono do palanque – edo time de políticos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt;"&gt;Salomão Benevides Gadelha, o garoto-jogador-dono dotime de futebol, era o filho mais novo de José de Paiva Gadelha, ochefe-jogador da política. Cada um no seu papel e no seu tempo, pai e filho seconfundiam em muita coisa. Inovadores, craques na polêmica, criativos, ousados,visionários, radicais nas posições, inteligentíssimos e outras coisas mais, apresença dos dois em qualquer ambiente fazia a diferença. Não havia como nãonotá-los. Quando José se foi, numa noite de novembro de 1981, ate seusadversários mais ferrenhos, como eu, sentiram sua falta. A política,especialmente a de Sousa, perdeu muito de sua alegria, de seu entusiasmo e atémesmo de suas palavras atrevidas. Quando Salomão partiu no dia 25 último,curiosamente também numa noite de novembro, o mesmo buraco negro foi produzido.Nem as lágrimas do mundo inteiro, muito menos as dos sousenses, seriam capazesde preencher o vazio deixado pela dupla.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt;"&gt;Minha proximidade com Salomão ocorreu na UniversidadeCatólica de Pernambuco, no Recife. Eu estava a caminho da conclusão do curso deDireito quando ele iniciou sua jornada. Coube-me a tarefa de trazê-lo nomovimento estudantil, o que era proibido pela ditadura militar, à época sob ocomando do general-presidente Ernesto Geisel. Expliquei-lhe que o movimento eraarriscado, quase clandestino, o que o animou ainda mais. Apresentei-lhe RaulJungman, que anos depois seria deputado federal e na ocasião comunista, eoutras lideranças estudantis. Nossa luta era pela reabertura dos diretóriosacadêmicos, afinal vitoriosa em 1977. Como eu estava impedido de disputar apresidência do DA de direito, por ser concluinte, indiquei Salomão, que foieleito com expressiva votação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt;"&gt;Seu discurso era mais radical do que os militantesestudantis vinculados ao Partido Comunista Brasileiro. O discurso básico incluíaa revogação do AI-5 e do Decreto-lei 477; anistia ampla, geral e irrestrita;restabelecimento das eleições diretas para todos os níveis; restauração dasliberdades públicas; extinção da censura; convocação de uma Assembléia NacionalConstituinte; e o fim do regime militar. Com o ambiente político no país aindaturvo, todos tratavam desses temas de forma um tanto contida – menos Salomãoque, com sua retumbante retórica, incendiava o auditório. O estudante rebeldese fez advogado e refez o caminho para Sousa, sucedendo o pai na Algodoeira Gadelha.A chegada do bicudo devastou os campos de algodão na região e inviabilizou essaatividade do final dos anos 80 até os dias atuais. A quebradeira foi geral. Nema multinacional Sanbra segurou o tranco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt;"&gt;Sem a Usina, o hiperativo Salomão viveu seus momentosde instabilidade profissional. Passou um período como vogal da Justiça doTrabalho, depois ensaiou uns passos como advogado, ocupou espaço na FIEP doirmão Buega Gadelha, até se defrontar com aquilo que realmente fervia nas suasveias – a política. Já fora do prazo limite da convenção municipal para escolhados candidatos na eleição de 2000, Marcondes Gadelha formou uma chapa dita provisóriacom o irmão Salomão candidato a prefeito, tendo Leonardo, seu filho, na vice.Puro sangue. O que parecia uma piada logo se transformou em coisa séria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt;"&gt;Salomão fez uma campanha, digamos, pirotécnica.Chegava ao palanque de moto-táxi e um arsenal de fogos ensurdecedor espocavanos céus de Sousa. Barulhento, incansável e esbanjando seu natural otimismo,aliou sua estratégia eleitoral ao capital político que a família Gadelha sempreteve e tem para, no final, também beneficiado pela divisão do marizismo, polarizara disputa com João Estrela e jogar o candidato Lúcio Matos para a lanterna. Mesmoderrotado, Salomão foi buscar na Justiça o que não conseguiu nas urnas. Doisanos de litígio depois, empunhou o diploma de prefeito, deferido pelo TribunalSuperior Eleitoral, e pavimentou o caminho para a conquista do segundo mandatona eleição de 2004. Fez história. Depois das tentativas de Marcondes, RaimundoDoca e Buega, era a primeira vez que um filho de Zé Gadelha governava a terrade Bento Freire.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt;"&gt;Salomão disputou sua última eleição em 2010 comocandidato e deputado estadual. Fez uma campanha tão desastrosa quantodivertida. Sem apoio da família, que já havia fechado com o primo André, eabandonado pelos ex-auxiliares da prefeitura, ficou sem palanque e apelou, comosempre, para a criatividade – e inventou o comício do tamborete. Espalhava opopular objeto em determinado bairro e recorria a uma dupla de excelentesoradores para atrair a multidão – ele mesmo e a filha Maria Alice. Os eventos,sucesso de público, contrastaram com o péssimo resultado das urnas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt;"&gt;Derrotado, era natural que Salomão ficasse chateadocom a cidade que governara por seis anos e que lhe dera uma votação pífia. Quenada. O prefeito que desafiou a Cagepa, criando a empresa municipal de água eesgoto, e recorreu à energia solar para expulsar da cidade a também impopularEnergisa, deixou de lado a tristeza eleitoral e envergou sem trégua algumaoutra bandeira, a do petróleo. Foi animado por esse novo objetivo que Salomãotomou o caminho de Sousa para fermentar o debate sobre uma alternativa deriqueza para a região. Não deu tempo. Antes de Sousa, havia uma pedra no meiodo caminho, Pombal. Foi ali que Salomão interrompeu seus incontáveis sonhos e,como disse Getúlio Vargas, saiu da vida para entrar na história. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 72.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-3981463679103483050?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/3981463679103483050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=3981463679103483050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/3981463679103483050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/3981463679103483050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2011/03/depoimento-de-inaldo.html' title='depoimento de Inaldo'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-3215503009385397669</id><published>2011-03-09T09:46:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T09:46:44.351-08:00</updated><title type='text'>Seus óculos</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Eu achei seus óculos hoje, esquecidos no porta luvas do meu carro,assim, descuidadamente esquecidos. Mas estavam lá, para que você deles fizesseuso, rapidamente, como de costume, a fim de ler pequenas anotações antes de umaaudiência, de uma palestra, de um discurso. Já que você não volta, já não entraráno meu carro. Tirei-os de lá e coloquei sobre a minha cabeceira e agora osencaro estática. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Tentei ver por trás deles, como se procurasse arfante ver através dosseus olhos, e ser você um pouco. E sendo você, abrandar a minha saudade. Óbvioque minha visão ficou apenas embaçada, e nenhuma licença poética respeitou meuimenso e verdadeiro sofrimento. Quisera eu fosse apenas poesia, a perda. Comoem tantas e tantas músicas de amores perdidos, quisera eu, fosse apenas poesia.Eu tiraria seus óculos, sem rosto úmido, os devolveria para você como numabrincadeira, como nos meus teatros, lembra? E você bateria palmas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Não é tão simples assim. Claro que não. Esse cenário de dor vibranterepleto de objetos que mais parecem personagens. Amantes tristes evoluntariosos. Utópicos. Não é um cenário de teatro, as cortinas não fecham enós voltamos para a coxia sorridentes, sem ansiedade e nem tormento. Ah, não.Ainda que eu deseje enormemente um faz de contas – e às vezes eu até ensaio,sabe? – na coxia a agonia é ainda maior. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Foi com seus óculos que fiz esse faz de conta hoje. Coloquei na face, eri despretensiosa, querendo tão somente uma nostalgia tranqüila, daquela formaque acontece quando as lembranças boas são reconfortantes, e não destruidorasdo cotidiano. Porque é mais fácil se ferir do que fazer cócegas em si mesmo.Esse tempo do faz de contas, do teatro, vai demorar a chegar. E, quando chegar,bem, não será mais teatro. Não vou precisar encenar nada para lograr meudesespero. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Hoje não vou tomar minhas pílulas de dormir. Meu psiquiatra não me poupade ansiolíticos e hipnóticos. É um homem muito bom. Poupa-me do sofrimento.Assim, eu não preciso enfrentar noites turbulentas, virando de um lado paraoutro na cama, sem conseguir me concentrar em nenhuma leitura até que o sonochegue naturalmente. Em contrapartida, pouco me recordo dos meus sonhos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Acontece que, você bem sabe, nos dias de hoje, embora a vida tenhaficado mais longa – perdoe-me esse clichê que também não me apraz – a pressa écada vez maior. Então não há espaço para noites insones, não há espaço parasofrer. E, ainda que tivéssemos, não creio que em momento nenhum, nos maisimemoriais dos tempos, tenha existido espaço no espírito humano para tamanho pesar.Por isso seu avô morreu de banzo, você dizia, não havia benzodiazepínicos! Porisso Van Gogh cortou a orelha. Por isso eu não vou morrer de banzo, nem amputaralgum membro exterior como uma espécie de somatização voluntária que mostre oquanto amputada de alma estou. Ainda tenho a sertralina e minhas miúdasencenações. Além do mais, acessos de surto não é um luxo ao qual pode se dar a classe média. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;No espetáculo de hoje, deixei seus óculos sobre a minha cabeceira. Infelizmente,minha miopia só me permite vê-los através dos meus próprios óculos. Devointerpretar a mim mesma. Interpreto uma amante serena, que observa os pertencesdo amado com aparente lucidez, como quem precisa apenas de uma lembrança porperto. Mas, claro, é mera interpretação. Na coxia, revelo-me doente ealucinada. Acalmo-me com divinos fármacos. Ainda assim, dentro do alívioefêmero da droga, murmuro para mim mesma que deixo seus óculos na cabeceira,porque espero confiante você voltar.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;M.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-3215503009385397669?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/3215503009385397669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=3215503009385397669' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/3215503009385397669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/3215503009385397669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2011/03/seus-oculos.html' title='Seus óculos'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-310459520218954080</id><published>2011-02-04T22:14:00.001-08:00</published><updated>2011-02-04T22:21:08.049-08:00</updated><title type='text'>Sobre os meus pais</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Seis meses depois que mamãe morreu, fui à CasaGrande, como chamamos a casa de nossa família em Sousa, na ocasião doaniversário de Lafa, e encontrei apenas uma tal “Casa dos Espíritos”, um lugarabandonado onde eu cri que jamais poderia achar qualquer sinal de aconchego. Amansão era apenas um mar de lembranças, material vivo para a crônica. Todavia,de um súbito, percebi que o silêncio monástico era disfarce, visto que havia ehá memória falante em cada tijolo, móvel, azulejo, espelho, nas escadas e nosmais recônditos aposentos (apesar de ser mesmo isto a idéia de uma casa dosespíritos). Não ouvia a música sacra da Igreja em frente, tampouco a vozestridente de Padre Dagmar, que havia nos deixado também há pouco. Eu sabia queisto se dava apenas ao fato de não ser domingo. No entanto, mais esta ausênciacausava a impressão devastadora de que todo o Universo que eu conhecera e nelevivera um dia havia de repente desaparecido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Mas agora, mais uma vez, quero afastar essa imagemdesoladora. Passado um tempo, papai tornou à cidade e, novamente, encontreifamília, quartos cheios , multidão, geladeira cheia de comida comprada somentepara mim e meus irmãos, lençol com cheiro de amaciante, bolo em cima da mesa,novas roupas, escova de dente, toalha e sabonete em cima da cama, enfim, tudoem festa. Entendi que é uma casa que está sempre à espera, com os seusespíritos, a fazer folia com a aproximação de seus donos. Para a casa, entrenós e a leve brisa que vem do Aracati e enche aquele vale de maresia e desejosde Iemanjá, não há qualquer diferença: são presenças certas, muito embora ovento do Aracati, por ser dos fluxos divinos, é de comparecimento infalível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Compreendi, então, que meu juízo era falso, quesempre fui por demais cética e pessimista, nunca uma entusiasta da força e daobstinação, como é a Casa Grande. Compreendi ao ver meu pai deitado na cama,conversando no celular e transbordando, senão felicidade, uma estranha alegria.Um assombro, para mim, que surgia nostálgica e ungida de melancolia. A TVligada e as várias xícaras de café em cima da mesa de apoio deram-me a sublimesensação de que alguém ainda vivia ali, ou pelo menos resistia de forma fiel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Eu sinto falta deles. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Não tinha a menor idéia do que nos esperavanaquele dia 7 de um dezembro que seguia tão feliz, quando mamãe morreu. Agora,já conheço bem o angustiante desejo de tocar, ter, interagir, ouvir a voz dealguém que simplesmente não existe mais. Embora já aceite com serenidade e comocompanheiras a dor e a saudade, mais uma vez não tenho a menor idéia do que nosespera, depois deste último dia 25 de um novembro que seguia faceiro e jovial.Mas a vida nos é sempre lançada à queima roupa, por vezes, com uma violênciasem igual e, para evitar o sofrimento, resta a opção de lamuriar-se e viverdentro de si uma vida paralela, onde tudo funcionaria tal como quiséssemos, ouapenas sofrer e, em sofrendo, fortalecer o coração. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Certa vez, viajando para Sousa, a medida em queentrávamos nas áridas terras sertanejas, mais meu pensamento caminhavasorrateiro para o terreno vasto e duro do passado. Sei que, embora doloroso, étambém precioso fazê-lo sempre, a fim de que não se dispersem nossasrecordações e fujam para inalcançáveis confins do espírito. Que recordar é viver,ah, isto é precioso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Passado e presente são indissolúveis, estãopara sempre unidos, passo a passo, um se transformando no outro, trocando asmáscaras, construindo sentidos, produzindo o dinamismo da vida. A vitalidade dopassado depende do nosso potencial de mergulharmos dentro de nossa própriaalma.&amp;nbsp; Quanto maior essa capacidade, maisfácil torna-se esquecer do que sentimos agora, no momento imediato: o tato, ocheiro, o paladar, a visão e a audição do presente. Assim, facilmente nostransportamos para o que cremos ser um longínquo pretérito. E é aí quecomprovamos Bach: longe é um lugar que não existe. Os momentos vividos sãoacessíveis, andam conosco em nossos corações e, sendo assim, também as pessoas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Se assim dou vida à minha memória, nuncanegligenciando o presente (pois este também será memória um dia), estou juntodos que deixei e dos que me deixaram, ainda que com dor e pesar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Eu percebo que estas feridas são como as dosdiabéticos: não cicatrizam o suficiente e, vez ou outra, acabarão abrindo esangrando. Só sabem aqueles que perderam criaturas muito especiais e queridas.As pessoas dizem que o tempo cura tudo, mas não isso. É preciso ter paciência enão se desesperar quando a ferida abre, por alguns dias, meses, talvez.Paciência, serenidade e aquele velho bordão: aproveitar as pequenas felicidadesenquanto a grande não chega. Há sempre uma tarde bonita, uma lua cheia(veremos, aproximadamente, 936 luas cheias ao longo de nossas vidas, e eu achobem pouco), um livro que toca sua alma tão profundamente que você gostaria detê-lo escrito&amp;nbsp;ou vivido naquele lugar, com aquelas pessoas, naquele tempo,sendo uma pessoa diferente. Há sempre uma idéia nova, algo para produzir, umbolo de chocolate pra comer e, sobretudo, há sempre alguém precisando de ajuda,e a vida perde todo o sentido se nossa&amp;nbsp;capacidade de servir&amp;nbsp;não éutilizada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxmsonormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: black; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt;"&gt;Servir. Isso foi tudo o que osmeus pais sempre fizeram. E tal mister nos foi ensinado (porque servir,verdadeiramente, é um ofício e um sacerdócio), pelas grandes obras pelos doiserguidas na nossa querida pátria chamada Sousa, onde, como em todas as grandescivilizações, cruzam dois rios intermitentes, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt;"&gt;queàs vezes enchem tanto que alagam a cidade, destroem casas, tiram as crianças daescola, e que, outras vezes, matam gente e plantação de sede, na ordem que seprefira. Os rios são o Rio do Peixe e o Piranhas. Como se sabe, os sereshumanos agrupam-se ao redor de rios. Foi assim com o Nilo, com o Tigre e oEufrates, com o Huang Ho, o Ganges, o Sena, o Peixes e o Piranhas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxmsonormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="background-color: black; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="background-color: black; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt;"&gt;A Sousa, primeiramente, do &lt;i&gt;laboreinvictum, &lt;/i&gt;seu lema oficial, que casa perfeitamente com a Sousa de Aline eSalomão Gadelha, qual seja, a Sousa da água de graça, do DAESA, a Sousa daSaúde Pública modelo para todo o Brasil, com perfeita estrutura de Saúde Mental(CAPS, inclusive infantil e álcool e drogas – um dos primeiros da Paraíba – eas residências terapêuticas), a Sousa que recebeu, através dos meus pais, aprimeira unidade do SAMU do interior do Nordeste, a Sousa da Otoclínica, daPoliclínica, de 100 por cento de PSF, das Farmácias Básica e Popular, a Sousa,única cidade da Paraíba na qual seus gestores tomaram a iniciativa de pagardois salários mínimos para os Agentes Comunitários de Saúde; a Sousa do Centro CulturalBanco do Nordeste, da varredura do preconceito, com a construção do Centro Calonde Tradições Ciganas e o emprego de ciganos nas mais diversas funções públicas;a Sousa do &lt;i&gt;Credendo Vides; &lt;/i&gt;dofortalecimento da agricultura familiar através do programa Compra Direta e doProjeto Mandala; a Sousa de mais de 300.000 mil metros quadrados depavimentação,&amp;nbsp; de mais de 300 moradias,da construção e reforma de praças; a Sousa da educação, com a instalação doprimeiro Telecentro da Paraíba, da abolição do transporte escolar em carros depau-de-arara, da informatização de todas as escolas municipais, da construçãoda Indústria do Conhecimento; a Sousa do Turismo, com o Festival do Coco,evento conhecido em todo o Nordeste, do Carnaval Molhado, do Festival dosDinossauros, do Reveillon em São Gonçalo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ecxmsonormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="background-color: black; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="background-color: black; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt;"&gt;Foi, efetivamente, um governo realizado a quatro mãos, no qual aspessoas sabiam diferenciar os méritos de cada um. Por vezes, escutamos dizerem– isto foi obra de Aline; isto foi obra de Salomão. Mas o conjunto restouharmônico e especial, como era a maneira que os dois se relacionavam.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="background-color: black; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;A Sousa do Petróleo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p style="background-color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="background-color: black; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;O engajamento do meu pai na luta pelo petróleo, foi uma missão quecontemplou não apenas a municipalidade pela qual era responsável, mas toda aBacia do Rio do Peixe. E, provando que não somente os detentores de cargoseletivos têm o encargo de lutar pelo desenvolvimento de nossa região, foi até ofim acreditando no alargamento das possibilidades da terra, pois como elecostumava dizer, o Nordeste ainda está todo por fazer. Há imensos descampadosentre uma cidade e outra passando pela BR-230. Meu pai sonhava com a ocupaçãoindustrial e comercial de tais espaços, sendo o ser humano contemplado com asbenesses deste progresso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p style="background-color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: black; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;A Sousa do Petróleo, cuja luta ele iniciou e a ela dedicou-se como umverdadeiro sacerdote, participando de todas as sessões da &lt;/span&gt;&lt;span class="uistorymessage"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;nona rodada delicitação de áreas para exploração de Petróleo e Gás natural promovida pelaAgência Nacional de Petróleo (ANP), onde&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="textexposedshow"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;conseguiuque 12 blocos da bacia do Rio do Peixe fossem arrematados por 4 empresas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;Participou de várias reuniões comrepresentantes de empresas, como a Shell, e de entidades representativas do setor,como o IBP.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="textexposedshow"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="textexposedshow"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p style="background-color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: black; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;span class="textexposedshow"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt; a Nova Sousa. A Sousa doOuro Negro. Lembro agora as palavras do&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;diretor da UBX - empresa que possui o controle da Tarmar,compradora de um dos blocos da bacia do Rio do Peixe -, Caio Ferreira Marques, queelogiou a dedicação do meu pai na negociação. "Pela primeira vez eu vi umprefeito buscar investimentos desta forma". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p style="background-color: black;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;Afastando o amor e a admiração de filha efalando como crítica política e mera espectadora de todo esse processo, afirmo,com solidez e com o amparo das opiniões de diversos outros, que Salomão Gadelhafoi o protagonista da conquista do petróleo na Paraíba. Obviamente, não agiusó, valeu-lhe a crença de seus familiares e amigos mais próximos, que lhe davama confiança para seguir em frente – não que ele precisasse, dada sua notóriaobstinação – pois a grande maioria julgava tais ações fruto de mais uma de suastão conhecidas polêmicas, filhas de mais uma loucura. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;Mas a loucura é a característica mais fortedos visionários e revolucionários. Lembrem daqueles que um dia foramconsiderados anarquistas, arruaceiros, foras-da-lei, encrenqueiros perigosos,loucos, por fim. &amp;nbsp;Não foram estes quederramaram chá na Baía de Boston? Não foram estes que derrubaram a Bastilha?Não foi aquele que construiu Brasília? Não foi aquele Howard Hughes que quebrouo recorde mundial de velocidade de um avião no ar e construiu um Hércules,gigantesco hidroavião, com a maior envergadura na História, batendo mais umrecorde? Não foram aqueles jovens guerrilheiros do Araguaia e em tantos outroslugares do país, lutando contra os grilhões generalescos? Não foi um loucoaquele que disse que a terra girava em torno do sol? Mas levaram a cabo suasidéias. Lutero afirmou, por todos eles, em um dado momento da história, afirmoupelos loucos de antes e pelos que viriam: “Aqui estou e aqui ficarei, porquesou incapaz de agir de outra maneira”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;Talvez muitos ainda não compreendam amagnitude da ação de Salomão Gadelha em prol do petróleo. O julgamento daquiloque é uma grande realização e uma grande iniciativa é difícil de serinteiramente percebido e concebido como grande em seu tempo. Suetônio foiconsiderado um historiador medíocre, porque não viu tudo. Nos dizeres de CarlosHeitor Cony: “Ainda aqui, Suetônio não viu tudo. Impressionou-se com a grandezados Césares, da Roma Imperial, e não teve o pressentimento que, em seu tempo,em sua própria cidade, o mundo começava a mudar. Erro que, de resto, não foi sóseu. Até hoje muitos homens não compreendem que o mundo mudou”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Afirmo que há muitos homens na Paraíba dispostos a continuar nesta peleja,sejam agentes políticos, ou não. Eu mesma, e meu irmão, Lafayette, continuamosengajados, como cidadãos, por ora, como povo - a força mais viva e maispoderosa que há em nosso País, mas não é assim reconhecida.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Agora que as obras já estão iniciadas, a função primordial dos quevestirem a farda de combatentes é garantir o petróleo permanente, na visãoacertada de Cristovam Buarque: “&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mais ou menos quando oITA e o CTA começavam, o Brasil estava na campanha “O Petróleo é Nosso”. De lápara cá, queimamos bilhões de barris que nunca voltarão, que roubamos dasgerações futuras. Hoje deveríamos dizer “o Petróleo é das Crianças”, porque eledeveria ser usado para construir o Brasil do futuro, evitando a conhecidamaldição que o petróleo tem trazido a tantos países, que consomem suas reservase gastam seus recursos financiando despesas correntes voltadas para o presente.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;Peço, encarecidamente, que despertem ointeresse para este tema, que briguem por ele e que dele façam melhor usopossível. Peço desta forma pela pessoa que não está mais aqui para fazê-lo. Quenão pediria por ele, porque não guerreou por ele, mas por todos os paraibanos.Que unam forças, e estudem, e desenvolvam projetos. Que isto esteja acima dointeresse pessoal de cada um, porque no Festival do Petróleo, evento por meupai criado e que deveria estar sendo realizado agora, não fosse a tragédia queagora me desola, foram convidados situação e oposição. Para debater, discutir,honrando, assim, o mandato que lhes foi concedido, a imponência da democracia eo respeito para com o seu povo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;A batalha não pertence somente aos maisfortes, mas sim aos vigilantes, aos ativos, aos corajosos. Não temos escolha:se formos tão baixos para querer nos retirar agora, já será tarde demais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;A Paraíba está mudando. O Brasil estámudando. Vejamos que o nosso presidente saiu de classe baixa e, para não meestender na notória revolução social que foi o seu governo, gerando, sobretudo,mobilidade social e minoração da pobreza, falo que a maior revolução instauradafoi primordialmente sua ascensão ao poder, alargando os sonhos dos brasileiros.Da forma mais simples, digo: cada um de nós é dono do próprio destino e podealavancar-se para os pontos mais altos. Nosso Governador eleito foi também sindicalistae é filho de pequeno agricultor. É a conferência mais alta que se pode dedicarà auto-estima de um povo. É o fim do conformismo. Da concepção errônea eincutida no imaginário popular por tantos anos de que Deus quer assim. Ou comomelhor explicou Ortega y Gasset: “Um povo renasce por si mesmo quando se sentecom uma nova vida, digna e alegre, onde todos têm sua missão”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;A última campanha de meu pai foi escassa derecursos. Em cima de um tamborete, provocou justamente a reflexão de que nãoprecisa ser assim. De que o povo não é boiada, de que o voto é livre e &amp;nbsp;é a arma mais forte que cada um possuienquanto indivíduo político. Cantou Zé Ramalho: Porque gado, a gente marca,tange, ferra, engorda e mata. Mas com gente é diferente. Exultou a verdadeira cidadaniae o fim do neocoronelismo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;Nasci em uma família de tradição política,mas isso não informa necessariamente uma oligarquia, como certificam oscríticos. Há famílias repletas de médicos, mecânicos, advogados, artesãos,costureiros, engenheiros. Isto não representa uma casta, mas antes o amor peloofício que se escolhe, transmitido aos seus descendentes. Amo meu ofício, e nãoquero que ele morra em mim – é apenas isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;Em outra vertente, há políticos cujasfamílias nada têm a ver com tal emprego, mas, todavia, são muito mais adeptosde práticas coronelistas e, assim, preocupados com seus próprios interesses doque com as necessidades do povo. Fazem da política um balcão de negócios. Masisto está mudando. Encarecidamente, faço outro pedido: os que já têm espíritopúblico, mantenham-no, sejam firmes, ainda que vivendo entre feras, afastem desi o desejo de também ser fera; os que não o tem, e por uma circunstancialidadeestão exercendo a representatividade, valorizem-na. Por ora, talvez o sistemade compra de votos continue. Mas, com o tempo, vocês, que, tal qual disseBelchior, amam o passado e não vêem que o novo sempre vem, compreenderão que senão desenvolverem dentro de si a sensibilidade de olhar para o povo, não doalto de um palanque ou do conforto de seus gabinetes, mas de perto, olho noolho, com a justa sensibilidade, serão brevemente enxotados de onde nunca deveriamter chegado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Estejam certos de que sim, tudo muda, e com todarazão.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;A filosofia do servilismo não nos foi, a nós,filhos, lecionada apenas através das grandes obras erguidas, dos serviçosprestados e das lutas travadas – não que isso não fosse o bastante, já seria –mas também através de pequenas lições diárias, como o ato de dar esmolas,oferecer um prato de comida, abrigo para uma noite, aula antes das refeições,porque nesse momento diziam: saibam, meus filhos, do privilégio da comida, dopão de cada dia. Mas de nada resolveria ter dito, de nada adiantaria o pequenoassistencialismo e a leveza das palavras, se não houvéssemos presenciado ocombate diuturno dos dois justamente por isso, pelo privilégio da comida.Porque a fome é má companheira – diziam – assim, como podemos acusar debandidos e marginais os que furtam para comer? Não são bandidos e marginais osque se omitem, os que vivem apenas para si, sobretudo aqueles que têm em mãos afunção precípua de agir? Os que não se doam? Porque, no Brasil, onde háriquezas de recursos, fome, é genocídio, e não fatalidade da natureza. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: 11pt; font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Agora, sinto muita saudade. Saudade dos 21 anos que pude compartilhar aolado do meu pai e dos 17 ao lado da minha mãe. Mas sei que a vida, ainda quecurta, é tão cheia de acontecimentos e sentimentos que vão e vêm, que nósperdemos a noção do tempo e às vezes achamos que certas coisas duraram umaeternidade e que ainda não estão de fato terminadas.&amp;nbsp; E não estão. Como as lutas que aqui expus, eque pertencem a todos nós. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Mas mais que tudo, sinto saudade de dias mais criativos e alegres –porque, para ele, todo dia era de fato uma grande novidade, uma recriação domundo; saudade do espírito audacioso e corajoso que não enxergo em maisninguém; do meu grande artista do impossível; saudade dos relatos tão bemcontados, sobre os mais diversos temas – revolução de 64 e sua participação naluta estudantil, Sousa na década de 30 e nós dois criando bucólicas imagens detempos que não vivemos, divagações do tipo “Harry Potter, vilão ou herói?”Porque ele viu comigo todos os filmes da série; saudade de procuraransiosamente a aparição sutil de Hitchcock nos filmes; saudade da proteção, doafago, das noites em que tive febre e insônia e alguém que mais do que ninguémtinha muito de médico e louco vinha me medicar; saudade do otimismo, daconfiança, da generosidade; saudade até mesmo do Twitter e do Facebook, onde eureclamava que ele perdia muito tempo; saudade de ouvir Sertaneja antes dedormir; saudade do “Eu te amo, Infinito e Universo”, porque quem me dirá issonovamente, com a mais absoluta sinceridade?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Como bem disse minha irmã Mirella a um desaforado jornalista, não achoque os mortos têm foro privilegiado e viram santos. Meu pai tinha inúmerosdefeitos, como qualquer ser humano. Mas muitos de seus maiores defeitos vinhama ser grandes qualidades, a partir de um determinado ponto de vista. Assimsegue ela: “Perdulário? Sim, sim. Seria capaz detirar a roupa do corpo para dar a alguém que pedisse. Não suportava ver osofrimento de ninguém. Tão bom, mas tão bom, que seria capaz de virarseu amigo mesmo depois de tudo que foi dito. Um homem doce, meigo, amável,incapaz de perseguir alguém.&amp;nbsp;Um homem que me ensinou que devemos perdoaras pessoas que falam mal da gente.” De fato, ele passava por um momento degrande sofrimento, depois da morte da minha mãe e de diversas atribulações noâmbito político, mas tenho certeza de que ninguém jamais falará dele como umhomem triste e sofrido. Este não era o meu pai, diz Mirella, ele era umguerreiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E, se é possível fazerum balanço da vida, digo que ele foi extremamente feliz. Falaremos dele comoalguém alegre, divertido, envolvente, um amante e entusiasta da vida, no usomais efetivo que pode ser dado à expressão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Parece que agora eu mesma terei que saber que devo voltar cedo para casae a quantidade certa de doses de uísque. Devo ter cuidado para não adormecercom os óculos no rosto, porque ninguém aparecerá de madrugada para retirá-los,com delicadeza, desligar o abajur e guardar o livro, deixando-o devidamentemarcado na página que me fez dormir. Preciso aprender a julgar as pessoas sozinha,nunca esquecendo a lição, diversas vezes repetidas, de que há luz e trevas emtodos os seres humanos. E também a escolher minhas roupas e perguntar se estouadequadamente vestida para ir para este ou aquele lugar, e se estou bonita. Talvezeu necessite, vez por outra, cantarolar para mim mesma os versos de Carinhosoe, assim, sentir-me um tanto menos só. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Sou adepta do aleatório, mas até os céticos, em momentos de desespero,tem seus arroubos de fé. Muitas vezes pensei se não há um propósito na morte domeu pai. E pensei num muito simples: ele simplesmente não conseguia viver semela. Sem Aline. E, como acontece sempre que o futuro nos parece incerto e nosamedronta, buscamos tudo que há de passado. Vasculhei caixas de fotos,anotações, agendas. São pequenos confortos. Reminiscências das nossas vidas, àsvezes parecendo tão desimportantes, mas preciosidades, nestes momentos. Recebium sopro de vida ao achar, em um computador antigo, uma carta de amor de título“Uma noite sem você”, de Salomão para Aline, quando os dois ainda estavam entrenós. O pequeno trecho a seguir, talvez justifique um pouco meu momento decrença, de que um sem o outro não poderia existir:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Uma noite sem você parece durar a eternidade. Porqueas lembranças são incontáveis, uma atrás da outra, numa contabilidade tãointerminável quanto surpreendente. A diversidade de fatos é tão grande quechega a assustar, mesmo a quem está se habituando a viver sem medo&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;. (...) &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Uma noite sem você parece durar a eternidade. Querotirar a noite de uma “tapa só”, pra não acordar no meio dela e ver que estousó. E quando isso acontece, as lembranças se multiplicam. E aí,definitivamente, não encontro mais o sono. As recordações, que em nada combinamcom um “sono reparador”, vêm aos borbotões, assaltando a tranqüilidade de quemprecisa acordar cedo – porque tem “um leão pra engolir” todos os dias.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; (...)&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E fomos tocando a vida, até que a vida mostrou que elaé que tocava nosso destino, levando-nos para o lado que DEUS nos reservou.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Estamos felizes? EU ESTOU... COMO NUNCA!!!&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Porque amo e sei que sou amado, por alguém muitoespecial.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;É difícil saber qual sensação é melhor: a de amar oude ser amado. Óbvio que a ausência de uma mata a outra.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas, em amandoe sendo amado, é difícil distinguir o que é mais agradável.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Uma noite sem você... vou enfrentar mais outra, hoje,agora, com a saudade de quem ama com a impulsividade da paixão, e de quem éapaixonado com a força do amor.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Umanoite sem eles parece durar uma eternidade. E, a verdade, é que, muitas vezes, avontade maior é &amp;nbsp;de tirar a vida de “umtapa só”, para não ser tomado de assalto no meio de um cotidiano conturbado evermos, nós quatro, eu, Lella, Lafa e Lilice, que estamos sós. Mas parece que éa vida que toca o nosso destino e nos leva para o lado que Deus, ou oaleatório, nos reserva. Uma noite sem eles. Um dia sem eles. Uma vida sem eles.E vamos enfrentar uma inteira, hoje, agora, com toda a saudade sem fim de quemama, e de quem ainda se sente amado. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Aosmeus pais, não encontrei nada mais preciso para dizer neste momento senão adedicatória de Carl Sagan, em um de seus livros, a sua esposa Annie: &lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Diante da vastidão douniverso e da imensidão do tempo, foi uma alegria para nós poder partilhar umplaneta e uma época com vocês. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;ÀSousa, reiteramos: não somos órfãos, a cidade nos acolheu como família, damesma maneira como, um dia, foi acolhida pelos nossos pais. &amp;nbsp;À Sousa, reiteramos: é o lugar para o qualvivemos, são as nossas raízes, e quem não tem raízes, o vento leva. À Sousa, acerteza e a garantia de que haverá sempre um tamborete à sua espera, a levantarqualquer um que deseje firmar-se contra aqueles que querem o poder apenas pelopoder, com amor e coragem, sem ódio e sem medo. À Sousa, a nossa eternagratidão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;M.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-310459520218954080?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/310459520218954080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=310459520218954080' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/310459520218954080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/310459520218954080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2011/02/sobre-os-meus-pais.html' title='Sobre os meus pais'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-7991135877253692691</id><published>2011-01-02T22:49:00.000-08:00</published><updated>2011-01-02T22:49:21.749-08:00</updated><title type='text'>Para Marília</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Perto do Natal eeu estranhei minha tristeza. Natal é sempre pra ficar feliz. Lembro-me bem, háuns quatro anos atrás, mamãe vivia me dizendo: “Myriam, você precisa ser maisséria.” Aliás, todos viviam me dizendo. Eu era dona de uma levezaincontestável, que parecia incurável. Uma fogueira da infância, nuncaterminava. Hoje, entre as mais diversas recomendações, eu escuto da minha irmãmais velha: “Minha flor, amoleça seu coração. Tire esse peso de você” .&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A realidade éque sim, eu ando pesada, nas mais diversas acepções da palavra. Lembrei doNatal de 3 anos atrás, eu e mamãe indo comprar presentes para todo mundo,Camboinha fervilhando de gente, uma brisa com cheiro de maresia era suficientepra me deixar contente por toda a tarde. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas umpré-requisito da leveza é que a gente não deve viver de passado. Que devemosaprender a gostar do presente, ainda que o passado nos pareça melhor. Venhotentando esquecer, não olhar as fotos, não remexer os papéis, ler cartasantigas, mas a minha atração pelo que é velho é inata. A história é fundamentalna minha vida. A minha, a dos grandes heróis e a dos que não deixaram nada paraos livros que não uma parte mínima do movimento da massa, do curso de todos, daidéia geral de uma época, da moda. Aqueles que me dão arrepio quando lembro: osanônimos, os que restringiram sua imortalidade aos seus filhos. Não que isso mepareça medíocre, infeliz, sem graça. Muitas vidas felizes podem ter sidovividas dessa maneira. Longe dos holofotes, mas no âmago de um lar aconchegantee de um cotidiano tranqüilo, ou mesmo num grande tumulto, num duelo constantecom a vida diária, consigo próprio, com seu universo particular, mas no fim detudo, uma vida feliz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Marília, comeceia escrever-te antes do Natal. Hoje já é dia dois de janeiro e só agorarecomeço. Até minhas cartas ficam facilmente incompletas. Qualquer estalo demelancolia ou alegria mais efusivo do que o habitual me tiram do foco, do querealmente queria contar. Por um milagre, hoje estava me sentindo tal como nodia em que comecei a escrever esta carta. Milagre, sim, pois, para mim, é muitorara a repetição contínua de sentimentos, de pensamentos, de idéias. Minhafilosofia toda muda velozmente da noite para o dia, da água para o vinho. Vivoentre uma crise existencial dos diabos unida à hipocondria desestabilizadora eum estado de alegria efusiva, de amor incondicional, amplo, infinito, pela vidae por toda a humanidade. Após esses momentos otimistas de contentamento ecompaixão, de exaltação da contemplação da natureza, do bom e do belo e,obviamente, do cumprimento desses ideais, segue-se uma tristeza profunda, umvício melancólico, que é quando eu assumo a postura mais ranzinza e céticapossível. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tenho umanecessidade de ser justa, gentil e amável com todos os seres vivos. Essa idéiados seres vivos me surgiu recentemente, Deus foi embora de minha vida, umaperda terrível, se você quer saber. Não posso afirmar ainda com certeza se Elepartiu de vez, pois já falei de minha natureza volúvel, do meu pensamentoexageradamente fluido. Eu careço de pragmatismo. Prescindo de sentimentalismo ede abstração. Meu Deus era barbudo, sim, velhinho. Não posso dizerverdadeiramente que O amava, mesmo quando cria piamente em sua existência. Mastinha medo e ainda tenho. Deixei o colégio de freiras, as irmãs e seumedievalismo, mas eles nunca me deixaram. Os conceitos rígidos de temor aoSenhor, da certeza do seu castigo quando Ele dizia ser preciso ainda estão nomeu coração tanto quanto o temor da morte, do nada que talvez exista. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Marília, achoque a vida após a morte, da forma que nos contaram, não existe. Mas talvez,daqui a muitos e muitos anos, eu poderei ser uma flor, um passarinho, umacriatura totalmente nova que venha a surgir na face da terra. Perguntarei aalgum biólogo quais as chances do pó do meu corpo poder dar origem à outravida, a pelo menos um simples organismo unicelular, mas que pulsa no emaranhadolindo, brilhante, vivo deste mundo. O mundo é, sobretudo, vivo. Através detodos os seres, de todo o movimento, de toda a luz. Isso é Deus para mim nestemomento. E sinto um medo tremendo de ser castigada por duvidar de suaexistência, como dizia irmã Paula, que Deus nos fez à sua imagem e semelhança,que Deus é um ser que tem algo de humano. Que nós temos algo, muito, na realidade,de Deus em nós, sem dúvida. Mas por que Deus, em alguns trechos da bíblia, temum caráter tão humano? Por que Deus me faz ter vontade de apagar tudo queescrevi por temer o seu castigo, por que Deus não abre espaço para a dúvida? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sei que areligião é de fundamental importância para muita gente e que há o argumento deque o ateísmo não serve para nada, que ele nada constrói, nos deixa a mercê dovazio, do nada. Mas também a religião muitas vezes não já infligiu à humanidadetanta dor, física e psicológica, não já submeteu tantos espíritos àperturbação? Agora mesmo, a religião sob cuja égide tenho vivido, não tornaminha alma vacilante? Talvez o ateísmo não nos leve à paz, mas tampouco areligião nos dá segurança de que podemos alcançar a plenitude. E não é issoque, afinal, procuram todos os seres? Mais uma vez quero apagar o que escrevi,pois o Deus onipresente, onisciente já sabe que duvido dele, me castigará? Não,não duvido desse Deus, pois, sendo a vida tão cheia de desencontros edissabores, qualquer coisa poderia eu apontar como o castigo pela minha dúvida.E ainda os que seguem com fé também passarão por momentos amargos. Qual será adiferença? O Senhor estará com eles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Digo-te,Marília: detesto a descortesia, a indiferença, a falta de amor, o apego, afalta de calor, de cordialidade, a maldade propriamente dita, a covardia,também, pois li, recentemente, que a bondade não deve ser uma virtude passiva,que não faz o mal somente. A bondade é ativa, é corajosa. Será a covardia umamaneira alternativa de ser mau? Creio que sim. Bem como a indiferença. Nãotenho sido das mais corajosas, muito menos das mais ativistas que lutam pelabondade e igualdade. Estou distante do que considero justo em função das duasmãos que me foram concedidas para trabalhar na obra de Deus. O Deus no qualcreio é um amor mútuo entre os homens. Será o bastante, Marília, ou preciso teruma fé inabalável no Senhor velhinho, de barba, com Jesus ao seu lado, quesepara estritamente o bom do mau, que condena os infiéis à eternidade doinferno? Será que não é suficiente alimentar a minha fé inabalável no amor, nacompaixão, num sentimento profundo de compreensão dos seres humanos, de todosos seres, compaixão e compreensão pela natureza, pelo ritmo da vida, compaixãoem relação ao sofrimento e ao êxito do outro, pois já disse Oscar Wilde que aforma mais pura de solidariedade é no momento da vitória. É quando alegramo-nosverdadeiramente com o sucesso do próximo, e não somente quando nos prestamos aestar com eles nos momentos de fracasso e dor. Pois muitas vezes (se achar essepensamento por demais egoísta e feio, perdoa-me e corrige-me) assistir à dor dooutro é contemplar nossa própria felicidade, nos regozijarmos com nossocontentamento através de uma sórdida e cruel comparação, sentir gratidão pornão estarmos ali, na pele do que agoniza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Será que Deus mepunirá por não ter conseguido enxergar nitidamente Sua onipresença, Seussinais, sua bondade explícita? Vejo pequenas coisas, sinais, nada comprovado,nada ‘cientifico’. Talvez eu procure em vão. Talvez Deus seja mesmo mágico,invisível, as vezes isso me parece absurdo, ainda que lindo, uma idéia sublime,mas absurda diante das injustiças do mundo. Belo demais que haja uma outra vidaperfeita, cheia de luz. Não estou certa, Marília, meu espírito vê embaçado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Vou rezar agoraà noite, sabe. Meditar, o que seja. Tentar entrar em contato com algo que nãoseja apenas meu corpo. Eu era tão certa da existência do espírito não material.Mas agora entendo que sou toda corporal, sou toda em cada ínfimo átomo meu, soutoda nas minhas coxas, no meu colo, no meu suor, no meu temor, na minhasinusite. E essa engrenagem corporal, essa certeza de que todas as potênciasestão tão somente nessa minha carne impedem-me de conectar-me com qualquer Supremo,qualquer energia, qualquer natureza. Sinto-me incapaz, quando penso que meudesejo de espiritualidade não vai muito além das minhas sinapses.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não estou comaquela vontade louca de escrever, apesar de ter passado o dia lendo ClariceLispector. Achei uma pergunta bonita nela: ``Como será a primeira primaveradepois que eu morrer?``. Mas esta tarde tive um certo enjôo dela nesse livro ,Um sopro de vida. Porque ela fala dela o tempo inteiro, de um jeito lindo,claro. Mas eu gosto mais quando o escritor se mete no sentimento e na vida dosoutros, explorando suas dores e alegrias, explicando-as, detalhando-as ,fazendo o leitor sentir-se o personagem. O romance e a leitura devem servircomo uma forma de compreensão do outro, de descrição das outras vidas.Colocar-se no lugar do outro e ainda por cima descrever. Claro, é um&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;mérito enorme falar de si com destreza, detal forma que o leitor sinta-se o autor e possa compreendê-lo. Mas ainda achoque o desenvolvimento de um ser diferente de si implica num esforço e numasensibilidade muito maiores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Por fim, quero dizer avocê, Marilia, que eu vejo beleza sempre,em qualquer lugar mas que, para mim, oano fica muito mais bonito a partir de setembro. E que agosto é mesmo o mês dodesgosto até que se prove o contrário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Espero que estacarta não esteja por demais tediosa. Você pode demorar pra ler o tanto que eudemorei pra escrever. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quero que vocême conte sobre o seu estágio, sua vida, amores, etc. Você fala muito pouco devocê e eu sou uma espalhada nas cartas. É culpa minha, esse seu silêncio maior?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Imenso carinho,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;M.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-7991135877253692691?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/7991135877253692691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=7991135877253692691' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/7991135877253692691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/7991135877253692691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2011/01/para-marilia.html' title='Para Marília'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-4631883371270020961</id><published>2010-10-24T23:37:00.000-07:00</published><updated>2010-10-25T08:05:58.134-07:00</updated><title type='text'>uma se perde na outra.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha querida madrugada de segunda-feira, você, faz de mim o escravo do nada, um subalterno dos barulhos, um espectador da solidão. Feliz de você que, provavelmente, ri de mim, com a maior das glórias. Não, Glória, não vá agora, leve primeiro, na segunda-feira, os frascos de mamãe que estão para se quebrar com este vento danado. Lá, pelo menos, a brisa é mais calma, mais calma e mais mansa como uma bela aurora. Mas Aurora! Já lhe pedi que não saísse mais à noite, por essas horas. Quão perigoso é essas ruas desertas e escuras, esses transeuntes da meia noite, esses ébrios de fim de festa, essa vida noturna conturbada da minha querida Vitória. Ah, Vitória, que bela visita. Obrigado pelos doces (não há de que, sr. Fulano). Mas conte-me: como vão os filhos? Tem passado bem com todas essas turbulências, esses arroubos da política? Só Deus para trazer socorro. Socorro! Venha lavar os pratos, a louça está suja, completamente, suja! Você parece que simplesmente esquece dos seus serviços. Mas, ora, o que vejo, pois não lhe pago para isso?! Quero ver tudo limpo, tudo cheiroso, como o perfume da rosa. Ah, Rosa, me deixaste a esperar todo esse tempo, sem nenhuma notícia, solicitação, convite ou parecer teu sobre nosso último encontro. Eventualmente, digo, logo mais, poderíamos tomar um café ou almoçarmos juntos. Estou com saudades da tua fala singela, da tua voz que me sara. Sara! Já pra cama! Seu namorado está muito atrevido, lhe deixando uma hora dessas em casa. Esse menino está ultrapassando os limites, indo de encontro aos nossos costumes. Já tomei uma decisão: quero este namoro acabado amanhã! E nada de pranto, nada de cinema, estou sendo clara? Clara, não se afobe não, ele voltará. A gente se perde tanto nesse caminhos da vida, né? Tudo é tão difícil, imagine um amor sem sofrimento. Não se revolte, logo mais tudo se acalma, tudo se amorna, tudo se contorna. Sorria, a vida é bela. E Bela foi ao jantar com a família ou ainda não se sabe o paradeiro dela? Mas que moça rebelde, não é? Os pais não merecem tamanha falta de respeito, não era preciso fugir como se nunca tivesse tido as regalias desde que nasceu. Coisa que, no fim das contas, não dá nenhum ibope, não tem a menor graça. Graça, minha querida, veja só: esta semana, esta no meu alfaiate e mandei fazer um vestido vermelho para fazer uma surpresa para o meu marido, no nosso aniversário de casamento. Acho que ficará perfeito o bordado, vai parecer coisa divina, abençoada, celeste! Celeste, a senhorita está contratada como a nova funcionária da casa. A partir de hoje, como gerente, terá de controlar todo o funcionamento da casa, desde a cozinha até o caixa, que é o mais importante, claro. Matenha sempre a calma, seja singela e atenciosa com os clientes, e preserve a educação. Educação, hum... Essa não existe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;L.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;João Pessoa, 25 de Outubro de 2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-4631883371270020961?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/4631883371270020961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=4631883371270020961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/4631883371270020961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/4631883371270020961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2010/10/uma-se-perde-na-outra.html' title='uma se perde na outra.'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-8369535915580976586</id><published>2010-09-15T21:35:00.001-07:00</published><updated>2010-09-15T21:35:37.176-07:00</updated><title type='text'>Um homem, um voto</title><content type='html'>Nunca vi tanta gente dona dos votos alheios nesta Paraíba. Obviamente que isto não é fato novo, mas ainda me assusta a constatação de que muito antes de as campanhas ganharem as ruas e os candidatos caírem em campo, as votações já estão contabilizadas e decididas, o sufrágio já foi todo loteado e não há mais nada o que se fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos prefeitos apresentam seus colégios eleitorais como se fosse o povo maquinaria muito controlável, porque vendem o “seu” eleitorado com uma tal facilidade e o compram os candidatos com a mais sincera convicção de que realizam negócio jurídico de agente capaz, objeto lícito e forma não prescrita em lei. E a população fica à margem dessas negociatas, nas quais está envolvida como fator principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tabela é bem conhecida e aqui seguem alguns exemplos: prefeito de cidade de médio porte pode valer mais de meio milhão; município pequeno, entre 100 e 300 mil. Alguns vereadores também têm preço alto, dependendo do tamanho da localidade, o valor pode variar entre 15 e 100 mil, na capital. É mercadoria segura o voto alheio. É dispendioso. Depois, o candidato só precisa passar de carro acenando. Se já for bem conhecido, que mande apenas os retratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não são apenas os ocupantes de cargos políticos que participam deste imoral comércio. São líderes de bairro que se dizem donos de suas comunidades, chefes de lar que ao demandarem uma pequena ajuda pessoal afirmam com veemência: lá em casa são 15 votos, viu, doutor? E ai de quem duvidar que aí já foram incluídos dois vizinhos que mal sabem como estão sendo posicionados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, é mister sejam abertas as porteiras dos currais eleitorais ou o único requisito para tornar-se político será ter dinheiro, muito dinheiro. Elegeremos, de agora em diante, compradores de gado guiados por seus vaqueiros de voto. E o voto nunca mais será livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso, antes de mais nada, definir o voto. O voto é a expressão máxima da cidadania. Entretanto, a cidadania tem contornos muito mais amplos do que o singular ato de votar. No Estado Democrático de Direito, todos são cidadãos, uma vez que somos sujeitos de direitos e obrigações – os que não votam não deixam de ser cidadãos por isso. Mas o que vota exerce plenamente sua cidadania, informa sua representatividade e materializa a democracia, assim. O cidadão votante é responsável, em certo grau, pelo não votante. Por seus filhos menores, pelos seus colegas incapazes, irmãos apenados, pais idosos e cansados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bastante conveniente para políticos endinheirados e pobres de discurso escorar-se em seus vaqueiros de voto, evitando o debate, a discussão, o corpo a corpo, os questionamentos, o olho no olho, o enfrentamento, cara a cara, com a condição de miserabilidade de grande parcela de nossa gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tal modo, é bastante simples: vedemos o povo, tapemos seus ouvidos e molhemos suas mãos de dinheiro. O povo que ainda é indefeso, pouco educado, carente da fraseologia da democracia, de expressões como direitos fundamentais, república, lei, vontade geral, bem comum. O povo que desconhece bandeiras e ideais, a própria noção do voto livre. O povo apartado da fórmula “um homem, um voto”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ora ocorre é um homem, um saco de cimento; um homem, um medicamento; um homem, 100 reais. Calcula-se o preço do voto, o valor para adesivar o carro, para pôr o banner na casa. E quem culpará o povo por querer fazer seu extra no período eleitoral? O pequeno pé de meia que aparece de dois em dois anos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, culpemos os maus políticos, que são aqueles que insistem nessa prática cruel, que se omitem em orientar: votem em uma idéia, não em uma esmola; levantem uma bandeira, não se vendam, não se transformem em boiada. Bem vem a calhar a canção de Zé Ramalho: "porque gado a gente marca. Tange, ferra, engorda e marca". Mas com gente é diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom político tem o papel de efetivamente cobrar o voto livre, consciente. De afastar de sua própria mente o alívio que de visualizar o povo como boiada, fácil de conduzir para qualquer pasto, sejam secos ou verdejantes. Esta é a verdadeira homilia do bom agente político. O que não teme o encontro, o toque, a conversa. O que não enxerga eleitores, mas pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo é a estrutura legitimante do sistema. Sendo corrompido, o aparelho inteiro perde sua autêntica justificação e torna-se efetivamente uma mentira, uma abstração exposta no texto legal. Na esteira dos direitos fundamentais de quarta geração, encontramos o direito à informação, já como desdobramento do direito à liberdade, inserido no contexto dos direitos humanos de primeira dimensão. A prática dos direitos humanos habilita o homem, como bem disse Friedrich Muller, e assim continua: Sem a prática dos direitos do homem e do cidadão, o povo permanece uma metáfora ideologicamente abstrata e de má qualidade. Por meio da prática dos human rights ele se torna, em função normativa, povo de um país, de uma democracia capaz de justificação – e torna-se ao mesmo tempo povo: enquanto instância de atribuição global de legitimidade, povo legitimante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-8369535915580976586?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/8369535915580976586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=8369535915580976586' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/8369535915580976586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/8369535915580976586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2010/09/um-homem-um-voto.html' title='Um homem, um voto'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-3496715427609992014</id><published>2010-09-05T20:01:00.001-07:00</published><updated>2010-09-05T20:01:33.534-07:00</updated><title type='text'>Quem dera fosse uma declaração de amor...</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Hello there, angel from my nightmare&lt;br /&gt;The shadow in the background of the morgue&lt;br /&gt;The unsuspecting victim of darkness in the valley&lt;br /&gt;We can live like Jack and Sally if we want&lt;br /&gt;Where you can always find me&lt;br /&gt;And we'll have halloween on Christmas&lt;br /&gt;And in the night we'll wish this never ends&lt;br /&gt;We'll wish this never ends&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;I miss you, miss you&lt;br /&gt;I miss you, miss you&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Where are you and I'm so sorry&lt;br /&gt;I cannot sleep I cannot dream tonight&lt;br /&gt;I need somebody and always&lt;br /&gt;This sick strange darkness&lt;br /&gt;Comes creeping on so haunting every time&lt;br /&gt;And as I started I counted&lt;br /&gt;The webs from all the spiders&lt;br /&gt;Catching things and eating their insides&lt;br /&gt;Like indecision to call you&lt;br /&gt;And hear your voice of treason&lt;br /&gt;Will you come home and stop this pain tonight&lt;br /&gt;Stop this pain tonight&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Don't waste your time on me you're already&lt;br /&gt;The voice inside my head (I miss you, miss you)&lt;br /&gt;Don't waste your time on me you're already&lt;br /&gt;The voice inside my head (I miss you, miss you)&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Don't waste your time on me you're already&lt;br /&gt;The voice inside my head (I miss you, miss you)&lt;br /&gt;Don't waste your time on me you're already&lt;br /&gt;The voice inside my head (I miss you, miss you)&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Don't waste your time on me you're already&lt;br /&gt;The voice inside my head (I miss you, miss you)&lt;br /&gt;Don't waste your time on me you're already&lt;br /&gt;The voice inside my head (I miss you, miss you)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-3496715427609992014?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/3496715427609992014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=3496715427609992014' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/3496715427609992014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/3496715427609992014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2010/09/quem-dera-fosse-uma-declaracao-de-amor.html' title='Quem dera fosse uma declaração de amor...'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-5969261296774472986</id><published>2010-05-29T19:54:00.001-07:00</published><updated>2010-05-29T19:54:59.938-07:00</updated><title type='text'>o Bar Savoy é o nosso Caldinho.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;Na avenida Guararapes,&lt;br /&gt;o Recife vai marchando.&lt;br /&gt;O bairro de Santo Antonio,&lt;br /&gt;tanto se foi transformando&lt;br /&gt;que, agora, às cinco da tarde,&lt;br /&gt;mais se assemelha a um festim,&lt;br /&gt;nas mesas do Bar Savoy,&lt;br /&gt;o refrão tem sido assim:&lt;br /&gt;São trinta copos de chopp,&lt;br /&gt;são trinta homens sentados,&lt;br /&gt;trezentos desejos presos,&lt;br /&gt;trinta mil sonhos frustrados.&lt;br /&gt;Ah, mas se a gente pudesse&lt;br /&gt;fazer o que tem vontade:&lt;br /&gt;espiar o banho de uma,&lt;br /&gt;a outra amar pela metade&lt;br /&gt;e daquela que é mais linda&lt;br /&gt;quebrar a rija vaidade.&lt;br /&gt;Mas como a gente não pode&lt;br /&gt;fazer o que tem vontade,&lt;br /&gt;o jeito é mudar a vida&lt;br /&gt;num diabólico festim.&lt;br /&gt;Por isso no Bar Savoy,&lt;br /&gt;o refrão é sempre assim:&lt;br /&gt;São trinta copos de chopp,&lt;br /&gt;são trinta homens sentados,&lt;br /&gt;trezentos desejos presos,&lt;br /&gt;trinta mil sonhos frustrados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;Carlos Pena.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-5969261296774472986?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/5969261296774472986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=5969261296774472986' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/5969261296774472986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/5969261296774472986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2010/05/o-bar-savoy-e-o-nosso-caldinho.html' title='o Bar Savoy é o nosso Caldinho.'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-4818162356042653134</id><published>2010-05-23T11:18:00.000-07:00</published><updated>2010-05-23T11:18:15.226-07:00</updated><title type='text'>meu pai falou que eu sou Augusto dos Anjos, meu ego foi pra cima e to postando.</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;A minha paz vem pelo vento. Ele me tira osufoco de um homem certas vezes derrubado pelas vociferações dos mais próximoscada vez distantes de mim. Ele leva o pouco do fogo e o pouco do som que merestaram durante esse processo de putrefação que meu coração sofre, ante minhaslástimas caladas e meu silêncio recatado na rede. A cabeça tonta. Os olhos dosquais não sai sequer uma lágrima. E a solidão numa tarde que certamente vai sersem fim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O vento vai e volta como um remédio efêmero,fugaz. Um revigorador e fonte de uma abstração que faz debater dentro de mim umconflito sistemático entre o sim e o não, o fazer ou se omitir. É cruel emordaz todo esse processo de um aroma desgastado e uma voz que sai desgastada.A melodia que se toca sem propósito, sem intento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Os letras são produtos da alucinação do vento edele serão o desgaste do dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;L.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;João Pessoa, &amp;nbsp;19 de Maio de 2010.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-4818162356042653134?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/4818162356042653134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=4818162356042653134' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/4818162356042653134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/4818162356042653134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2010/05/meu-pai-falou-que-eu-sou-augusto-dos.html' title='meu pai falou que eu sou Augusto dos Anjos, meu ego foi pra cima e to postando.'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-4688044467149049024</id><published>2010-03-14T19:43:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T19:43:10.377-07:00</updated><title type='text'>encontre a sua alegria.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Y9vnwVy7rAQ/S52esbMYaGI/AAAAAAAAANM/paAKgVgu0-A/s1600-h/antes+de+partir.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y9vnwVy7rAQ/S52esbMYaGI/AAAAAAAAANM/paAKgVgu0-A/s320/antes+de+partir.bmp" vt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-4688044467149049024?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/4688044467149049024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=4688044467149049024' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/4688044467149049024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/4688044467149049024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2010/03/encontre-sua-alegria.html' title='encontre a sua alegria.'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Y9vnwVy7rAQ/S52esbMYaGI/AAAAAAAAANM/paAKgVgu0-A/s72-c/antes+de+partir.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-4222069934714455926</id><published>2010-03-11T12:31:00.000-08:00</published><updated>2010-03-14T18:42:11.669-07:00</updated><title type='text'>nem te amo mais, papel.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu costumava escrever em versos de provas, no meio de aulas monótonas, escrevia até em papel rasurada no meio da cozinha sem ninguém ver, morrendo de medo&amp;nbsp;que algum traseunte residencial&amp;nbsp;me visse&amp;nbsp;naquele íntimo momento. Papel, eu. Eu, papel. Um romance um tanto diferente. Diferente lá! Papel me ama, senhores. Eu é que faço doce e às vezes digo "não!", digo "sai", digo "vai pro teu canto". Papel não fica triste, sabe que eu volto e com as maiores maluquices, as maiores audácias que um leitor pode escutar. Que papel pode receber. É o romantismo mais bonito que ela gosta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa relação, papel é muitas vezes, digo na maioria das vez, meu consolo, minha dor. Raramente, minha alegria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas papel é algumas vezes muito pérfida, falsa, mentirosa! Diz que eu tenho inspiração, que eu sou o gênio da letra, que eu sou o senhor das palavras e tudo mais, todo esse papo conquistador do tipo: "risca a caneta", num orgulho autônomo cheio de si, que me destrói por inteiro. De pateta, coloco a caneta. Sai algo? Nada. No mais das vezes, um desenho, uma circunferência pintada, um homem com uma casa e uma árvore.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Papel só ri da minha cara, desdenha de mim, me escarnece como se eu fosse ninguém. Um inquilino, um enganador.&amp;nbsp;Cousa que eu sei que eu não sou.&amp;nbsp;Às vezes até prego a atenção de Francisca, de João, de Antônio, de Myriam, de&amp;nbsp;Queoma, pra rimar, só não de Lampião.&amp;nbsp;E&amp;nbsp;papel diz que eu sou ruim,&amp;nbsp;depois que me chama,&amp;nbsp;(e pra virar cordel), pedindo um pouquinho de atenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parou de cordel e vamos ao que interessa. Venho de público cortar minhas relações com papel. Descarada, bandida, vagabunda, ordinária. Não sou homem pra todo esse engodo, esse seu sofisma criado só pra não&amp;nbsp;ficar longe de caneta. Vou-me embora desse espaço, quero alguém mais dinâmica e rápida&amp;nbsp;e que&amp;nbsp;não ouse me caluniar&amp;nbsp;sobre minha inspiração, minha atividade mais lúdica. Decidi me afastar de papel para sempre, a não ser que&amp;nbsp;um dia &amp;nbsp;ela volte aos meus pés e se humilhe diante de mim, reconhecendo as humilhações que me fez e os constrangimentos que me causou, a mim e a meus leitores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E para papel saber e ficar morrendo de raiva, roendo por mim, estou de namoro com computador. E pra rimar, que diz que eu sou sabido e conquistador, não um enrolador.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;L.&lt;br /&gt;João Pessoa, 11 de Março de 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-4222069934714455926?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/4222069934714455926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=4222069934714455926' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/4222069934714455926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/4222069934714455926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2010/03/eu-costumava-escrever-em-versos-de.html' title='nem te amo mais, papel.'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-2977914566050201270</id><published>2010-03-10T12:04:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T12:04:34.027-08:00</updated><title type='text'>free as a bird.</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yHSFTRUekT0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/yHSFTRUekT0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;free as a bird é John puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L. &lt;br /&gt;João Pessoa, 10 de Março de 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-2977914566050201270?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/2977914566050201270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=2977914566050201270' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/2977914566050201270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/2977914566050201270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2010/03/free-as-bird.html' title='free as a bird.'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-1987718924637881381</id><published>2010-03-09T17:49:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T17:49:53.075-08:00</updated><title type='text'>só falta uma melodia.</title><content type='html'>tudo me leva a corrupção.&lt;br /&gt;eu já não consigo travar uma batalha.&lt;br /&gt;com essa multidão.&lt;br /&gt;Senhor, perdão.&lt;br /&gt;os psicólogos vêm e vão.&lt;br /&gt;e eu me perco no escuro.&lt;br /&gt;procurando mais solidão.&lt;br /&gt;não sou forte pra tanto.&lt;br /&gt;"um chá", digo não, discretamente.&lt;br /&gt;agora o café, e eu só penso nas casas.&lt;br /&gt;só penso no barro, na poeira e no pouco de fé.&lt;br /&gt;que resta a meu amigo do posto.&lt;br /&gt;ao outro que curte aquela valsinha.&lt;br /&gt;mas eu me despedaço em dois, em três.&lt;br /&gt;em mil.&lt;br /&gt;e faço o despacho.&lt;br /&gt;me acabo no frio do meu quarto.&lt;br /&gt;descanso sem ar, sem meu amor.&lt;br /&gt;sem nenhum tico de cor.&lt;br /&gt;vou me abraçar com a morte.&lt;br /&gt;e ser dela seu mais assíduo compositor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L.&lt;br /&gt;João Pessoa, 9 de Março de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: cabe a Myriam a segunda parte. No aguardo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-1987718924637881381?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/1987718924637881381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=1987718924637881381' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/1987718924637881381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/1987718924637881381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2010/03/so-falta-uma-melodia.html' title='só falta uma melodia.'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-4433811989859972891</id><published>2010-02-16T11:43:00.001-08:00</published><updated>2010-02-16T11:43:42.775-08:00</updated><title type='text'>vou cuidar de você, meu amor.</title><content type='html'>até o sol raiar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-4433811989859972891?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/4433811989859972891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=4433811989859972891' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/4433811989859972891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/4433811989859972891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2010/02/vou-cuidar-de-voce-meu-amor.html' title='vou cuidar de você, meu amor.'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-2908668843592419305</id><published>2010-02-08T09:23:00.000-08:00</published><updated>2010-02-16T01:47:10.790-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu a vi daqueles olhos gigantes que me carregavam, ao passo que a vista era linda, e ela parecia estar lá, embora a maioria só enxergasse os prédios mais altos e as colinas ao longe que pareciam nem existir, diga-se. Tipo: desenho animado.Mas eu sentia que ela estava lá, bem no topo do firmamento. Ninguém dava pra ver, nem meu mais íntimo amigo, mas eu sentia sua presença como algo protetor e como mais um singelo admirador daquela divina imensidão.Era mais alta que as colinas e que os prédios altos. Mais forte que os nossos sentidos. Mais linda do que a vista que fitávamos daqueles olhos. Certamente, está com Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;L.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Londres, 8 de Fevereiro de 2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-2908668843592419305?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/2908668843592419305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=2908668843592419305' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/2908668843592419305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/2908668843592419305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2010/02/eu-vi-daqueles-olhos-gigantes-que-me.html' title=''/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-6357181763682910717</id><published>2009-11-28T05:59:00.000-08:00</published><updated>2009-11-28T05:59:30.964-08:00</updated><title type='text'>a história de um boy</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como diriam uns malandros tádemaisianos há um tempo atrás: "a moda agora é postar vídeo". Pois é. Quando a moda pega, não há nada que pare. Então, vamos lá, Seu Chico, toca o som pra galera.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3OzJHITZnGw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3OzJHITZnGw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-6357181763682910717?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/6357181763682910717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=6357181763682910717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6357181763682910717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6357181763682910717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/11/historia-de-um-boy.html' title='a história de um boy'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-2282650982000298226</id><published>2009-11-26T11:31:00.000-08:00</published><updated>2009-11-26T11:38:41.816-08:00</updated><title type='text'>doce Novembro.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mais que Myriam diga que ela mesma é como Dezembro, devo contestá-la, até porque Dezembro é uma época que mais contraria a personalidade agitada e inquieta de minha irmã. Na verdade, Myriam é mais parecida com o Novembro, uma nata escorpiana que vai aqui, vai ali, vai lá, acha, mas contesta e ainda sai procurando por onde der. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Novembro é bem mais sua cara, porque é nele que nos organizamos feito trens sem locomotivas para quitarmos as dívidas de um ano todo e planejarmos o que fazer no ano que vem. Claro, com mais contas a serem pagas. Myriam tem a cara do Novembro, porque nele estão os últimos exames de sua universidade e aí é, quando ela mais se deleita, porque Myriam raramente quer uma rede ou uma sandália havaiana. Myriam quer debate, conversa, polêmica, escavar os livros na madrugada de uma sexta-feira à noite. Barzinho com as amigas e o namorado é a última opção. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dezembro é o mês para ficar de pernas pro ar, esperando a chegada do Natal e depois do Ano Novo e disso Myriam não gosta; Myriam aprecia o tulmuto, carne pra ser comprada no açougue, copo quebrado dentro de casa, pra ter de comprar mais uns trinta pelo menos, história que dure cinquenta minutos e que nela tenha trezentas e oitentas polêmicas, sistematizadas uma a uma por ela. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Myriam detesta, quando Novembro acaba. Não haverá mais nenhum trabalho sobre Direito Penal, seu expediente reduzirá pela metade e seus professores de línguas estrangeiras, do curso sobre Bolsa de Valores e das aulas de meditação chinesa estarão em férias. E agora, Myriam? Ela vai endoidecer, meu Deus! Vai procurar o mar, mas vai ver que não era o mar que ela queria; na verdade, era o Centro Histórico. Mas não, não era o Centro, era o Litoral Sul. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela tenta diuturnamente&amp;nbsp;alargar o tempo, para que dia o fique com vinte e oito horas e os meses com quarenta dias, no mínimo, o que não combina nada com Dezembro, onde há tempo de sobra para fazer lanchinhos com Lilice na padaria, comprar presentinhos e lembrancinhas para a família, até fazer uma viagem para sei lá onde. Mas Myriam não se contenta com isso, ela quer a labuta da vida dinâmica, quer a polêmica à noite, uma velocidade louca e vibrante. '&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, entre toda essa potência de infinitos watts, existe uma Myriam que é Iaiá Linda de Papai, que sorri feito besta com brincadeira de neném e que dá gargalhadas na cozinha com qualquer pilheriazinha no intervalo dos estudos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso que, na verdade, Myriam é um doce Novembro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;L.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;João Pessoa, 27 de Novembro de 2009&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-2282650982000298226?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/2282650982000298226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=2282650982000298226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/2282650982000298226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/2282650982000298226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/11/doce-novembro.html' title='doce Novembro.'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-8559997441916687698</id><published>2009-11-26T10:57:00.000-08:00</published><updated>2009-11-26T10:57:03.705-08:00</updated><title type='text'>carta de defunto.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Revendo os conceitos, acredito, pois, que, mediante&amp;nbsp;as noções aqui postas, devemos provar as nossas visões e as escutas posteriormente outorgadas. Faremos a contrariedade das injunções e seremos colocados à revelia pela conformidade dos tenores que entoam suas vozes, tornando-se caducos dos patrões e os caudilhos dos senis. Romperemos com os padrões desses loucos e cansativos e ficaremos mais pródigos do que nunca, pois as conspirações não serão sistematizadas nem compactuadas ante a nossa omissão e a nossa desordem, os quais naturalmente causarão espanto, rancor e perseguição. As pedras serão atiradas debalde, já que sangraremos como se tomássemos banho; receberemos os mais sortidos vitupérios e as injúrias mais odiosas advindas dos rebanhos das mais longínquas plagas. Sofreremos com a perda do nosso quinhão retórico, e a nossas voz será cada vez mais intrínseca, reflexiva e pouco notória. Enfim, nos extinguiremos paulatinamente como defuntos abaixo do solo, comidos pelos vermes, pois fomos fitados como uma legião de impacientes e insipientes. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você que está aí parada, vista a túnica e se lance à ignomínia para todos os séculos, sem aceitar o tormentoso sabor da inquietude e a doce ferida do nosso labor, senhora. Foge ao teu recanto mais privilegiado e furta-se de tua aura e de tua sina. Vives, em quanto morremos entalados, sufocados, engolidos. Porém, estudados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perdão, aqui jaz um bando que ora os deixa em paz, a fim de que vós reciteis vossos poemas e vossos saraus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Defunto&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;João Pessoa, 26 de Novembro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-8559997441916687698?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/8559997441916687698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=8559997441916687698' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/8559997441916687698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/8559997441916687698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/11/carta-de-defunto.html' title='carta de defunto.'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-3189985726903272303</id><published>2009-11-25T07:07:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T07:07:18.415-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Y9vnwVy7rAQ/Sw1GuDzwTqI/AAAAAAAAANA/pA-sK0Qr5zI/s1600/12angry.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_Y9vnwVy7rAQ/Sw1GuDzwTqI/AAAAAAAAANA/pA-sK0Qr5zI/s320/12angry.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-3189985726903272303?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/3189985726903272303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=3189985726903272303' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/3189985726903272303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/3189985726903272303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/11/blog-post.html' title=''/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Y9vnwVy7rAQ/Sw1GuDzwTqI/AAAAAAAAANA/pA-sK0Qr5zI/s72-c/12angry.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-1601350741076732324</id><published>2009-11-24T17:38:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T18:21:53.521-08:00</updated><title type='text'>enquanto isso um poeta sai numa aula de antropologia há alguns meses atrás e, abruptamente, diz</title><content type='html'>e tudo é tão mais cruel do que se imaginava, tão dilacerador sem&lt;br /&gt;trégua, inexoravelmente, uma dor, uma cruz.&lt;br /&gt;as rodas dos falsos intelectualóides me irritam&lt;br /&gt;é uma ira branda, guardada em um recanto&lt;br /&gt;"somos milhões..."&lt;br /&gt;não me aguento mais&lt;br /&gt;vou sair&lt;br /&gt;não, não vou&lt;br /&gt;ficar e escutar a batida dos músculos&lt;br /&gt;ou os sambas na memória&lt;br /&gt;"conseguiram alguns avanços..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu peço: parem!&lt;br /&gt;ninguem me escuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Pessoa, meados de maio de 2009&lt;br /&gt;L.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-1601350741076732324?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/1601350741076732324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=1601350741076732324' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/1601350741076732324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/1601350741076732324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/11/enquanto-isso-poeta-sai-numa-aula-de.html' title='enquanto isso um poeta sai numa aula de antropologia há alguns meses atrás e, abruptamente, diz'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-1071772331496691659</id><published>2009-11-17T12:53:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T06:48:30.269-08:00</updated><title type='text'>pode ser um vídeo?</title><content type='html'>já que faltam palavras.&lt;br /&gt;&lt;object width="445" height="364"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6pIZ5t1Tu24&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6pIZ5t1Tu24&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-1071772331496691659?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/1071772331496691659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=1071772331496691659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/1071772331496691659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/1071772331496691659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/11/pode-ser-um-video.html' title='pode ser um vídeo?'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-6235667695382617880</id><published>2009-09-15T08:08:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T11:58:02.451-07:00</updated><title type='text'>titio.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Rafael é um menino que me chama de titio e eu, de besta que sou profissional com carteira assinada, corro atrás dele pra ele morrer de rir. De vez em quando, é uma bola que tomo dele e escondo atrás de mim, dentro da camisa, embaixo do carro, e ele continua só rindo da minha pueril brincadeira que para ele é mais que isso. É um desafio. Pra mim, uma lição, pedagogia matinal e um sorriso.&lt;br /&gt;Depois, corro feito um louco voltando à luta talvez sem propóstitos e sem muitos arrimos, certamente. E sem sorrisos. O caminho é sempre longo até a universidade, as conversas as mais enfadonhas, contínuas e polêmicas. Daí, os desafios (tão pérfidos que sejam) se encetam com muito suor, vociferações ao telefone, vitupérios distribuídos no vácuo para sei lá quem; os deuses começam a sumir da amálgama da alma e sucumbem na imaginação e na filosofia de Tales. É só mecânica, porteiros que abrem e fecham, despachos nos mais recatados e requintados gabinetes, ofícios dos mais atribulados.&lt;br /&gt;Pronto, cheguei. Rafael já dorme no sono mais profundo do universo, enquanto eu vou tentar rezar para pelo menos um Deus e depois dormir ansiando no outro dia mais um sorriso de Rafael que se alastra pelo prédio como um eco sem fim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;L.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;João Pessoa, 15 de Setembro de 2009.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-6235667695382617880?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/6235667695382617880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=6235667695382617880' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6235667695382617880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6235667695382617880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/09/titio.html' title='titio.'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-6303528248719595103</id><published>2009-08-19T08:29:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T08:32:20.849-07:00</updated><title type='text'>e a inspiração do blog?</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.palmalouca.com.br/artes/artes.jsp?id_artes=600"&gt;http://www.palmalouca.com.br/artes/artes.jsp?id_artes=600&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sumiu, mas Dandy ainda é um milionário socialista que de carrão chega mais rápido à revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"amar e mudar as coisas me interessa mais"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L.&lt;br /&gt;João Pessoa, 19 de Agosto de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-6303528248719595103?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/6303528248719595103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=6303528248719595103' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6303528248719595103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6303528248719595103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/08/e-inspiracao-do-blog.html' title='e a inspiração do blog?'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-5716643164494970786</id><published>2009-08-14T17:39:00.000-07:00</published><updated>2009-08-14T17:40:19.392-07:00</updated><title type='text'>sem título.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho medo dos temores. E das confissões. E das decepções. E de mais dores.&lt;br /&gt;Destarte, quero o ensejo às surpresas e olvidar a rotina pegajosa e fatigante que fede a formol. O sopro dos rodeios virá à tona e as paixões se debruçarão sobre o impiedoso solo da fugacidade, da velocidade, sobrando o desatino em detrimento da lucidez metódica. Quero quebrar os motores de maneira voraz, cessar os moinhos e mandar os trabalhadores à sesta.&lt;br /&gt;O fato é que entorpeceremos, nós, o mundo dos que não se inebriam e surtaremos os grupos mais alvoraçados, mais conectados ao labor.&lt;br /&gt;O objetivo é cada vez mais desastroso e caótico, conforme a música que toca sob o som dos tambores, dos sinos e das cornetas. E as acepções serão de álcool e aveludadas por um doce tom de um si.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;L.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;João Pessoa, 14 de Agosto de 2009&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-5716643164494970786?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/5716643164494970786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=5716643164494970786' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/5716643164494970786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/5716643164494970786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/08/sem-titulo.html' title='sem título.'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-2059834028517848904</id><published>2009-07-19T23:18:00.000-07:00</published><updated>2009-07-19T23:55:30.925-07:00</updated><title type='text'>Laika</title><content type='html'>Era uma sexta feira fria devido a chuva incessante dos trópicos, mas de céu limpo, naquele momento em especial, embora escuro, sem estrelas e de lua minguante. Para completar, minha rua estava num breu só,  justamente por causa das tempestades julinas que nunca se deram bem com a eletricidade, que quebram os postes e que afastam, por um breve instante, algo de nossa civilização (pausa para recordar que a energia solar não teria problemas com chuvas, tropicais ou não).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois neste dia, saindo de casa e tão envolvida pelo Cosmo (é que a falta de luz deixa assim as pessoas densas: vulneráveis à natureza,achando que o mundo, tal qual o conhecemos, deteriorou-se, e sentindo tudo com muito mais força) , encontrei na calçada do meu prédio, sob o holofote da lâmpada à gerador da portaria, aquele pequeno cachorrinho preto e branco e do tamanho da minha mão aberta,  chorando como o bebezinho que era e com uma ferida enorme aberta nas costas, onde fizeram casa vários insetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, quero lembrar que não tenho grande afeição por animais. É horrível dizer que acho que sinto o Cosmo em sua plenitude, ainda que  uma vez ou outra, mas que não tenho nenhuma sensibilidade para com animais. Não amo Pingo e Fofuxo (os poodles da minha casa), nao tive pena quando Pingo quebrou a perna e ficou manco por mais de um mês, não choraria se eles morressem, se gostasse de carne comeria tanto quanto como pizza. Mas aquele cachorrinho estava tão sozinho naquela noite sem energia, tão distante das estrelas no céu, que poderiam iluminá-lo e, no entanto, a luz do gerador era forte demais para os seus olhos que, acredito eu, estavam pouco acostumados àquela intendsidade e, pior, àquela exposição, pois ele estava como um ator principal sozinho no palco, deixado só no clímax da peça, e ao seu redor tudo era negro, negro , negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi lutar pela sua existência, conectar-me com aquele pedacinho de vida oferecendo-lhe um pouco de esperança, sem nunca saber se ele chegou a compreender e nem se isso seria importante para ele como é para nós. Buscamos, eu e Marcelo, (embora um tanto quanto contrariado, afirmando o tempo inteiro que a morte era inevitável, que aquilo nas costas devia ser mordida de cobra, porque só abria e abria) uma caixa grande e colocamos um pouco ração machucada e misturada com leite dentro de um potinho dos poodles. Molhamos a grande ferida em suas costas e afastamos os insetos. De manhã, mesmo sendo sábado, garanti que acordaria cedo para levá-lo em um veterinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me de Laika, lançada no espaço sideral, sozinha e abandonada no Universo, tão distante das estrelas, tal qual aquele cachorrinho, depois de viver solta e sem dono pelas ruas de Moscou. Se ele tivesse sobrevivido, teria dado-lhe o nome de Laika, mesmo sendo homem. Mas, como Laika, ele morreu poucas horas depois de seu lançamento e aparição. E, também como ela,  sempre tinha sido sozinho e sem dono, abandonado no  Universo, aquele pedacinho de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui fica minha pobre homenagem, um registro de sua existência, já que há um monumento para Laika, que teve o mesmo fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-2059834028517848904?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/2059834028517848904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=2059834028517848904' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/2059834028517848904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/2059834028517848904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/07/laika.html' title='Laika'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-6919836514094741401</id><published>2009-04-19T22:11:00.000-07:00</published><updated>2009-04-19T22:12:29.183-07:00</updated><title type='text'>ensaiozinho mandado por depoimento</title><content type='html'>de uma flor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Saudade daquele carnaval de 1971, aquelas marchinhas ainda soam levemente aos meus ouvidos. Lembro-me da fantasia de mocinha, eu estava com um vestido branco, rodado, com bolinhas pretas. Naquela época meu cabelo era curto e loiro, bem loiro; o de John era feito com tinta preta - e bastante alto, ele vestia um macacão jeans com botas pretas. Como já dissera Chico Buarque, naquele fevereiro, eu era a favorita, e John: o mestre sala. E por falar em Chico... me bateu uma imensa vontade de retornar à Itália, onde passamos anos compondo, fumando e conversando nos cafés. O café de outrora tinha um sabor mais prazeroso. Se eu pudesse, voltaria a desafiar Hitler, fiquei conhecida por que fui a única que teve a ousadia de desafiá-lo, depois que o fiz, o Führer mostrou-se um amigo e tanto.Eu fui malandra, rainha, princesa, escrava, eu fui Maria. E John sempre esteve comigo, desde o 11 de fevereiro de 1971. E hoje, nem eu, nem ele, sabemos o que somos, a única certeza é a saudade do tempo em que não vivemos. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;K.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-6919836514094741401?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/6919836514094741401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=6919836514094741401' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6919836514094741401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6919836514094741401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/04/ensaiozinho-mandado-por-depoimento.html' title='ensaiozinho mandado por depoimento'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-5436405207711257302</id><published>2009-04-05T18:49:00.001-07:00</published><updated>2009-09-02T07:47:50.541-07:00</updated><title type='text'>um tanto nostálgico é "Joana"</title><content type='html'>O mundo é feio, Joana,&lt;br /&gt;Muito feio&lt;br /&gt;Nem adianta você me falar nada&lt;br /&gt;Nem peleje, Joana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, você é rica,&lt;br /&gt;Come o que quer&lt;br /&gt;E vive feliz&lt;br /&gt;Você, Joana, não morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca foi ao morro&lt;br /&gt;Mal as janelas abres&lt;br /&gt;E pensas que sabe&lt;br /&gt;Mas não, Joana, não sabes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu, Joana, és benquista&lt;br /&gt;E pelos homens vista&lt;br /&gt;Com desvelo e bons olhos&lt;br /&gt;Não és feia como mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não conheces a cor dos bancos da praça&lt;br /&gt;Jamais viste o senhor que caminha nela&lt;br /&gt;Ou o bêbado que dorme por lá&lt;br /&gt;Oh, Joana, liberta-se e vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não estás só, Joana&lt;br /&gt;Como tantas Marias e Anas&lt;br /&gt;Além de outras Joanas&lt;br /&gt;Que, pelo revés, não são uma Joana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo não é um mito, Joana&lt;br /&gt;Como Drummond criou fulana&lt;br /&gt;Como Alice e Cinderela&lt;br /&gt;Ele nem é baile nem festa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que é o mundo?&lt;br /&gt;Ah!sei lá, Joana, pede a Deus&lt;br /&gt;Que uma visão te dê&lt;br /&gt;E palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah palavras! Onde elas estão?&lt;br /&gt;Correm por aí, vagando&lt;br /&gt;E Joana precisa delas&lt;br /&gt;E de coragem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, Joana, bateu pino ontem,&lt;br /&gt;Hoje, e baterá amanhã&lt;br /&gt;Porque você não se machuca e é flor&lt;br /&gt;No entanto, o mundo é feio, Joana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lafa&lt;br /&gt;Meados de 2006, creio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-5436405207711257302?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/5436405207711257302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=5436405207711257302' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/5436405207711257302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/5436405207711257302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/04/um-tanto-nostagilco-e-joana.html' title='um tanto nostálgico é &quot;Joana&quot;'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-1198521981380003305</id><published>2009-03-04T09:32:00.000-08:00</published><updated>2009-03-04T09:36:38.872-08:00</updated><title type='text'>Frases sábias</title><content type='html'>"A cerveja é a prova viva de que Deus nos ama e nos quer ver felizes." Benjamin Franklin&lt;br /&gt;"Faça sempre lúcido o que você disse que faria bêbedo. Isso o ensinará a manter sua boca fechada." Ernest Hemmingway&lt;br /&gt;"Eu aproveitei mais o álcool do que ele se aproveitou de mim." Winston Churchill&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Era um homem sábio aquele que inventou a cerveja." Platão&lt;br /&gt;"Um país não pode ser um país de verdade senão tiver ao menos uma cerveja e uma empresa aérea. Ajuda se tiver uma equipe do futebol, ou armas nucleares, mas o mais importante é a cerveja." Frank Zappa&lt;br /&gt;"Salta cerveja estupidamente gelada prum batalhão... e vamos botar água no feijão" Chico Buarque de Holanda (em Feijoada Completa)&lt;br /&gt;"Se Deus soubesse que nós beberíamos cerveja, nos teria dado dois estômagos." David Daye&lt;br /&gt;"Eu daria toda a minha fama por segurança e uma cerveja inglesa." Willian Shakespeare (King Henry V)&lt;br /&gt;"Vender uma cerveja ruim é um crime contra o amor cristão." 13a lei da Cidade de Augsburg&lt;br /&gt;"A perfeição não pode ser concebida sem uma forte dose de egoísmo, orgulho, tenacidade e de cerveja." Charles De Gaulle&lt;br /&gt;"A cerveja me faz sentir da forma como gostaria de me sentir sem cerveja." Henry Lawson&lt;br /&gt;"Eu não posso oferecer nada mais que sangue, labuta, suor e cerveja." Winston Churchill&lt;br /&gt;"Um governo opressivo deve ser mais temido que um tigre ou uma cerveja." Confucius&lt;br /&gt;"Eu sou muito crente nas pessoas. Se houver verdade, podemos superar todas as crises nacionais. O principal são os fatos reais e a cerveja." Abraham Lincoln&lt;br /&gt;"Existe uma coisa que me afeta profundamente. Os homens que não acreditam nos seus líderes nem na cerveja." Walt Whitman&lt;br /&gt;"Um pouco de cerveja é um prato para um rei." Willian Shakespeare (A Winter's Tale)&lt;br /&gt;"Sem dúvida, a maior invenção da história da humanidade é a cerveja. Eu admito que a roda também é uma grande invenção, mas a roda não desce tão bem com uma pizza." Dave Barry&lt;br /&gt;"Dê-me uma mulher que ame a cerveja e eu conquistarei o mundo." Kaiser Wilhelm&lt;br /&gt;"Eu mataria todos neste quarto por um gole de cerveja." Homer Simpson&lt;br /&gt;"Nem todos os produtos químicos são maus. Sem elementos químicos tais como o hidrogênio e o oxigênio, para o exemplo, não haveria nenhuma maneira fazer água, um ingrediente vital para a cerveja." Dave Barry&lt;br /&gt;"Eu bebo para fazer as outras pessoas interessantes." Dave Barry&lt;br /&gt;"Ok cérebro, eu não gosto de você e você não gosta de mim - assim vamos recomeçar e eu volto para te derrubar com cerveja." Homer Simpson&lt;br /&gt;“Homer! Estou preocupado com as nossas reservas de cerveja. Depois desta caixa e da outra caixa, só ficamos com mais uma caixa... “ Barney dos Simpsons&lt;br /&gt;“Ouve cérebro: eu não gosto de ti e tu não gostas de mim, portanto faz com que eu passe neste exame para que te possa voltar a matar lentamente com cerveja!” Homer Simpson&lt;br /&gt;"Cervejal: a causa e a solução de todos os problemas da vida." Homer Simpson&lt;br /&gt;"Não nos incomodamos se você atirar bosta no palco, mas não atire na nossa cerveja - é o nosso combustível!"James Hetfield, Metallica&lt;br /&gt;“Eu recomendo... pão, carne, vegetais e cerveja.” Sófocles na Filosofia para uma dieta moderada.&lt;br /&gt;“24 horas num dia, 24 garrafas num engradado. Coincidência? Não me parece...” Stephen Wright&lt;br /&gt;“Nenhum soldado pode combater, a não ser que esteja bem abastecido de carne e cerveja.” John Churchill, 1º Duque de Marlborough&lt;br /&gt;“Nem todos os químicos são maus. Sem produtos como o hidrogénio e o oxigénio, por exemplo, não teríamos água, um ingrediente vital para a cerveja.” Dave Barry&lt;br /&gt;“Por vezes, quando reflicto na quantidade de cerveja que bebo, fico envergonhado. Mas depois, olho para o copo e penso em todos aqueles trabalhadores da cervejeira e nos seus sonhos e desejos. Se eu não bebesse esta cerveja, poderiam ficar sem trabalho e com os seus sonhos destruídos. Portanto penso: é melhor beber esta cerveja e deixar que os sonhos deles se concretizem, do que ser egoísta e pensar só no meu fígado.” Babe Ruth&lt;br /&gt;“Uma razão para viver? Eis uma boa: serve-me outra cerveja.” Norm da série Cheers&lt;br /&gt;“O whisky e a cerveja são os piores inimigos do homem.... mas o homem que foge dos seus inimigos é um covarde!” Zeca Pagodinho&lt;br /&gt;“Mulheres bonitas fazem-nos comprar cerveja. Mulheres feias fazem-nos beber cerveja.” Al Bundy&lt;br /&gt;“Pessoas que gostam de cerveja sem álcool não gostam verdadeiramente de cerveja; elas apenas gostam de urinar!” Anónimo&lt;br /&gt;“A cerveja, se bebida com moderação, torna a pessoa mais dócil, alegra o espírito e promove a saúde” Thomas Jefferson&lt;br /&gt;“A cerveja americana é como sexo numa canoa: demasiado próxima da água.” Eric Idle&lt;br /&gt;“A natureza? Um bom lugar para atirar latas de cerveja vazias!” H. L. Mencken&lt;br /&gt;“Do suor do Homem e do amor de Deus veio a cerveja ao mundo.” Santo Arnaldo&lt;br /&gt;“Porque é que a cerveja americana é servida fria? Para a podermos diferenciar da urina.” David Moulton&lt;br /&gt;“Aquele que não gosta de cerveja, vinho, mulheres e música será um tolo toda a sua vida.”Carl Worner&lt;br /&gt;“Vou comprar um barco... viajar um pouco e no entretanto vou estar a beber cerveja.” John Welsh, condutor de autocarros de Brooklyn que ganhou 30 milhões de dólares na loteria.&lt;br /&gt;“A boa cerveja faz os seus próprios amigos.” Anónimo&lt;br /&gt;“A cerveja é a única realidade virtual que eu preciso.” Leroy Lockhorn&lt;br /&gt;“Uma cerveja cheia é uma cerveja perfeita.” Tim Russman&lt;br /&gt;“Ouvir alguém que produz a sua própria cerveja, é como ouvir um fanático religioso a falar do dia em que ele viu a luz” Ross Murray&lt;br /&gt;“A melhor forma de se morrer é sentarmo-nos debaixo de uma árvore, comer toneladas de bolonha e salami, beber um engradado de cervejas e depois explodir!” Art Donovan, aka Fatso&lt;br /&gt;“Eu gostaria que todos tivéssemos sempre sorte! Eu gostaria que tivéssemos asas! Eu gostaria que a água da chuva fosse cerveja.”Robert Bolt&lt;br /&gt;“Dá um peixe a um homem e ele o comerá. Ensina-o a pescar e ele ficará todo o dia sentado no barco a beber cerveja.” Anónimo&lt;br /&gt;“Na vida, existem outras coisas para além de cerveja, mas a cerveja faz essas outras coisas parecerem ainda melhores.”Stephen Morris&lt;br /&gt;“Foi estimado que cerca de 5 mil pessoas foram esmagadas até à morte durante a coroação do czar Nicolau II, em Moscovo, devido a estarem a oferecer cerveja gratuitamente”&lt;br /&gt;Guinness Book Of World Records&lt;br /&gt;“A cerveja má é como a arte má: se persistires muito tempo nela, acabarás por esquecer que existem outras alternativas."&lt;br /&gt; Stephen Greenleaf&lt;br /&gt;“Ser rico não é importante: nunca poderás beber mais de 30 a 40 copos de cerveja por dia” Coronel Adolphus Busch&lt;br /&gt;"Se até o Pai Natal bebe cerveja...! Como não? Onde julgas que ele ganhou aquela barriga?!"&lt;br /&gt;Cliff da série Cheers&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-1198521981380003305?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/1198521981380003305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=1198521981380003305' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/1198521981380003305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/1198521981380003305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/03/frases-sabias.html' title='Frases sábias'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-6660303396352309652</id><published>2009-03-03T10:21:00.000-08:00</published><updated>2009-03-03T10:24:25.970-08:00</updated><title type='text'>essa eu gostei</title><content type='html'>então lá vai ela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte de negociar !&lt;br /&gt;PAI - escolhi uma ótima moça para você casar.&lt;br /&gt;FILHO - Mas, pai, eu prefiro escolher a minha mulher.&lt;br /&gt;PAI - Meu filho, ela é filha do Bill Gates...&lt;br /&gt;FILHO - Bem, neste caso, eu aceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o pai negociador vai encontrar o Bill Gates.&lt;br /&gt;PAI - Bill, eu tenho o marido para a sua filha!&lt;br /&gt;BILL GATES - Mas a minha filha é muito jovem para casar!&lt;br /&gt;PAI - Mas este jovem é vice-presidente do Banco Mundial...&lt;br /&gt;BILL GATES - Neste caso, tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, o pai negociador vai ao Presidente do Banco Mundial.&lt;br /&gt;PAI - Sr. Presidente, eu tenho um jovem recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.&lt;br /&gt;PRES. BANCO MUNDIAL - Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, mais do que o necessário.&lt;br /&gt;PAI - Mas, Sr., este jovem é genro do Bill Gates.&lt;br /&gt;PRES. BANCO MUNDIAL - Neste caso ele pode começar amanhã mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Moral da estória: Não existe negociação perdida...tudo depende da estratégia.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-6660303396352309652?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/6660303396352309652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=6660303396352309652' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6660303396352309652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6660303396352309652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/03/essa-eu-gostei.html' title='essa eu gostei'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-5488024556349661199</id><published>2009-03-01T19:59:00.000-08:00</published><updated>2009-03-02T19:23:45.939-08:00</updated><title type='text'>domingo de maratona</title><content type='html'>Liguei a TV por volta das 4 e meia, aí... Gol do Botafogo. Reinaldo, ex-Flamengo, esquentando meu pé, para a felicidade de Keoma, embora uma tiração de onda seria muito prazeroso. O Resende ia ficando com o vice mesmo. Sem surpresas, Fogão 3, com o último gol do "craque" Maicosuel, Resende 0.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do primeiro gol, pouco apertei o 7 no controle. Fui pra Band, assistir ao Sansão e torcer, invulneravelmente, para o Santos. Deu certo: uma paradinha para ver Campinense 1 Treze 1, por enquanto, logo após Molina faz o primeiro do Santos. Vibrei como o gol de Deyvid no sábado para o Verdão contra o Guarani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora era a vez do Paraibano. O jogo do Sousa não havia começado, portanto assistia a vitória inútil do Campinense, tendo em vista o primeiro resultado, por 2 a 1 em cima do Galo. Resultado muito bom para mim. Tenho verdadeiro asco a raposeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Gre-Nal - Iarley me liga: gol do Inter. No segundo tempo, ligo: gol do Grêmio, e advinha de quem... Alex Mineiro! 10 min depois, Iarley me liga: gol do Inter, e advinha de quem... Magrão! Só dava Verdão no clássico gaúcho!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa o primeiro tempo de Sousa e Nacional. Pego o rádio agora e ligo na 107,7. Pra minha tristeza, gol do Nacional. Fiquei vendo o monótono e homossexual (me abstenho de explicações) Santos 1 São Paulo 0, com os ataques nada objetivos do Jardim Leonor, embora só os bambis que atacavam e Domingos, Fabiano Eller e Fabão se esforçavam para não tomarem o empate, diga-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rádio transmitia a pelada de Campina, tiro de meta pra um dos times, um tempinho pra outros resultados e aí... gol do Sousa. Edmundo, matador de sempre empata e garante classificação para a final. Agora só restava o Santos manter o resultado, pra que a rodada fique perfeita, por isso fico escutando os comentários de banca de revista ou ponto de ônibus de Neto e Godoy e a narração confusa de Luciano do Valle que confunde Hernanes com André Dias e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pelada do Rio, o "fantástico", "fenômeno" Maicosuel comemora sem a camisa o 3o goldo Fogão que é campeão da Taça Guanabara contra o "fortíssimo" Resende. Festa para Keoma, meu cunhado e meu sogro. E vamos para mais um turno da "grande" Taça Rio.&lt;br /&gt;(/mode ironic on)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6h da noite: juiz apita e fim do SanSão.Para a minha felicidade e do eu amigo Gambá, Ítalo Vieira, o resultado foi mantido, aos trancos e barrancos pelo Santos. No Paraibano, mesmo sem o jogo terminado em Patos, já era certo: Dinossauro e Galo na final do Turno. Agora tinha Corinthians e Marília. Preferi ir comer no Rockabilly (é assim?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Fantástico, Marília 1 Corinthians 1. E advinha de quem foi o gol do MAC? Fabiano Gadelha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdão na ponta, com 3 pontos de vantagem para o 2o colocado Corinthians, com o melhor saldo de gols, melhor ataque, artilheiro e jogando bonito, mas pega, no domingo, o "temido", o "imbatível" Corinthians de Ronaldo (ou não, né?), com chances de perder a liderança. Ah, mas me lembrei que o Palmeiras ainda tem um jogo a menos. Joga contra o Colo Colo na terça pela Taça Libertadores, enquanto o rival pega o Itumbiara dos craques Denílson e Túlio Maravilha pela Copa do Brasil... Vamos ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem escreveu essa merda foi:&lt;br /&gt;L.&lt;br /&gt;João Pessoa, 02 de Março de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-5488024556349661199?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/5488024556349661199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=5488024556349661199' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/5488024556349661199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/5488024556349661199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/03/domingo-de-maratona.html' title='domingo de maratona'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-322258443953472915</id><published>2009-02-25T20:24:00.000-08:00</published><updated>2009-02-25T20:28:40.204-08:00</updated><title type='text'>esse bispo...</title><content type='html'>Quase nunca faço postagens sobre esse tipo de assunto, mas essa foi punk:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.wscom.com.br/noticia/noticia.jsp?idNoticia=126224"&gt;http://www.wscom.com.br/noticia/noticia.jsp?idNoticia=126224&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco me importo com a sistemática política da Igreja Católica, mas seria bom esse brother calar a boca, porque fala mais besteira que muito delinquente que tem por ae.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lafayette Gadelha&lt;br /&gt;João Pessoa, 26 já de Fevereiro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-322258443953472915?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/322258443953472915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=322258443953472915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/322258443953472915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/322258443953472915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/02/esse-bispo.html' title='esse bispo...'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-2787218415889850729</id><published>2009-02-23T20:36:00.000-08:00</published><updated>2009-02-23T20:37:15.249-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>e daí?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-2787218415889850729?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/2787218415889850729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=2787218415889850729' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/2787218415889850729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/2787218415889850729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/02/e-dai.html' title=''/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-1439838703400698541</id><published>2009-02-23T13:02:00.000-08:00</published><updated>2009-02-23T13:20:50.702-08:00</updated><title type='text'>antecipem a marcha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nunca tive mais tempo pra fazer 'nada', é bem verdade, talvez porque eu nem queira no momento e porque as ocupações são bem mais prazerosas do que antes. O tempo, as coisas, as metamorfoses nos transformam bem pleonasticamente, mas é exatamente isso que acontece. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dia desses comi um salgado na padaria aqui perto de casa. Na mesa ao lado, 3 velhinhos jogavam dominó (um, não tão velhinho, diga-se) felizes, rindo de tudo, porém levando aquele jogo pueril como uma batalha árdua (tudo bem paradoxo, outro diga-se). E os acontecimentos paradoxos muitas vezes não são os mais felizes, os mais sadios; mas concerteza são os mais interessantes, os dignos do ócio viajante. Fiquei imaginando debalde, louco pra perguntar e tirar um dedo de prosa, tudo sobre a vida deles, mas eu sempre sou o cara fechado nas situações mais sublimes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem tanta fome, decerto, contudo pedi mais um salgado à moça do balcão, e comi lentamente, pra observar mais uma vez o jogo de dominó e exercitar um sorriso fraco e um olhar marejado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou comer pão francês com manteiga, estudar um pouco quem sabe, em plena segunda-feira de carnaval, onde, infelizmente, o frevo não é o meu mais dileto companheiro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;L.&lt;br /&gt;João Pessoa, 23 de Fevereiro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-1439838703400698541?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/1439838703400698541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=1439838703400698541' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/1439838703400698541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/1439838703400698541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/02/antecipem-marcha.html' title='antecipem a marcha'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-3719757186323379544</id><published>2009-01-16T00:02:00.000-08:00</published><updated>2009-01-16T00:05:02.779-08:00</updated><title type='text'>texto em 3 dias. fim: 5 da manhã.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Me esforço muito pra ser feliz, porque a felicidade se transformou, pelo menos pra mim, não apenas numa sensação prazerosa e num verdadeiro estado de espírito de alegria perene, mas também agora consiste em uma batalha árdua, como um prêmio, uma vitória numa guerra. Digo que neste ofício sou muito bom, porque, quando a causa não te enfada, tudo vira mais fácil. Buscar a felicidade virou rotina e é bom passar todos os minutos do dia, tentando, cada vez mais, apesar de todas as constantes adversidades, ser mais feliz. E eu sou feliz.&lt;br /&gt;Evito o pranto, evito a dor. Tudo isso não só me cansa, como cansa aos outros. Mesmo que eles me invadam com toda uma força jamais depositada, os ignoro indiferente, procuro o bar mais próximo, o amigo mais engraçado, o melhor livro da estante. Assim, me sinto, realmente, muito feliz.&lt;br /&gt;Tentar fazer os outros felizes também é uma grande receita. Particularmente, o altruísmo é uma grande fonte dos meus sorrisos mais solitários. A tristeza do próximo dói, mas, como falei, o segredo é não deixar isso tomar conta, permanecer estagnado na alma...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“tristeza, por favor, vá embora...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo que me transforma em mártir logo extirpo dos meus planos e do meu âmbito de convivência, e sempre falo que a escala de valores deve ser seguida sem base nas circunstâncias, porque tudo que é mais importante pra você é sempre constante e serve pra qualquer conjuntura.&lt;br /&gt;Um pouco de desorganização sempre é bom. É quando você reflete que nem sempre seus problemas são os maiores do universo e que existe gente que sofre mais que você, e é mais feliz que você. Pelo aspecto de que a felicidade consiste em um verdadeiro triunfo, é mais um fator que nos determina a alcançar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Cadê teu repi...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cantar e fazer um sambinha sempre é bom. Uma cervejinha nunca é demais também, mas o melhor é a prosa. Pra mim, saber prosear é a arte mais difícil que um homem pode fazer. Nela, reside a habilidade de fazer amigos, de conquistar uma galera e de gerar extensas gargalhadas.&lt;br /&gt;Sinceridade, em demasia, é um grande pecado. Que me perdoem os eclesiásticos, religiosos fundamentalistas, mas, ela, a sinceridade, destrói muita coisa, é pedra na estrada de muita gente, quando é compulsória. Não que seja uma exortação para contarmos mentiras de maneira desbravada. O caminho do equilíbrio é a maior sacada da vida.&lt;br /&gt;Poderia escrever mais um balde de linhas (por que ‘balde’, hein?), mas dá preguiça. Inclusive, agitação demais é ruim. Dá uma paradinha marota na cama e olhar pro teto, por bastante tempo é... no momento, sem adjetivos, hehehe.&lt;br /&gt;E amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“amor da cabeça aos pés...”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;L.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;João Pessoa, 16 de Janeiro de 2009&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-3719757186323379544?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/3719757186323379544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=3719757186323379544' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/3719757186323379544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/3719757186323379544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/01/texto-em-3-dias-fim-5-da-manh.html' title='texto em 3 dias. fim: 5 da manhã.'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-3573734632916405428</id><published>2009-01-07T18:57:00.000-08:00</published><updated>2009-01-16T00:07:36.439-08:00</updated><title type='text'>antigo, perdido...</title><content type='html'>Meu grande sonho sempre foi viver de poesia e, neste exato instante, metodicamente citado, mas sutilmente vivido, aguça-me mais ainda essa vontade, esse desejo de viver de arte. Escuto "Samba da Bênção". Na verdade, escuto ela todos os dias. Quem conhece a música sabe do que estou falando... "Ponha um pouco de amor numa cadência e vai ver que ninguém no mundo vence a beleza que tem num samba, não."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E talvez nem seja apenas pelo prazer, até porque ser boêmio e ser do tipo de achar que tudo é muito bonito, muito artístico, tem muito de funcionalidade também. Quebra esteriótipos, consola, afloram-se virtudes, e a filosofia é cada vez menos barata. Além do que a menina mais bonita da cidade nem sempre é a que você gosta, porque nem sempre ela é a mais interessante, e de repente, por causa dessa parada de encontrar a felicidade na arte, começa-se a se perceber algumas coisas tipo isso. Nem sempre o seu sonho é uma concepeção, mas uma metamorfose estagnada na tua mente, mas que oscila no tamanho, no espaço, sei lá... e muitas vezes até dá uma guinada total que parece que não foram apenas os alvos que trocaram, mas outra pessoa nasce no meio da adolescência ou mesmo aos 30, 40, e aí vira uma loucura. Analisando, sem tanto preciosismo, a normalidade é fatigante, e, acima de tudo, uma grande mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L.&lt;br /&gt;João Pessoa, 16 de Janeiro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-3573734632916405428?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/3573734632916405428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=3573734632916405428' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/3573734632916405428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/3573734632916405428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/01/antigo-perdido.html' title='antigo, perdido...'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-6515769587944682912</id><published>2009-01-01T18:23:00.000-08:00</published><updated>2009-01-01T18:40:02.014-08:00</updated><title type='text'>e vai...</title><content type='html'>1o de Janeiro. Onze horas e vinte e três minutos, vinte e quatro agora. Eu, convivendo com a maior indisposição pós-embriaguez de toda a minha vida. Tal é teratológica, todavia prazerosa. Dá uma languidez única, vontade de ficar em casa pra sempre e de deitar e nunca levantar.&lt;br /&gt;O ano já se foi como todos os outros: de maneira muito fugaz, rápida como sopro, violenta, abrupta. Esse clichê é bem legal e interessante. Os dias passam mais velozes e tal, é tudo muito ligeiro que a gente nem aprecia muito algumas coisas. Desde que nasci, nunca vi um ano passar devagar. Todos, quando a gente menos imagina, termina. Fim.&lt;br /&gt;Quanto as missões, elas sempre prosseguem. O rompimento sistemático das datas traz aspectos importantes pra humanidade: além de organizar a rotina, concede algumas sensações ao ser humano. Tipo: esperança, novas perspectivas, novos planos, novos projetos, a idéia de "novidade" paira e faz com que nossos olhos fiquem mais candentes, e o futuro é cada vez mais esperado, anciosamente, como um prato pronto pra (desculpem a aliteração) ser devorado. Foi só um ano que se findou, uma grande besteira as comemorações, bom pra quem bebe, e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lafayette Gadelha&lt;br /&gt;João Pessoa, 1o de Janeiro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-6515769587944682912?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/6515769587944682912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=6515769587944682912' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6515769587944682912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6515769587944682912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2009/01/e-vai.html' title='e vai...'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-5360451286392611843</id><published>2008-12-27T20:01:00.000-08:00</published><updated>2008-12-27T20:31:08.884-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Na hora que  a gente tem mais vontade de escrever, geralmente, não sai nada. O jeito é apelar para a metalinguística, falando, de maneira vã, sobre a apatia momentânea para a arte de colocar algumas poucas, reles e talvez até bonitas (quem sabe) idéias no papel (ou tela de computador). Inclusive, a beleza é muito relativa, como tudo nessa vida... que é boa pra uns, má pra outros; feliz, triste. E nem sempre a opulência material é o bastante pra tornar alguém digno de felicidade, é preciso encontrar o sentido. E se não existe sentido? Eu acho que realmente não há. O tempo da gente é muito mais poesia, é muito mais vento e as cinzas de um cigarro. Triste do brother que é só alvoroço. "E lá um belo dia, o infarto, ou pior ainda, o psiquiatra"&lt;br /&gt;E o sentido? Cadê? Dane-se! O sentido só traz a patologia crônica de todos os dias...&lt;br /&gt;Voltando pra metalinguística: acho que todos os dias escrevo sobre a mesma coisa. Ou não. Minha elucidação dos meus próprios textos são sempre iguais talvez.&lt;br /&gt;Nenhum P.S.&lt;br /&gt;Vou dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lafayette Gadelha&lt;br /&gt;João Pessoa, 28 de Dezembro de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-5360451286392611843?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/5360451286392611843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=5360451286392611843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/5360451286392611843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/5360451286392611843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/12/na-hora-que-gente-tem-mais-vontade-de.html' title=''/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-5974038903404425377</id><published>2008-12-24T04:50:00.000-08:00</published><updated>2008-12-24T04:52:10.726-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='natal'/><title type='text'>chegou de novo.</title><content type='html'>Hoje nem parece Natal. Não sei se essa minha impressão deveras peculiar vem do meu asco à data ou faz parte da circunstância: parece que ainda vou ter que estudar muito ainda. Achei que aquela maratona de fazer contas e mais contas, ler sobre unificação alemã e saber o que é que a hipófise faz, tudo isso nunca ia acabar, logo não ia ter Natal, nem Ano Novo, só vestibular. Percebi agora que tudo parou: posso acordar a hora que quiser, ler o que eu quiser, finalmente, aceitar os convites incessantes de Derek para ir ao Happy Hour do Dona Branca. “Tudo muda e com toda razão”.&lt;br /&gt;Mas pra mim, o Natal ainda é a festa hipócrita que sempre achei que fosse. Esse meu sentimento ímpar de liberdade não vai extirpar essa minha concepção. Pra mim, o Carnaval e o São João são muito mais cristãos que o Natal. Hoje, as melhores ceias natalinas estarão nas mesas das casas mais abastadas ou dos que poderão ter sua ceia. E aquele papo de ajudar a galera só fica na retórica mesmo... Incluo-me nesse cosmo de hipocrisia. Por isso cobro mais ainda de mim uma postura mais forte, mais radical, mas a sociedade vem e freia. Rousseau talvez não falasse merda, quando disse que a sociedade nos corrompia. Pra mim, é a grande verdade que nos rege. O mundo criou normas insensatas, existem leis absortas que, caso o homem não as cumpra, impele na marginalização de tal do convívio.&lt;br /&gt;Não vou mentir: realmente, não gosto do Natal. Odeio musiquinhas natalinas que tocam no shopping center e aquele cenário com árvores de Natal e Papais Noéis em toda parte. Não é porque é Natal (fica provado, já que disse que não gosto nem um pouco da data), mas espero que sejamos mais altruístas, que vivamos sob a égide de que tem muita gente nesse mundo que sofre e que ajudar não é gesto de perda de tempo, nem pra chamar atenção. Feliz Natal a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lafayette Gadelha&lt;br /&gt;João Pessoa, 24 de Dezembro de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-5974038903404425377?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/5974038903404425377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=5974038903404425377' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/5974038903404425377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/5974038903404425377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/12/chegou-de-novo.html' title='chegou de novo.'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-3701151880231258455</id><published>2008-11-18T06:12:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T06:17:54.450-08:00</updated><title type='text'>Sermão do Bom Ladrão</title><content type='html'>O conceptismo do Padre mostra o talento e o garbo dele com a palavra e as idéias que são tão atuais que nem parecem escritos do século XVII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O ladrão que furta para comer não vai nem leva ao Inferno; os que não só vão mas levam, de que eu trato, são outros ladrões de maior calibre e de mais alta esfera, os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento distingue S. Basílio Magno: Não são só ladrões, diz o Santo, os que cortam bolsas ou espreitam os que se vão banhar, para lhes roubar a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos. Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco, estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam são enforcados, estes furtam e enforcam. Diógenes, que tudo via com mais aguda vista que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas e ministros de justiça levavam a enforcar uns ladrões e começou a bradar - Lá vão os ladrões grandes a enforcar os pequenos".&lt;br /&gt;(Pe. Antônio Vieira)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-3701151880231258455?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/3701151880231258455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=3701151880231258455' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/3701151880231258455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/3701151880231258455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/11/sermo-do-bom-ladro.html' title='Sermão do Bom Ladrão'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-6767889866344983174</id><published>2008-11-05T15:37:00.001-08:00</published><updated>2008-11-05T15:38:28.359-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O sistema é cada vez mais perverso e excludente. A luta é o consolo e, mutuamente, a esperança. Ela, que fica engasgada dentro de nós a cada dia, é dominada pelos donos do sistema, pelas armas do sistema, e os punhos fechados são discretíssimos, contudo ainda há força, ainda há uma nutrição desconhecida que ninguém sabe de onde vem que vez em quando nos incorpora e faz de nós um instrumento contra o tal sistema, contra os tais empreendedores do sistema. Os berros da liberdade viram murmurações perpétuas nas periferias do universo idealista, e os sorrisos, a arte, o sonho, o amor é tudo álcool.&lt;br /&gt;Somos suprimidos, e os modismos nos guiam, e os valores padronizados nos levam... Tudo numa languidez disfarçada, que te ludibria, e você vai virando pó, até as mãos do comando te segurarem e te jogarem ao vento. Aí, você é mais um grão de pó igual a todos os outros. A luta cessa, os punhos se arrefecem, a vida é a rotina e só. Até arte não tem mais. Tudo se transforma em conformação, tudo se resume em sentar e trabalhar, porque nem Deus existe mais e há desconfiança nos céus e na terra.&lt;br /&gt;Isso é o que eu chamo de uma embriaguez filosófica, um desabafo talvez, uma merda pra o sistema e sua trupe.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Olha aí, olha aí...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Benevides&lt;br /&gt;João Pessoa, hoje é 5?&lt;br /&gt;abraços.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-6767889866344983174?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/6767889866344983174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=6767889866344983174' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6767889866344983174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6767889866344983174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/11/o-sistema-cada-vez-mais-perverso-e.html' title=''/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-7236563618292643970</id><published>2008-10-22T09:09:00.000-07:00</published><updated>2008-10-22T09:17:57.788-07:00</updated><title type='text'>Ensaiozinho amador no verso da prova de biologia</title><content type='html'>Meu bem,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo cristalizou nossas esperanças, e os planos se dissiparam como papel n'água. Tememos o futuro que se edificou , em tua cabeça, semelhante a um monstro, e te fez essa menina de olhar oblíquo, de um beijo, de um "uh!"...&lt;br /&gt;Tua vida te desenhou cada vez mais sem vida, sem rota, e aceitaste tênue a infelicidade e o infortúnio que serão, ao teu contento, companheiros diletos e vitalícios.&lt;br /&gt;Vai, Maria, dá um rodeio na praça, fitando as crianças, e passa Júlia, passa Sandra, Patrícia, Vitória, e você se esquiva: "não , hoje não, outra hora" ou "após a sesta amanhã", mas prossegues na solidão, aceitando os meandros da vida estática, fria e calada, com o mesmo olhar inclinado, os lábios cerrados, sem beijo, sem "uh!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lafayette Gadelha&lt;br /&gt;João Pessoa, 13 de Outubro de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-7236563618292643970?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/7236563618292643970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=7236563618292643970' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/7236563618292643970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/7236563618292643970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/10/ensaiozinho-amador-no-verso-da-prova-de.html' title='Ensaiozinho amador no verso da prova de biologia'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-8869583393523893531</id><published>2008-09-24T14:37:00.000-07:00</published><updated>2008-09-24T14:41:17.796-07:00</updated><title type='text'>Para quem não gosta de ir ao dentista</title><content type='html'>Leiam. Muito interessante: &lt;a href="http://www.plasticobolha.com/2008/04/02/odontologia-a-farsa/"&gt;http://www.plasticobolha.com/2008/04/02/odontologia-a-farsa/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Comemorei como gol do Palmeiras. Pode até ser uma calúnia ou um engodo qualquer de um polemista, mas que agrada, agrada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lafayette Gadelha&lt;br /&gt;João Pessoa, 24 de Setembro de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-8869583393523893531?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/8869583393523893531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=8869583393523893531' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/8869583393523893531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/8869583393523893531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/09/para-quem-no-gosta-de-ir-ao-dentista.html' title='Para quem não gosta de ir ao dentista'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-4534907680906611883</id><published>2008-09-14T15:19:00.000-07:00</published><updated>2008-09-14T15:24:19.039-07:00</updated><title type='text'>Seu Expedito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A gente chegava na Companhia e ele estava lá sentado com os amigos, inclusive a pagar todos os custos da mesa, tomando seu chopp na caneca fria e separada, exclusivamente, para ele. Sempre era hospitaleiro com todos os clientes, conosco principalmente, e como prova da sua polidez perene, é a sinuca no canto do bar, a qual foi uma petição nossa, freqüentadores fidedignos de lá.&lt;br /&gt;Nem era tão próximo dele, mas o seu semblante era capaz de inebriar o homem mais frio da cidade e cativar os mais depressivos e acanhados indivíduos que ali fossem chorar suas mágoas de amor. Seu Expedito viajou para uma dimensão desconhecida. Agora, paira apenas o pranto dos garçons sobre os copos do bar, a voz cada vez mais tênue do cantor e a solidão de seus companheiros de boemia.&lt;br /&gt;Subordinados aos vícios da noite, jamais cessaremos nossa freqüência rotineira àquela taberna, embora a sua singularidade tenha se esvaído tão abruptamente com a morte dele, de modo que assim o faremos como forma de homenagem, gratidão e devotamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lafayette Gadelha&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;João Pessoa, 14 de Setembro de 2008.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-4534907680906611883?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/4534907680906611883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=4534907680906611883' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/4534907680906611883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/4534907680906611883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/09/seu-expedito.html' title='Seu Expedito'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-4912287135269747032</id><published>2008-09-07T21:35:00.000-07:00</published><updated>2008-09-07T22:27:13.350-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É setembro e por isso não chove mais. O verão começa a tomar a cidade e é o vento que anuncia isso, livrando-se lentamente do cheiro da chuva que o envolve de maio a agosto.&lt;br /&gt;E assim eu também vou me desprendendo desses ares de terra fria, da água que cai sem parar e me empurra tanto para dentro de mim mesma, como se as tempestades fossem de ferro e circundassem todo o espaço que há fora da minha alma e do meu corpo, obrigando-me a uma reclusão triste nas curtas e vagas extensões que possuo e que chamo de só minhas.&lt;br /&gt;Os lugares, as horas, as brisas e o movimento das marés têm esse poder: fecham e abrem meu coraçao quando bem entendem, nao sou dona dele, viro escrava, umas vezes exangue, despedaçada, inerte; outras vezes histérica e eufórica, como se toda a falta de lucidez da natureza tomasse conta da maneira como não desbravo meus caminhos e não conduzo minha vida.&lt;br /&gt;Eu sempre soube que estava acorrentada aos humores da natureza, desde que, depois de visitar  Aracati e tornar-me tão íntima do seu espírito, dos seus movimentos e odores, senti, a tantos quilometros de distância, o cheiro de sua praia numa aragem que atravessa estados e traz para a aridez do sertão a delícia da maresia. Pensei que estava na praia, eu, naquele instante enterrada na depressão sertaneja que começa na serra da viraçao e torna toda aquela região tao mais longínqua e distante do que na verdade é. Meus pés já pisavam uma rede de pescador, sujos de areia molhada e de sargaço.&lt;br /&gt;Setembro me transporta para outros setembros.  E os setembros, que era tão felizes por expulsarem a chuva e trazerem de volta o calor e a luz, agora são impotentes diante da profundidade do meu claustro. Meus minutos, nesses últimos temporais, foram mais longos ,até mesmo que os longos minutos de inverno, e ,assim, fui me embrenhando no meu peito sem nenhum limite, tanto que agora acho que nem consigo ver o ponto de onde saí, o retorno parece imensamente demorado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-4912287135269747032?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/4912287135269747032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=4912287135269747032' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/4912287135269747032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/4912287135269747032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/09/setembro-e-por-isso-no-chove-mais.html' title=''/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-1507793503277211858</id><published>2008-08-18T09:22:00.000-07:00</published><updated>2008-08-18T09:28:00.099-07:00</updated><title type='text'>"cada um de nós é um universo, pedro"</title><content type='html'>Pedro escutava o chorinho do violão e fitava o reflexo da lua sobre o mar, categoricamente lindo, ao passo que os seus pensamentos eram só melancolias e prantos intrínsecos, era como se ela começasse a se tornar um mito e o tempo dos dois se encerrava tão abruptamente que era quase incrível pensar e idealizar o semblante dela ou tentar, debalde, recordar algumas palavras que soavam da sua boca.&lt;br /&gt;Bebia cerveja. Não era o seu costume, mas, naquela noite, particularmente, a escolheu como sua amiga dileta que iria compartilhar com ele suas dores, ao lado da voz do velhinho que tocava suas músicas prediletas, por isso os goles eram cada vez mais vagarosos, representando sua tentativa vã de eternizar aquele momento e ficar observando o luar por toda sua existência. A platéia era pequena. Além de Pedro, haviam mais três pessoas: um casal de namorados, que se reconciliavam de um litígio passageiro e um amigo do cantor, que resolveu comparecer, já que eram incessantes e diuturnos os convites do artista a toda sua turba de companheiros de boemia. O escasso público tornava o ambiente ainda mais triste, salvo o casal, o qual Pedro observava com uma pontinha de inveja, mas a lícita, que se representava como um desejo incisivo de também ter seu amor de volta, todavia ela estava longe dele e, certamente, não estaria pensando nele, nem lastimando a separação, deveras infortunada.&lt;br /&gt;O velhinho, semelhante a Pedro, não tinha nenhum pretexto ou causa que o fizesse congratular-se. O sentido da vida perdia o prumo, e o vácuo pairava perante seus fardos, sua mente. Aguardava a morte, serenamente, sem pressa alguma, contudo privado de qualquer alvoroço em viver ou ainda um otimismo subjetivo que o fizesse galgar planos e receber triunfos advindos de sei lá o que. A tristeza o consumia, uma tristeza sem esperança, uma nostalgia sem perspectiva e sem vontade.&lt;br /&gt;O sono calejava os olhos de Pedro. Motivos? A insônia e a cerveja. Os demônios que circundavam-no, além do amor. Ah, o amor de Pedro. Tudo virara quimera nos últimos dias, pois já era quase impossível lembrar-se do seu mais demorado encontro com ela. Tudo se escondia na sua cabeça, todas as características dela: o recato, o garbo, o charme... Tudo se encravava num túmulo, onde no epitáfio estava escrito um verso de Byron.&lt;br /&gt;Pedro não era um pedreiro, nem muito menos chegava para esperar o trem, porém o seu sofrimento pela separação, pelo seu adeus mais íntimo era do tamanho de um universo inteiro. A sua consolação era a dor extrínseca do velhinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lafayette Gadelha&lt;br /&gt;João Pessoa, 18 de Agosto de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-1507793503277211858?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/1507793503277211858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=1507793503277211858' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/1507793503277211858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/1507793503277211858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/08/cada-um-de-ns-um-universo-pedro.html' title='&quot;cada um de nós é um universo, pedro&quot;'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-2009703850577088802</id><published>2008-07-18T23:40:00.000-07:00</published><updated>2008-07-18T23:46:26.235-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Subitamente, tudo que se aprendeu durante anos torna-se absolutamente irreconhecível.Os valores aparecem carentes de significados, um vazio completo, milhões de estradas a serem contruídas,o passado são ruínas inescrutáveis. De nada adianta ter vivido, no fim das contas é só você e o presente, um presente cada vez menos passado, cada vez mais futuro. Entretanto, apenas presente, indissolúvel, absurdamente desafiador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-2009703850577088802?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/2009703850577088802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=2009703850577088802' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/2009703850577088802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/2009703850577088802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/07/subitamente-tudo-que-se-aprendeu.html' title=''/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-2477202746220308587</id><published>2008-07-15T20:48:00.000-07:00</published><updated>2008-07-15T20:49:43.218-07:00</updated><title type='text'>Ficção</title><content type='html'>Oswaldo e Letícia chegavam às oito da matinê. Felizes e, ligeiramente tomados pelo efeito de alguns goles de cerveja, eles escarneciam e criavam anedotas com tudo que viam. A fumaça do cigarro tomava a calçada e irritava um velhinho transeunte que, absorto, pensava na sua morte vindoura. A noite havia sido divertida, os dois irmãos conversaram, pela primeira vez, de maneira mais íntima e privada de pudores, o que o faziam mais felizes e mais confiantes, pois, depois da morte da sua mãe, há mais de um ano, era como se o corpo deles não tivesse qualquer serventia ou funcionalidade, semelhante a flor que murcha, mesmo que esteja no jardim mais candente da vizinhança. Porém a vida, agora, era uma prova, como um jogo de sobrevivência, onde eles teriam que se unir, pranteando a dor e sorrindo forte, nos momentos de vitória. Os óbices, deveras, não saíam da estrada ainda, nem nunca sairiam, contudo o tempo lhes pronunciaria as missões pelas quais eles atenuariam os obstáculos.&lt;br /&gt;Agora, no sofá da casa, fitavam-se, de maneira bucólica e trivial, se amando como Paulo ensinou. Ambos se fascinavam com os recados que os olhos firmes enviavam mutuamente, tornando-se tudo mais elucidativo para eles, e o sentido da vida encetava a ressurgir, com rumores de paz e felicidade, o que tanto possuíam anseio. A morte era, a cada dia, mais natural e adaptável, posto que, paulatinamente, a vida recompunha-se com muitos esforços e dedicação com o interior e com as reflexões, as quais os lecionavam a aplicarem o amor. Agora, parecia que Deus realmente voltava a existir e o ceticismo fenecia como uma pluma no vento; a fé era mais inabalável que tudo e os valores menos tênues. Letícia abriu um sorriso mais singelo e genuíno, porque Oswaldo já dormia, falando, com a dificuldade de eloqüência dos ébrios, sentenças frívolas. A irmã o levou até a rede, fez-lhe carinhos, até ele adormecer de vez, pedindo mais cerveja e falando de suas eternas paixões e foi até a varanda devorar o seu terceiro e último cigarro da noite. A brisa era lânguida e fria, e ela sentia o cheiro da mãe, ainda que o tempo lhe apagasse da memória tal odor, mas o espírito parecia ser bem mais tenaz e a presença materna pairava cada vez com mais certeza. Verteu-se uma única lágrima, todavia a mais sincera de toda a sua vida. Voltou e dormiu na redinha ao lado de Oswaldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lafayette Gadelha&lt;br /&gt;João Pessoa, 16 de Julho de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-2477202746220308587?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/2477202746220308587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=2477202746220308587' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/2477202746220308587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/2477202746220308587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/07/fico.html' title='Ficção'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-807156293585266188</id><published>2008-07-08T22:39:00.000-07:00</published><updated>2008-07-20T14:44:04.752-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O apartamento é um vazio sem ela. Se nós tirássemos todos os móveis e deixássemos apenas cheiro, silêncio e paredes, ainda assim ele estaria cheio, pois embora naquele tempo ela nao fosse toda a completude da casa, agora é como se , sem ela, nada existisse além de sombras, um amor caminhando às cegas num deserto de melancolia.&lt;br /&gt;Todo gol é menos gol, o palmeiras é menos palmeiras e o álcool é tudo de melhor na vida. O que entorpece é tão sublime quanto ser um pequeno animal inocente brincando sem qualquer idéia de que um caçador astuto está na espreita : o dia seguinte, todos os dias que virão.&lt;br /&gt;O que restou do corpo dela ainda guarda a alegria transbordante, a humanidade incondicional, o desejo de luta, as dores, suas mágoas, suas tristezas? Só imagino um cadáver fétido, um esqueleto que a terra chama para si dia a dia, uma ausência absoluta dos seus movimentos tão ávidos dos próximos e dos próximos. Nada da vontade de nunca repousar, da celeridade e da ternura tão breve, mas tão profunda que agora, em minha recordaçao, parece infinita, imensa.&lt;br /&gt;A memória é uma traidora.O que antes era insignificante e por assim o ser, esvaiu-se, agora é da maior importância, é crucial e seu esquecimento, doloroso. Queria mais e mais lembranças, mais e mais.&lt;br /&gt;Ela tinha os olhos vivos e o espírito inquieto, podia chorar como um bebê e sua explosão de ódio era a de um titã. Eu procuro açao em suas fotografias, procuro pra onde foi depois delas, exploro as bordas do retrato em busca de sua imagem caminhante, como se ela tivesse se escondido além daquele papel.Procuro uma continuaçao daquele instante lindo onde ela existia, não estática, mas quando sorria e interagia, onde poderia me falar, me beijar e rir comigo até chorar.&lt;br /&gt;Agora, olhando tudo que é inanimado que ainda há dela ao meu redor, eu choro até rir da ironia da vida, dos percalços, das curvas em que a gente não reduz e fatalmente derrapa e acaba num acostamento poeirento, cheio de mosquitos e plantas que dão alergia, como os do sertão. Da ironia que é suas roupas existirem no seu guarda-roupa, seus livros me observarem da estante, da sua maquiagem ainda me servir, dos poder ler seus escritos, tinta azul em papel branco, de carregar sua bolsa e encher com minhas sujeiras, da ironia que tudo isso, tão frágeis objetos, uma folha que pode ser amassada com um aperto de mão, um livro que pode ser queimado, como os papéis, um pó compacto, que, caindo no chão nunca mais pode ser utilizado, suas roupas, que posso picotar em pedacinhos,subsistam parecendo imortais, enquanto ela, um corpo vigoroso, uma atitude incansável, uma mente inteligente e um caráter firme, jaz como menos que tudo que me serve e a serviu sem nenhum valor, sem nunca ser amado nem nos amar. '&lt;br /&gt;E nós, que nos amávamos tanto e que servíamos uma a outra com sacrifício e zelo, estamos separadas pela frieza do seu corpo, pela incapacidade irreversível que ele tem de me envolver.&lt;br /&gt;Minha flor, você tinha cheiro de tangerina e espero que ainda tenha, suas cinzas vão cheirar a tangerina e daqui a muitos e muitos anos, quando aquele cemitério for tomado pelo vento e pelo vento, quando seu túmulo for uma ruína e você nada mais tiver de pele, músculos e ossos, ainda assim, suas cinzas vão cheirar a tangerina e seguirão com a brisa e um bando de pássaros para uma praia distante,onde um menino imensamente alegre numa manhã irresistível de verão dirá para um pai surpreso: pai, construí um castelo de areia que cheira a tangerina. E você será esse castelo, outra vez o vento lhe levará para longe e eu nunca mais vou saber onde você está. Como desde o dia em que você sumiu e sua voz só ficou num vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-807156293585266188?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/807156293585266188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=807156293585266188' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/807156293585266188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/807156293585266188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/07/o-apartamento-um-vazio-sem-ela.html' title=''/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-8645198583047630599</id><published>2008-07-06T22:35:00.000-07:00</published><updated>2008-07-06T22:36:32.041-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>(Olha, benzinho, cuidadoCom o seu resfriadoNão pegue serenoNão tome geladoO gim é um venenoCuidado, benzinhoNão beba demaisSe guarde para mimA ausência é um sofrimentoE se tiver um momentoMe escreva um carinhoE mande o dinheiroPro apartamentoPorque o vencimentoNão é como eu:Não pode esperarO amor é uma agoniaVem de noite, vai de diaÉ uma alegriaE de repenteUma vontade de chorar)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-8645198583047630599?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/8645198583047630599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=8645198583047630599' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/8645198583047630599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/8645198583047630599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/07/olha-benzinho-cuidadocom-o-seu.html' title=''/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-2284455253701649604</id><published>2008-06-20T23:25:00.000-07:00</published><updated>2008-06-24T21:53:03.695-07:00</updated><title type='text'>04:15.</title><content type='html'>Hoje tive certeza de que o meu relógio biológico é mesmo completamente alterado. Ontem fui dormir às 7 da manhã e acordei às 11, morrendo de sono ainda. Passei o dia naquele estado de tudo "é uma cópia, de uma cópia, de uma cópia" ou o que seja, o raciocínio mas lento da história, um frio de matar no meio dos trópicos. Esse cinza que não deixa a cidade. Quero dias ensolarados de novo, cansei da sensação de estar na Escandinávia. Tudo bem, é exagero, mas eu sempre fui assim e isso não é bom, tudo acaba sendo fatalmente intenso. A sensação de Escandinávia é um pouco como a de estar envolta pela bruma entediante de "Os outros", com Nicole Kidman. Lógico que não me sinto assim há meses, porque há meses que chove sem parar, mas, de vez em quando, baixa a sueca e eu fico assim.&lt;br /&gt;Comi tanta geléia de morango com queijo e torrada que acho que nunca mais quero ver geléia na vida. Estou com medo de ver o dia nascer, queria estar disposta pra Campina, amanhã. Nunca mais acredito nessa história de que você deve passar um dia morrendo de sono pra dormir cedo à noite. Comigo nunca, nunca funcionou, a nao ser no extremo dos extremos, quando eu passava 3 dias sem dormir.&lt;br /&gt;Também fico sem vontade de ler, esperando alguma conversa interessante no msn ou uma notícia interessante sair. Estou lendo "Paula" faz quase um mês. O ruim das férias é que você acha que tem tempo para ler todos os livros que estavam na espera e mais os que você comprou num dia sueco na livraria e então acaba não lendo nenhum.&lt;br /&gt;Tem os livros 'fáceis' que ficam na cabeceira para momentos como este. Aqui tenho "Você é o que você come", que manda a gente só comer sementes de girassol, nunca carne, nada com cafeína, açúcar. Praticamente o iridologista que disse me proibiu de comer tomate. Tudo com tomate é bom e não é como essa geléia.&lt;br /&gt;O iridologista é o especialista da íris. Ele tem um monte de fotos de olhos saudáveis e doentes no  consultório, pega um aparelhinho com uma luzinha e diz se você tem um distúrbio no pulmão, no fígado, nos rins, o quão ansioso você é, até seu grau de melancolia. Minha irmã, que é médica, diz que não acredita nisso, mas todo mundo que vai lá fica impressionado com os acertos do homem e com as melhoras subsequentes. Inclusive a avó dela, a mãe e a prima. Acho que, na verdade, todos que vão se consultar no iridologista têm uma propensão maior a crer nesse tipo de ciência (será que Carl Sagan chamaria de pseudociência?), logo, as melhoras aparecem, mais ou menos expressivamente. Não acredito totalmente no potencial de transformação do iridologista, mas acho que pode ter, sim, um fundamento. Acontece que também sou meio fã de terapias alternativas.&lt;br /&gt;Na época eu  fiquei deslumbrada, porque ele disse que os meus olhos não eram realmente castanhos, eles estavam apenas opacos, na verdade, ele disse, você é dona de lindos olhos cor de mel que podem ficar verdes se você seguir essa alimentação aqui. Sério. Ele disse que a felicidade faz brilhar os olhos e, por causa disso, eles podem ficar mais claros. Eu gosto de poesia, portanto, engoli essa, maravihada.&lt;br /&gt;A alimentação que ele passou era a proibição de quase tudo que eu amo comer, principalmente tomates. E comer alimentos vivos. Se cozinhar, eles morrem. Ele recomendou que eu comesse muito brócolis, mas vivo, ou seja, cru. Jô, que cozinha aqui em casa, morria de raiva dessa história de alimento vivo e morto, não colaborava em nada, aí eu abandonei o plano e o sonho de ver minha íris verde.&lt;br /&gt;Dona Giselda crê na pomada do vovô Pedro, que é um remédio espírita que promete curar até câncer. Lella, minha irmã, fica com raiva porque diz que é perigoso, imagina se pacientes com câncer trocam quimioterapia por pomada do vovô Pedro? Dona Giselda me deu uma, eu cheguei a usar numa micose, mas confesso que, um pouco por causa de Lella, não levei muito a sério. Minha pomada do vovô Pedro é água rabelo. Eu uso água rabelo pra todas as coisas e, engraçado, sempre acho que funciona.&lt;br /&gt;Minha tia ficou impressionada com a minha paixão por água rabelo, porque disse que minha bisavó também usava água rabelo pra tudo, todo dia tomava um gole, não vivia sem. E eu nunca soube disso, nem conheci vovó Benigna. Minha tia disse que a genética é, realmente, muito curiosa, porque foi só eu ter contato com esse líquido mágico pra me apegar a ele, sem nenhuma influência cultural da minha bisavó. Como se eu tivesse nascido na selva e, ao me deparar com música clássica, me apaixonasse a primeira vista, sem saber que todos os meus antepassados também eram loucos por música clássica.&lt;br /&gt;Os outros livros "fáceis" da minha cabeceira: a vida de Botticelli, que eu acho que nunca nem abri, só vejo as fotos dos quadros e isso é suficiente pra dizer, nossa, eu amo Botticelli. Uh. E, claro, Baltasar Gracián, que leio sempre que posso, as mesmas coisas, sempre achando significados diferentes de acordo com o dia e com a fase. Hoje li que os livros nos tornam fielmente em verdadeiras pessoas, que ler é a primeira etapa da vida. Depois, devemos registrar tudo o que vemos e viajar o tanto quanto possível, pois nem tudo que há de bom está numa terra só. E, por fim, filosofar, que ele elege como o mais sublime dos prazeres.&lt;br /&gt;Agora esquentou, mas eu ainda me sinto "escandinávia". Maldade com a Islândia, que é o país mais feliz do mundo, com seus 300.000 habitantes. Minha amiga islandesa disse que encontra o primeiro-ministro caminhando nas ruas.&lt;br /&gt;Tento dormir? É um esforço tão grande que me cansa e perturba só de pensar.&lt;br /&gt;Tento dormir ou isso vai ficar mais samba do crioulo doido ainda.&lt;br /&gt;Myriam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-2284455253701649604?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/2284455253701649604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=2284455253701649604' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/2284455253701649604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/2284455253701649604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/06/0415.html' title='04:15.'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-6951126627571363200</id><published>2008-06-04T11:23:00.000-07:00</published><updated>2008-06-04T11:25:23.427-07:00</updated><title type='text'>A porca de Lilice</title><content type='html'>Lilice é minha irmã mais nova de oito anos. Não vou defini-la como qualquer menina de sua classe e idade, pois geralmente, Lilice surpreende a todos com tiradas fantásticas e assertivas inteligentes. Acredito que seu pensamento é, inclusive, mais profundo do que ela nos deixa perceber. Outro dia perguntou-me de onde vinha Deus e quanto era o tempo Dele, já que não compreendia como algo podia ter sempre existido, tampouco existir para sempre. A eternidade é, para ela, como para todos, imagino, um conceito infinitamente maior que o alcance da mente humana. Em algum verão, enquanto olhávamos o horizonte lilás pincelado de laranja, Lilice comentou como aquela visão era linda e que, se possuísse o dom de pintar, pintaria aquele cenário estarrecedor. Ela tinha quatro anos à época. Entre suas opiniões políticas, está a de que Juscelino foi o maior presidente do Brasil, visto que Getúlio não passava de um covarde que entregou-se à morte e abandonou seu país. Além de tudo, Lilice possui grande envergadura moral e caráter firme.&lt;br /&gt;Por essas e outras, papai acha minha irmãzinha um ser único e dotado de uma capacidade intelectual além do normal. Assim, resolveu presenteá-la com uma porca para guardar moedas, desde que ela respondesse às perguntas por ele formuladas todas as noites. Como ela estava apta a responder a maioria das questões, as moedas logo foram deixadas de lado e a porquinha rosa de Lilice ganhou cédulas de 10, 20 e 50 reais. Era um estouro. Para estimulá-la ainda mais em sua busca pelo conhecimento, eu e meu irmão Lafa, de dezessete anos, também entramos no jogo disputando o dinheiro. Para minha pequena flor a brincadeira ficou mais difícil: agora, não era necessário apenas que ela respondesse tudo corretamente, era preciso também que eu e Lafa errássemos o que nos era indagado!&lt;br /&gt;A mim, destinavam-se os mais cruéis questionamentos do direito penal e do processo civil, matéria esta última que ainda nem tive o prazer de estudar na faculdade, de forma que havia uma certa trapaça no divertimento,o que garantia à Lilice quase sempre,a vitória. Lafa ficava a cargo de discorrer a respeito de fatos históricos de forma extremamente subjetiva, de rapidamente ter que lembrar a capital do Uzbequistão ou a personalidade de um personagem absurdamente secundário de um livro esquecido. Enfim, Lilice tornava-se, de um jeito ou de outro, a campeã soberana e sua porquinha, por conseguinte, ficava cada vez mais rica e gorda.&lt;br /&gt;No último dia, antes de abrirmos o cofrinho, eu e meu irmão já esgotados e fartos de derrota, decidimos recusar nosso direito de resposta e fazer o êxito de Lilice ainda mais grandioso: assumimos expressamente que não tínhamos a menor chance e que seu embate seria contra seu próprio raciocínio e intelecto, ela seria sua própria rival. Na minha casa, as crianças nunca foram tratadas como crianças e nosso feitio moral foi construído passo a passo através de exercícios como o aqui descrito, além de outras duras pelejas seguidas de penas desenvolvidas com a destinação de criar indivíduos excepcionalmente fortes e irresistíveis às batalhas da vida. Ainda não é sabido se tal método funciona, mas, para mim, o efeito parece ter sido o oposto do esperado, uma vez que me vejo frágil e vulnerável aos humores diários.&lt;br /&gt;Mas bem, voltando, a pergunta foi: em que situação Anne Frank escreveu seu diário? Os olhinhos de Lilice brilharam de emoção e a resposta foi instantânea: ela estava se escondendo de Hitler, que perseguia todos de sua estirpe. Ok, ela não usou estirpe, mas não é fácil saber, à idade de 8 anos, que Hitler buscava todos os judeus para destruir. Mas Lilice sabia. Ela tem um apetite insaciável por conhecimento, talvez mais por natureza, do que pelos estímulos lúdicos de meu pai. A porquinha ganhou mais 20 reais e no dia seguinte,minha irmã esparramou-se no sofá como um velho ganhador de dinheiro, contando cédula por cédula, moeda por moeda e, passados vinte minutos, concluiu que detinha a quantia significativa de seiscentos reais.&lt;br /&gt;Por sermos humildes vencidos, parentes pobres rodeando sua fortuna, fomos agraciados, eu e meu irmão, cada um com cinqüenta reais. Didi, sua babá, recebeu também cinqüenta. O resto, ela decidiu que gastaria no final de semana em Recife, naquele imenso templo do consumo que é o shopping center da capital pernambucana. Agora tenho que falar dos defeitos dessa doce infanta: é uma gastadora nata, uma consumidora cruel, boa vida, ambiciosa e avarenta. Lilice ama o dinheiro e tudo o que ele pode comprar: Barbies e outras bonecas, vestidos da última moda, cadernos coloridos, papéis de carta perfumados, lápis com tinta brilhante, conjuntinhos de chá de porcelana, fantasias de todos os tipos, livros cheios de figuras, cds (de boa música, é preciso ressaltar).&lt;br /&gt;Não tem culpa. Aliás, se podemos culpar nossa natureza, talvez tenha. E da natureza unida a um meio propício para que a ela demos vazão, um comportamento harmonioso e rijo surge, já cheio de percalços para ser mudado. Lilice gosta de ter e, até então, poucas coisas a impedem de ter o que deseja. Ela acredita que sua personalidade exige muito para estar plena e que, para tanto, deve angariar todos os objetos e utilizar todos os serviços que estão sintonizados com o seu interior. Ou seja, suas atitudes enérgicas demandam uma barbie estilo caratê e suas necessidades sentimentais pedem os cadernos coloridos e os lápis com tinta brilhante, a fim de que o pensamento flua melhor no papel e que, ao lê-lo, todos saibam que foi Lilice que escreveu aquilo, não apenas devido à marcante forma de opinar, mas também à maneira como a idéia se apresenta. Seu quarto deve ser decorado em fundamental simetria com seu eu. Ela deve comer manteiga de amendoim porque identifica-se com as personagens dos filmes americanos que comem manteiga de amendoim. E comprar em uma loja que também venda a distinção de sua individualidade. As coisas são um reflexo de seu ser.&lt;br /&gt;Enfim, ao procurar o conhecimento porque o ama, Lilice não erra em nada, muito pelo contrário, só acerta. Ao ganhar dinheiro com seu conhecimento, também apenas une o útil ao agradável. Ao despejar seu íntimo em tudo que é tangível, ela torna-se uma fortíssima figura de seu tempo, ainda que tal característica seja um sentimento humano bastante enraizado, que apenas se mostra mais forte nas últimas décadas devido ao contexto econômico e social por que a humanidade passa e para o qual caminha. Mas esta expressão do homem moderno não atinge a todos, como é sabido. E para mim, uma pobre alienada também envolvida pelos valores do consumo e da necessidade de transferir-me para objetos, marcas e serviços, o alcance desta percepção foi triste e inesquecível.&lt;br /&gt;Ao sair de casa carregando um pesado Vade Mecum, um livro de direito civil e uma pilha de xérox, inebriada por toda a beleza do direito, saí do trancado universo claro e perfeito das leis, bem vestida, branca e longa, para inserir-me na cena bárbara que corria no terreno baldio ao lado do meu prédio: o que primeiro me chamou a atenção não foram os seres humanos maltrapilhos que sempre estão por ali buscando restos do que comemos e do que usamos, os cadáveres dos objetos para onde transferimos com tanto orgulho e paixão nossas personalidades, mas sim para o rosa claro da porquinha quebrada de Lilice que contrastava com o barro do terreno, com o preto das latas de lixo e com o marrom da pele das duas menininhas, provavelmente tão jovens em idade quanto minha irmã.&lt;br /&gt;Duas abandonadas, descalças, longe do que conhecemos, porque embora seja uma cena comum, é geralmente ignorada e se esvai de nossa memória por não merecer nossa atenção. Duas abandonadas já apaixonadas pelo brinquedo sujo, rosa bebê, quebrado, tão maltrapilho e abandonado quanto elas. Lilice já não o queria. Ele já não atendia aos seus desejos, fora descartado e agora era extremamente amado pelas desconhecidas. Fizeram-se donas da porquinha. O zelador do meu prédio, que fora esvaziar o resto do lixo dos apartamentos no terreno, olhou-as severamente, avaliou a porca e as mandou embora, deixando que levassem o objeto. Elas em nada se importaram por terem sido despejadas de um terreno baldio e fétido, como saíram transbordando uma alegria escandalosa, que Lilice jamais sentiria ao ganhar sessenta reais para mais uma barbie apática que fosse expor na prateleira.&lt;br /&gt;Myriam Gadelha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-6951126627571363200?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/6951126627571363200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=6951126627571363200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6951126627571363200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6951126627571363200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/06/porca-de-lilice.html' title='A porca de Lilice'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-7124817092931477086</id><published>2008-05-29T21:14:00.000-07:00</published><updated>2008-05-29T21:26:28.187-07:00</updated><title type='text'>Da noite</title><content type='html'>Tenho um colega chamado Thiago, porém todos o conhecem pelo vulgo "Venâncio". Pois é, esse mesmo, caro leitor.&lt;br /&gt;Estou em sua companhia, agora, metodicamente, neste instante, a fazer nada, entrando no total e completo ócio mais inimaginável, aquele que, de tão estático, gera a dor e a melancolia, mas principalmente, a prosa.&lt;br /&gt;Prosamos muito. Sobre os mais sortidos temas, os quais nunca cessávamos um instante de alegria e descontração, para debatermos e dialogarmos sobre tais. É certo que os assuntos, apesar de possuírem uma essência sisuda, eram recheados por anedotas maquinadas por nós.&lt;br /&gt;Um desses diálogos povoava no fato de como a sociedade nos reprime e nos extrangula, a fim de que vistamos um padrão de ente e que, nele, vivamos por toda existência, renunciando ações deleitosas ao nosso gosto, maquinando personalidades conflituosas e hipócritas. O mundo nos controla, o sistema nos impõe as regras. E nós obedecemos. Hein, Venâncio? Leitor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lafayette Gadelha&lt;br /&gt;João Pessoa, 30 de Maio de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-7124817092931477086?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/7124817092931477086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=7124817092931477086' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/7124817092931477086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/7124817092931477086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/05/da-noite.html' title='Da noite'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-778264947170588987</id><published>2008-05-19T16:04:00.000-07:00</published><updated>2008-05-19T16:54:17.018-07:00</updated><title type='text'>Batuca, bebe e beija...</title><content type='html'>...enquanto isso, o povo paraibano, principalmente, os que fazem parte de uma conjuntura que estamos bem distante dela, vivem sob ditaduras, genuínos holocaustos, a resignar-se a um Estado e a uma sociedade exludentes e indifirentes aos seus problemas, todavia possuem a rebeldia instrínseca, impossível de tomar controle e que, de maneira fugaz, explode, resultando em mais problemas que, infelizmente violam a segurança e os próprios valores.&lt;br /&gt;Às vezes, encontro com Rosinaldo, menino de rua que aprendeu a se virar com um malabarismo de circo amador, mas é este que promove o seu "sustento" de garoto púbere, seus vícios e, quem sabe, um pão pra matar a fome, quando já está em seu limite. Ele trabalha no semáforo em frente ao Mercado de Artesanato, mas, esporadicamente, o vejo na sorveteria, onde lhe pago um sorvete e converso sobre seus estudos e sobre sua família. Ele é sincero e fala, apressadamente, sem dar pausas nos intervalos das palavras, que não vai muito a escola, mas está matriculado, em uma escola do município. Ao final da prosa, pede-me melindroso uns trocados e roupas velhas.&lt;br /&gt;Talvez Rosinaldo, não saiba, mas ele é ludibriado, a toda hora, porque um dos homens que deveria lhe proporcionar necessidades básicas, que governa um Estado da República, batuca, bebe e beija.&lt;br /&gt;A Paraíba carece de políticos de que se sintam mal, ao ver a situações como a de Rosinaldo, que seja instalada uma revolta que os tome e os façam dotados do espírito público mais verdadeiro. Afinal, o sofrimento gera a compaixão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-778264947170588987?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/778264947170588987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=778264947170588987' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/778264947170588987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/778264947170588987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/05/batuca-bebe-e-beija.html' title='Batuca, bebe e beija...'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-6992369819799346455</id><published>2008-04-14T09:33:00.000-07:00</published><updated>2008-04-14T09:54:38.218-07:00</updated><title type='text'>Do aritgo abaixo</title><content type='html'>Uma verdadeira lição de vida:&lt;br /&gt;Surto eclesiástico:&lt;br /&gt;I Coríntios 6:10 - "Nenhum bêbado herdará o reino dos céus".&lt;br /&gt;Romanos 1:29 - " Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opinião: aplausos a colunista, por favor&lt;br /&gt;Enquete: comentários, abraços.&lt;br /&gt;Conclusão: Ana e Lake, certamente, no fim dos tempos, queimarão no fogo do inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- São Paulo, novamente, vence com ilegalidades. Domingo nos veremos, bambis.&lt;br /&gt;2- Por falar em cheias, no sertão, Myriam, quem puder ajudar, de verdade, a galera lá, principalmente em Sousa, manda donativos pro 15o DT aqui em João Pessoa. Acho que é assim mesmo.&lt;br /&gt;3- Próximo tema, Myriam: "a amplitude da arte".&lt;br /&gt;4- Show de Toquinho e MPB4 em Recife daqui a 15 dias. Comprarei meu ingresso, imediatamente.&lt;br /&gt;5- Dia de Tiradentes está próximo. Creio que vou escrever um texto radicalmente nacionalista a maneira de Policarpo Quaresma. Enquete: comentários, abraços.&lt;br /&gt;7- Tentando, debalde, dar uma sisudez ao blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços.&lt;br /&gt;Lafayette Gadelha&lt;br /&gt;João Pessoa, 14 de abril de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-6992369819799346455?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/6992369819799346455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=6992369819799346455' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6992369819799346455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6992369819799346455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/04/do-aritgo-abaixo.html' title='Do aritgo abaixo'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-7728633937757511442</id><published>2008-04-13T21:29:00.000-07:00</published><updated>2008-04-13T22:56:50.340-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Insônia. Liguei pra Lafa pra saber a senha do blog.&lt;br /&gt;Uma hora estudando direito penal, outra hora orkut-msn.&lt;br /&gt;E nem estou pensando muita coisa pra escrever.Aliás, acho que só pensei em coisas inúteis.&lt;br /&gt;Pensei na utilidade de se ter consciencia que se tem consciência, de novo.&lt;br /&gt;Pensei que gostaria muito de saber gramática.&lt;br /&gt;Pensei que existem poucas doutrinadoras mulheres.&lt;br /&gt;Pensei que os dias passam rápido.&lt;br /&gt;No quanto eu tenho odiado fim de semana (estarei virando nerd, enfim?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí Ana me disse agora que, já que eu queria escrever alguma coisa de todo jeito, devia escrever sobre a super aventura dela neste final de semana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;escreve&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;aventura&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;*minha&lt;br /&gt;Myriam diz:&lt;br /&gt;posso????????&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;pode&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;qr fazer as paginas pretas tbm?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constataçao da minha felicidade: posso???????&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;eu quero ler essa palhaçada que tu vaii escrever&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;caralho, odeio esse tipo de expectativa.&lt;br /&gt;e Lafa agora vai me expulsar do blog sério-político-filosófico dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Myriam diz:&lt;br /&gt;vou me concentrar na narrativa do teu fim de semana&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;no blog?&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;num é minha historia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ela nao compreende)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;i então&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;escreva&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;la no blog minha historiaa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Alguém vai ler isso?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim de semana de Ana&lt;br /&gt;Começou na quinta-feira com a subtracao de sua pessoa pelo maior Diego&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Myriam diz:&lt;br /&gt;vamos mudar o nome de lake ne&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;bote: Diego&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;kkkkkkk&lt;br /&gt;Myriam diz:&lt;br /&gt;ai vcs foram p onde na quinta?&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;na quinta&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;ele passou aqui em casa&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;eu estava com 7 caixas de cerveja.&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;84 latinhas&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;começamos bbendo&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;na calçadinha depois fomos p casa dele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana e Lake bebem muito. Eles beberam, beberam e adormeceram no salao de festas da casa dele. Ana sentou encostada na parede e Lake deitou no colo dela. História chata do caralho. To quase desistindo. E nao vou criar um novo estilo literário assim. Melhor falar do carnaval de Olinda, das enchentes do sertao. Como os assuntos de alta relevancia e tormento para algumas pessoas tornam-se tópicos para lacunas numa noite obsoleta, meu Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Myriam diz:&lt;br /&gt;aí dormiram?&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;nãoo&lt;br /&gt;Myriam diz:&lt;br /&gt;fizeram amor?&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;isso é paginas pretas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;semclausulas,semclausulas, lalala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Myriam diz:&lt;br /&gt;pode ter paginas pretas?&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;podee&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lafa nao deixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Myriam diz:&lt;br /&gt;fizeram amor?&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;fizeram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana é Alain Delon e fala dela na terceira pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizeram amor e ela foi em casa tomar banho. Aí ele mandou ela ir pra casa dele e ela é bem obediente e foi e continuaram bebendo. Ana e Lake sao o tipo de casal que se divertem e bebem juntos e jogam sinuca (falarei disso em breve) e comem caranguejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;vim em casa tomei banho&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;i ele mandou eu ir p casa dele&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;ai fuui pra la i agnt continuou bbndo&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;o resto da cerveja&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;so tinha 3 caixas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá ficando comprido, hein.&lt;br /&gt;Quando terminaram as tres caixas de cerveja...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;um amigo dele ligou chamando p ir p casa de uma amiga deles q esta tendo uma festa&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;ai eu disse que não ia&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;mais ele disse q eu ia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí ela foi porque ela é subserviente e apaixonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Myriam diz:&lt;br /&gt;aí tu foi ne?&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;fuii&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que nao acharam a casa da menina. Aí foram jogar sinuca em Almir (lembra que eu disse que eles jogavam sinuca). Mas Ana é uma péssima jogadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;mais i jogar sinucaa&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;"meu cel descarregou e o dele esqueceu no carro do amigo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(aspas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que começou o desespero da mae de Ana. Ela passou mal e, claro, acho que era um mal presságio e que algo de terrível havia acontecido com Ana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;tu escrevee&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;mtoo ruimm doidooo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;sabe nem juntar&lt;br /&gt;Myriam diz:&lt;br /&gt;escreva vc entao&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;as historias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ta bom, entao vou recomeçar depois dessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí Lake e Ana conheceram um casal em Almir e foram jogar sinuca com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Myriam diz:&lt;br /&gt;eu recooméco por ond&lt;br /&gt;Myriam diz:&lt;br /&gt;pela parte q lake teve ciume da nega e tu tb?&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;omii va dormirr&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;i escrever&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;outra coisaa&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;ta horrivel isso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;escreva cm se foss um romance&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;bem AVENTUREIRO&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;q a mocinha foge cm o caba pq ta apx&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço questao de colocar isso aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;pronto&lt;br /&gt;Ana Moura diz:&lt;br /&gt;sabe nem ter criatividade&lt;br /&gt;Myriam diz:&lt;br /&gt;eu to obsoleta msm&lt;br /&gt;Myriam diz:&lt;br /&gt;tu acha q eu to escrevdno a tua historia pq?&lt;br /&gt;Myriam diz:&lt;br /&gt;se eu tivesse criatividade ia escrever outra coisa&lt;br /&gt;Myriam diz:&lt;br /&gt;papa angu&lt;br /&gt;Luiza Moura diz:&lt;br /&gt;pq é uma anta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-7728633937757511442?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/7728633937757511442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=7728633937757511442' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/7728633937757511442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/7728633937757511442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/04/insnia.html' title=''/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-673679594185181142</id><published>2008-03-03T18:28:00.000-08:00</published><updated>2008-03-03T18:30:52.119-08:00</updated><title type='text'>Pla pla e as lancheiras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alguém já disse, sabiamente, que, quando olharmos para um adulto e sentirmos raiva e asco por algum erro ou atitude pouco honrosa que tenha cometido devemos tentar ser condescendentes com aquela pessoa e perdoá-la. O autor do dito não utilizou como argumento a máxima cristã que prega o “não julgueis para não serdes julgados”e “antes de tirares o argueiro do olho do teu irmão repara na palha que há no teu” mas, com simplicidade, sugeriu que nos lembrássemos que aquela pessoa crescida já foi criança um dia e usou lancheira.&lt;br /&gt;                   É um argumento lúcido e bastante sensível. Permite olhar para o indivíduo em questão mais carinhosamente e, dessa forma, analisar cuidadosamente sua trajetória lembrando que um dia aquele espírito também foi lar de inocência e pureza e que talvez ainda guarde em si algo de sua semente, maculada pela lei da sobrevivência mundana, pelos truques e artifícios que aprendemos, todos nós, ao longo dos anos, antes de sermos divididos pela sociedade entre aqueles estritamente bons e os estritamente ruins.&lt;br /&gt;                     A dialética nos confunde. A idéia da criança em cada um de nós pode recordar que em um tempo ido fomos obrigados a escolher, o que prova que o ser humano possui trevas e luz dentro de si, mesmo que visivelmente aparentemos carregar somente um lado escuro e opaco, que transborda atos egoístas e avarentos, ou um lado brilhante que nos mostra generosos e altruístas. Aquele que carregou lancheira pode já ter se prestado a dividir a maçã às três da tarde, mesmo que no futuro tenha escolhido guardar para si todas as maçãs que comprou, sem sequer oferecer uma para o semelhante mais necessitado.&lt;br /&gt;                       Há cinco anos já dirijo livremente pelas ruas da cidade, mesmo sem carteira de motorista. Assim, cuspo na cara do Estado Democrático de Direito, piso no pé da lei, não chego a desafiá-la porque não acredito piamente na severidade de seu poder coercitivo. As justificativas são conhecidas pelos que não mais usam lancheiras. Pro sempre nos mesmos sinais, espero neles pelo temor da morte, não da sanção. Tenho a tristeza de, do conforto do meu banco e do frescor do meu ar condicionado, observar os meninos de rua e, vez por outra, dar-lhes uma pequena esmola. O que para mim não custa nada e para eles é o ópio do dia, como muitos julgam ou, como prefiro acreditar, o pão. Por via de conseqüência, sinto-me boa e iluminada. Nessa ótica, minha compaixão parece burguesa, egoísta e alienada.&lt;br /&gt;                         Alguns dias atrás, agraciei Plá plá, exímio malabarista já nos seus poucos e raquíticos quinze anos de idade, com habituais dois reais. Minha mente desviou-se um pouco dos meus problemas, tão facilmente resolvíveis com tempo e dinheiro, para o rosto de Plá plá. Ele havia crescido. Embora continuasse pequeno para sua idade, seu semblante parecia muito mais adulto, muito mais sofrido, muito menos inocente. Plá plá me parecia cansado. Claro, deveria ter estado em outras vezes em que passei por ali, porém não fui sagaz ou atenciosa o suficiente para notar.&lt;br /&gt;                           Conversei com ele algumas vezes. Nunca foi a escola, está na rua há mais de dez anos. Sua maior habilidade é pedir. Foi tudo que desenvolveu na vida e, para ele, esta aptidão tem muito mais profundidade do que nossa passagem corrida permite perceber. É toda a sua história. Ele cheira cola pra passar a fome. Às vezes ele dorme na calçada. Todos conhecemos alguém como Plá plá. É possível até que muitos que vivam em João Pessoa conheçam o próprio Plá plá. E é aí onde está o ponto crucial da crônica. Se Plá plá está na rua, no mesmo sinal há tanto tempo, de maneira que conhecemos toda sua jornada e toda sua dor, por que ele ainda está lá? Se o ser humano possui a capacidade divina de colocar-se no lugar do outro, se há tantos com tanto, por que Plá plá ainda está preso à pedra da rua e do abandono? Este lugar-comum não deixa de ser uma surpresa, numa terça-feira à tarde, quando decidimos ceder um lugar no nosso pensamento à realidade do outro.&lt;br /&gt;                                 Não é difícil adivinhar o futuro de Plá plá. É outra história conhecida, passeia pelo cinema, por livros, crônicas como esta.Um lugar-comum repetido à margem de nossas vidas. É um lugar-comum estuprado. A não ser que ele seja uma criatura absurdamente inteligente e consiga ultrapassar todos os limites que lhes foram impostos desde que nasceu, ele continuará com sua ilícita mendicância, insistirá nesta contravenção e encontrará paz e tranqüilidade na droga que engana sua tão aguçada lucidez. As questões que para nós desafiam a crença em Deus são para ele pura revolta e angústia contínua. Mas não, não desafiará seu credo numa vida justa e igual após o fim do corpo que o maltrata diariamente. Onde não há shopping center, onde crianças como ele, possuidoras de pernas, braços, órgãos respiratórios, telencéfalo altamente desenvolvido e dedo polegar opositor podem agregar valores por vezes completamente desconhecidos ao seu imaginário de simples sobrevivente.&lt;br /&gt;                                    Voltemos à questão da condescendência com os adultos malvados que uma vez já usaram lancheira e possivelmente compartilharam seu lanche com um outro pequeno. Perdoar não está fora de questão, pois o cristianismo prega o perdão infinito diante do arrependimento. E, segundo F. Pereira da Nóbrega, o perdão é mais que humano, pois está perto de Deus. E a busca da perfeição divina deve ser meta constante na vida de todos. Entretanto, é cabível ser compreensivo, condescendente, quando vemos Plá plá crescer na miséria devido à desatenção do Estado? É correto deixar o sentimento de revolta morar preso, acorrentado no coração apertado daquela criança?&lt;br /&gt;                                      O Estado é formado por homens. A maioria deles freqüentou a escola e usou lancheira. Se alguns deles escolheram posicionar-se, ainda que só visivelmente, no lado dos estritamente maus, devemos ser condescendentes e encara-los de forma carinhosa ou  tomar partido , não apenas visivelmente e para o nosso bem estar, no lugar dos estritamente bons, procurando apagar a compreensão e acabar com o conformismo? A condescendência para com esses adultos é perigosa. E ela tem seus disfarces. Reclamamos e discutimos, falamos mal do Estado. Mas quando somos omissos, quando não participamos, estamos sendo compreensivos com o abandono em questão. A bondade passiva é uma forma de maldade.&lt;br /&gt;                                         O pensamento deve voltar-se para o fato de que quando Plá plá crescer e se tornar um adulto, ninguém será condescendente com ele. Ele irá roubar o que deveria ter também e será severamente punido. Será severamente punido por procurar o que é seu de direito, ilegalmente, porque esta é a possibilidade que está mais ao seu alcance. E não devemos julgá-lo por escolher o mais fácil e sim, antes, julgar-nos a nós mesmos por permitirmos que assim seja. Não estamos também escolhendo o mais fácil? A culpa está dissolvida entre todos nós. O Estado é representado.&lt;br /&gt;                                         Sabemos, enfim, porque ninguém será condescendente com Plá plá. Plá plá nunca foi à escola e nunca usou lancheira. Plá plá nasceu homem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Myriam Gadelha&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;João Pessoa, 03 de Março de 2008&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-673679594185181142?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/673679594185181142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=673679594185181142' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/673679594185181142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/673679594185181142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/03/pla-pla-e-as-lancheiras.html' title='Pla pla e as lancheiras'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-6547890230313469817</id><published>2008-02-07T12:49:00.000-08:00</published><updated>2008-02-07T13:13:20.928-08:00</updated><title type='text'>"Olinda, quero cantar a ti essa canção"</title><content type='html'>&lt;em&gt;"É que os desafinados também tem um coração...".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Carnaval de Olinda foi singularmente mágico. Continuarei a cantar o "Hino do Elefante de Olinda", apesar do meu compormento de anti-musical :).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, só nos resta, neste instante, a "Marcha da quarta-feira de cinzas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Acabou nosso carnaval, ninguém ouve cantar canções, ninguém passa mais, brincando feliz, e, nos corações, saudades e cinzas foi o que restou".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lafayette Gadelha&lt;br /&gt;João Pessoa, 07 de Fevereiro de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-6547890230313469817?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/6547890230313469817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=6547890230313469817' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6547890230313469817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/6547890230313469817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2008/02/olinda-quero-cantar-ti-essa-cano.html' title='&quot;Olinda, quero cantar a ti essa canção&quot;'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-8549285082711062501</id><published>2007-12-23T06:23:00.000-08:00</published><updated>2007-12-23T06:25:15.280-08:00</updated><title type='text'>O amor, amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Amor, o amor não é pra se amar. Entenda bem, amor. Amor não é amor, é abstração. É pensamento, é indefinição, criação inoportuna, enigma ambulante, sinestesia poética, dicotomia humana, descoberta desvairada e sem cura, putrefação das mágoas e dos sentimentos de rancor. Amor é mais que amar, amor. Amor é claustrofóbico ou leve, dependendo do momento, da circunstância e do amor, amor. Amor não se toca, porém as composições estão aí, e violinos, violas, violões, pianos e sanfonas não param de ritma-lo. Ah, o amor dói. Corre por dentro das artérias e nem doutores das ciências médicas decifram tal formação, por isso, deles, eu tenho dó.&lt;br /&gt;Amor não se concebe nem se atrofia; amor é eterno e não se sorte, porque amor é constante, linear e demais da conta um só. Porque você, amor, sofre, contudo está sempre intacta, imaculada e estática perante meu semblante que só tem lágrimas, sorrisos e vociferações dedicados, fabricados e martirizados a ti.&lt;br /&gt;Amor também não se apaixona, mas se casta, porque castidade é entrega e, portanto não existe amor sem entrega, amor. Amor também pode ser tomar uma cerveja, prosear na praça, tomar banho cantando Elvis ou Beatles, cair na risada com a anedota mais pífia ou abraçar um amigo, porque amor é, subjetivamente, elucidativo, e cada qual anda, fala e geme com sua interpretação, até porque amor não é tortura, nem povoa na autoridade. Amor é uma conquista, uma decisão. Para lograr amor, é mister siso sem perder a beleza, o refino e a categoria.&lt;br /&gt;Amor se edifica, cumpre-se paulatinamente e, assim como Deus criou o mundo, amor também se descansa, mas de semente e corpo indestrutíveis e irretocáveis, composto de alicerces rijos.&lt;br /&gt;Amor não se recita nem se ora, porém está presente nos símbolos mais calados e sagrados, pois amor é advindo dos deuses e consagrado apenas para a felicidade.&lt;br /&gt;O que se sabe, amor, é que este amor que o mundo fala, que João ama Carla, que Maria ama Reinaldo ou que pais amam os filhos não tem conceito, nem apostos explicativos, todavia é verdadeiro, sublime e real, por isso, eu também te amo, amor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lafayette Gadelha&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sousa, 23 de Dezembro de 2007&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-8549285082711062501?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/8549285082711062501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=8549285082711062501' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/8549285082711062501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/8549285082711062501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2007/12/o-amor-amor.html' title='O amor, amor'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4673473518796065648.post-7123897397789423753</id><published>2007-12-18T18:53:00.000-08:00</published><updated>2007-12-22T08:40:36.703-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CPMF'/><title type='text'>Inauguração sem cerimônia e reforma tributária</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tá aí, pessoal, meu isntrumento de canalização de idéias e pensamentos não só meus, mas de quem quiser comentar, sob os princípios da democracia e da livre opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reforma tributária é um negócio que tem me intrigado. Impressionante como o assunto me deixou atônito e com os olhos petrificados, a meia noite, em véspera da prova de matemática, na TV Senado, perante a votação da CPMF. A sessão se inicia com discursos solenes, porém bem efusivos e recheados de muita emoção e até mesmo apelações de tal gênero. Muitas ameaças, críticas, umas até com insultos, claro, bem polidos; retóricas tradicionais; muita sofisticação vocabular como em Arthur Virgílio, paradoxalmente, palavras populares e sem rebuscamento de Mão Santa; tons de voz que denotavam revolução e bons propósitos (de certa forma uma demagogia inocultável) e pouca tranqüilidade. Esses e outros aspectos tornaram-me, naquela ocasião, semelhante a um telespectador ansioso em uma final de Copa do Mundo.&lt;br /&gt;A Contribuição Provisória de Movimentação Financeira, no entanto, pelo menos até aquele momento, não me trazia definições subjetivas e conclusões facciosas a cerca dela. Era muito difícil para mim escolher um lado, e "ficar em cima do muro" é onda pra covarde pegar. Recorri à beleza da fundamentação a qual pertencen só e somente só aos fundamentados e conhecedores. Chega em casa Léo, meu primo. Saudações iniciais, indago sobre a recém-nascida Ana Beatriz, sua filha; prosas casuais, Lilice interrompe e, finalmente, consigo perguntar sobre os tributos e a CPMF no Brasil. Ele começa: " Retirar a CPMF é um absurdo. Deve-se fazer uma reforma tributária ampla, sem tirar dinheiro de um só lugar. A CPMF é um imposto que evita sonegação, lavagem de dinheiro e pobre não paga". Juro: minha posição bem embrionária, quase zigótica, era essa mesma, mas sem aprofundamentos e sem o respaldo de uma pessoa mais experiente e conhecedora. Ok. Beleza, papai chega, pouco quer saber do assunto e vai conversar com Léo.&lt;br /&gt;Com posição tomada, volto a Brasília, Congresso Nacional; Garibadi Alves, estreante na presidência da casa, prossegue os andamentos no plenário com uma serenidade singular a qual ganhou meu carisma e minha estima mesmo que de longe seja admirador de tal. Romero Juncá, líder do governo, apresenta uma carta do Lula. Todos atônitos. Na carta, Lula promete, caso aprovem a prorrogação, que irá destinar os 40 bilhões do imposto todos para a saúde e que, em um ano, projetaria a reforma tributária tão sonhada e que é um débito deste governo. Senador Arthur Virgílio elogia e até homenageia o presidente, mas diz, em tom amistoso, que é tarde demais. Já o Senador Agripino Maia, líder do DEM, adquiri mesmo lado de seu colega, de maneira mais veemente, porém com semelhante argumento.&lt;br /&gt;Mais discursos, concedimentos de palavras pela ordem, reclamações, muito tulmuto. Enfim, vem Pedro Simón, pedindo que a sessão seja adiada para a tarde, a fim de que houvesse uma reflexão maior, posto que Luiz Inácio Lula da Silva havia mandado aquela espítola na calada da noite que teria suposta interferência nas proposições dos parlamentares. Arthur Virgílio enerva-se e critica com rispidez a proposta de Simon, parecendo até que as coisas iam sair da agressão verbal, porém, após muitas escaramuças e pilhérias por parte do Senador Heráclito Fortes, a confusão tem fim um no estilo fair play: os dois se abraçam (com gritos sonoros de "beija, beija"), reconhecem erros e tudo se acalma. Os líderes aconselham os votos de seus respectivos partidos, e Garibaldi enceta a votação. Final: 45, para a prorrogação; 39, para o fim da CPMF. Mesmo com a virtual vitória, era mister mais 4 votos, e o tributo que se chamava de "provisório", se dissipava perante os olhos de alguns brasileiros que angustiados e roendo as unhas, cada qual com pensamentos distintos e suas visões pessoais, mas com tensões de uma pátria melhor e mais justa.&lt;br /&gt;Ainda tenho fôlego para assistir a uma entrevista de Juncá, afirmando que ia ser difícil para o governo, todavia que os programas sociais não iriam ser cortados mesmo com os percalços.&lt;br /&gt;Vou dormir levemente triste, mas nada demais. Tristeza maior é acordar na manhã seguinte, ir ao colégio e ver crianças que, para não passar fome, pairam sobre as membranas do assistencialismo popular e das esmolas nos semáforos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um forte abraço a todos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lafayette Gadelha&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;João Pessoa, 18 de Dezembro de 2007&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4673473518796065648-7123897397789423753?l=semclausulas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://semclausulas.blogspot.com/feeds/7123897397789423753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4673473518796065648&amp;postID=7123897397789423753' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/7123897397789423753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4673473518796065648/posts/default/7123897397789423753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://semclausulas.blogspot.com/2007/12/inaugurao-sem-cerimnia-e-reforma.html' title='Inauguração sem cerimônia e reforma tributária'/><author><name>Sem cláusulas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06635584332956584325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
